12 de agosto de 2020

REUNIÃO COM MINISTROS

Patriolino Dias afirma que setor da construção está preocupado com a liberação de recursos do FGTS e a alta dos insumos

O presidente do Sinduscon-CE e diretor da Dias de Sousa Construções, Patriolino Dias, foi um dos integrantes da comitiva de empresários e industriais cearenses que participou da comitiva liderada pelos presidentes da FIEC e Fecomércio-CE, Ricardo Cavalcante e Maurício Filizola, em Brasília.

Patriolino Dias abordou temas de interesses da construção civil             Foto: Portal IN News

O grupo conversou com os ministros da Economia, Paulo Guedes; da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas; do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho; da Secretaria de Governo, Luís Eduardo Ramos, além do general Sérgio Pereira, secretário Executivo da Casa Civil.

“A gente posicionou como estavam os investimentos no Estado do Ceará, mas quando partiu para o ministro Paulo Guedes falar, ele teve de ser conciso, pois iria participar de uma solenidade com o presidente Bolsonaro, que era do PL da Cabotagem”, explicou Patriolino.

E o pleito do setor da construção civil é a preocupação sobre os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço que estão sendo utilizando para tudo no Brasil, inclusive antecipando para que as pessoas possam sacar, o que caracterizaria um desvio de finalidade.

“Prá gente, o FGTS é para ser utilizado para moradia, para fomentar o Sistema Brasileiro da Habitação. O ministro Paulo Guedes entendeu o nosso posicionamento e disse que vai analisar o caso com os integrantes da sua equipe”, ressaltou.

Também foi colocada a preocupação da construtoras com os aumentos excessivos dos insumos, registrados nos últimos 90 dias. “Ele sinalizou que está acompanhando isso, acredita que seja momentâneo, mas que o Ministério da Economia iria acompanhar de perto. O aço aumentou 9%, o cimento 11% e os tijolos aumentaram 25%. Ou seja, isso é um absurdo o que estão fazendo”, ressaltou o presidente do Sinduscon-CE.

Lembrou ainda que a Gerdau sinalizou que vai aumentar ainda mais o aço entre 6% e 9%. “Não tem nada que mostre que esses insumos devam aumentar isso. A gente está com deflação no País e como é que o tijolo pode subir 25%”, questionou Patriolino Dias.

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