12 de junho de 2020

TRANSPORTE E LOGÍSTICA

Setcarce e Fetranslog focam trabalho na recuperação econômica das empresas

O Setcarce e a Fetranslog têm trabalho com foco na recuperação econômica das empresas, pois elas passaram cerca de 90 dias com reduções significativas, e muitas delas estão enfrentando sérias dificuldades, pois a maioria delas não tinha um fluxo de caixa suficiente para um período tão prolongado.

Clóvis Bezerra e Marcelo Maranhão estão à frente das entidades        Foto: Portal IN News

As linhas de crédito disponibilizadas pelo Governo Federal para a folha de pagamento foram liberadas, as empresas estão tendo acesso, com bons prazos de carência e de quitação, com taxas acessíveis. Mas com relação a capital de giro, está mais complicado.

Na próxima segunda-feira (15) o presidente Clóvis Bezerra e diretores das duas entidades terão uma reunião virtual com o Banco do Nordeste, articulada pelo Sebrae, na qual deverão ser apresentadas soluções econômicas para que as empresas possam romper os impactos gerados pela pandemia.

“Paralelamente a isso, as atividades econômicas vão retornando, de acordo com o decreto governamental, e esperamos uma redução da disseminação do vírus”, disse o diretor institucional do Setcarce e Fetranslog, Marcelo Maranhão, que preside a Câmara de Logística do Governo do Ceará (CSLog).

Na questão tributária, explicou que houve a prorrogação de alguns impostos federais (PIS e Confins). “Mas o nosso maior imposto é o ICMS, que é estadual e não nenhum tipo de negociação. Temos sofrido muito com isso, enfrentando sérias dificuldades para honrar com nossos compromissos fiscais”.

Na sua opinião, as pessoas precisam se conscientizar que esse é um problema que não vai passar tão cedo. É preciso manter os cuidados com a higiene pessoal, isolamento social, seguir os protocolos determinados pelas autoridades.
Marcelo Maranhão ressaltou que o setor de transporte e logística, nunca parou.

“Entretanto, como o varejo paralisou seu funcionamento, as empresas ficaram com seus depósitos lotados, sem conseguir entregar. Esse foi o maior problema que enfrentamos nesse período. Além de caminhões que chegavam com as mercadorias e, por esse motivo, não conseguíamos descarregar”.

Pá eólica com 78 metros são fabricas pela Aeris, no CIPP, e seguem para parques eólicos instalados na Bahia

Outros problemas que precisam ser solucionados são, principalmente, o Anel Viário, junto com o trecho da BR-222 e a CE-155, de acesso ao Porto do Pecém, que são grandes gargalos logísticos. No CIPP é produzida a maior pá eólica do Brasil, com 78 metros de comprimento, e as condições precárias da CE-155, geram transtornos. “Estamos transportando esse material para parques eólicos na Bahia. Com os buracos existentes na rodovia, gerando torções que podem danificar esse equipamento de alta tecnologia, talvez teremos de paralisar a operação”, lembrou.

Na sua opinião, a cereja do bolo é aquele terminal portuário do Pecém, mas ressalta que o Porto de Fortaleza está se superando. “A nova gestão da CDC, tem transformado o seu desempenho. A Mayhara Chaves está realizando um trabalho extraordinário, fazendo com que a CDC deixe de ser um órgão público, para se transformar numa empresa ágil e eficiente no que diz respeito à competitividade e produtividade”, destacou o executivo.

De acordo com um lentamente da CNT, houve uma redução de 40% na demanda e ela só não foi maior porque o agronegócio brasileiro está muito forte, com uma safra recorde. “Entretanto, aqui no Ceará, a retração foi ainda maior, pois a nossa agricultura não tem tanta força”, completou Marcelo Maranhão.

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