19 de novembro de 2020

MERCADO IMOBILIÁRIO

Raio-X Fipe Zap revela alta de 48% na intenção de compra de imóvel no 3TRI20

A pesquisa Raio-X Fipe Zap revelou que o total de pessoas dispostas a adquirir imóveis apresentou nova alta, passando de 43% no 2º trimestre, para 48%, entre os respondentes da amostra do 3º trimestre deste ano. E metade delas se mostrou indiferente entre imóveis novos ou usados (50%), seguida pela preferência por usados (41%) e casas ou apartamentos novos (9%).

Maioria dos consumidores querem adquirir o imóvel para morar                              Foto: Divulgação

Já em termos de objetivo, a grande maioria destacou a intenção de utilizar o imóvel para moradia própria (86%), contrastando com o objetivo investimento (14%). A participação de compradores na amostra (respondentes que declararam ter adquirido imóvel nos últimos 12 meses) manteve-se relativamente estável no último trimestre, atingindo cerca de 10% dos entrevistados.

O levantamento revelou que o percentual de transações com desconto sobre o valor anunciado do imóvel oscilou pouco nos últimos 12 meses, encerrando setembro com uma incidência de 72% sobre as transações realizadas nos últimos 12 meses. Mas o percentual médio de desconto negociado recuou ligeiramente, encerrando o período em 12%.

Houve uma redução no número de consumidores que classificavam os preços atuais como “altos ou muito altos” – de 61% para 59%. Movimento similar ao da parcela de respondentes que consideram os preços como “baixos ou muito baixos” (de 9% para 6%). Entre aqueles indicando que os preços estavam em um nível razoável houve leve alta, passando de 27% para 29% da amostra.

Em relação às apostas e projeções dos entrevistados para os preços dos imóveis nos próximos 12 meses, os resultados evidenciam a normalização das expectativas (para níveis pré-pandemia), após dois trimestres marcados por perdas econômicas, incertezas e forte volatilidade. Com isso, uma parcela crescente dos respondentes passou a projetar um aumento dos preços – opinião compartilhada por 32% da amostra do último trimestre.

Uma proporção similar (porém declinante) deles projeta a manutenção dos preços no período (31%). E uma parcela menor e relativamente estável da amostra aposta na redução no preço dos imóveis no futuro próximo (15%). Em termos de variação esperada, a expectativa média entre todos os respondentes do 3º trimestre também convergiu para níveis registrados antes do início à pandemia, projetando leve alta nominal de 0,9% para o preço dos imóveis.

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