NEGÓCIO DE SUCESSO

Mercadão São Luiz abre oportunidade de crescimento exponencial para a rede

Por Marcelo - Em 28 de dezembro de 2020

O empresário Severino Ramalho Neto, diretor da rede Mercadinhos São Luiz, está apostando suas fichas no novo modelo de negócio implantado no Ceará, o Mercadão São Luiz, uma loja de descontos, que atualmente possui uma unidade no Crato, na região do Cariri e outra em Fortaleza, no Shopping RioMar Presidente Kennedy. Seu diferencial é vender com descontos e onde a quantidade de paletes expostos com mercadorias lembra um atacarejo, que não tem a pretensão de vender por atacado, mas sim vender com descontos atrativos. E uma capacidade de dobrar de tamanho facilmente, nos próximos três anos.

Apesar de ter um mix de produtos 50% menor que o de uma loja tradicional dos Mercadinhos São Luiz, mas com a possibilidade de fazer as suas compras do mês, tranquilamente. “Com todos os produtos básicos. Porém, não vai encontrar uma grande quantidade de uma mesma categoria, mas uma grande quantidade de menor variedade. Um exemplo disso é o azeite. Fazemos a escolha de negociação para termos um azeite especial bom, com preço atrativo. E as lojas Mercadão têm dado um bom retorno, são as lojas que mais crescem dentro da empresa, atingindo os volumes de venda interessantes para a gente”, explicou.

Severino Ramalho Neto destaca que o Mercadão São Luiz abre uma porta de crescimento exponencial para a rede cearense

Ele disse que o novo modelo abre um cenário muito positivo para a rede em termos de distribuição de lojas, pois hoje os Mercadinhos São Luiz estão voltados para o lado da cidade que concentra as classes A e B, ou seja, de 20% a 25% da população. “Com a marca Mercadão a gente pode atingir mais de 50% da população fácil, das classes C e D. Temos uma área grande de atuação, não só para a Capital, mas para outras cidades do Estado. Nossa pretensão é abrir uma nova loja do São Luiz em Juazeiro do Norte e transformar a que existe hoje em Mercadão, bem como inaugurar mais uma unidade deste novo modelo aqui em Fortaleza, bem como também transformar uma loja do São Luiz em Mercadão, do lado Leste da Capital”, afirmou Neto, sem no entanto revelar o bairro onde isso ocorrerá.

O diretor lembrou que há muitas cidades importantes do Estado onde a rede supermercadista não está presente, por falta de um produto adequado para poder chegar. E que o Mercadão poderia se instalar facilmente em cidades como Sobral, Quixadá, Iguatu, Caucaia, Eusébio, Maracanaú. “Tem vários pontos, porque ele não briga com o Mercadinho. Pode estar em diversas áreas, próximas até das nossas lojas tradicionais, pois é um público diferente”.

Mercadão oferece descontos em todos os produtos, garantindo o sucesso da marca

Outro ponto positivo é que o investimento para abrir uma loja Mercadão é menor, cerca de 70% de uma tradicional, apesar de ter um padrão de qualidade que a rede não abre mão, mas é uma loja voltada para volume, com exposição agressiva, com um proposta bem percebida pelo cliente e pelo fornecedor, e bem executada pela empresa. “É uma loja que funciona bem, tem uma razão de ser mais barato e só tem sucesso se for assim. Que veio da necessidade, do aprendizado, pois a primeira surgiu no Crato, onde a gente dominava bem, e entraram dois atacarejos no meio e a gente teve de se virar nos 30 para achar uma solução. Fomos aprendendo a trabalhar, criamos uma logística específica para isso, com área significativa de para poder se instalar, acesso a rodovias para as carretas chegarem”, ressaltou.

A rede percebeu que o que para ela era uma qualidade, estar próximo do cliente, nesse novo modelo de negócio era um defeito. Então foi pensada uma pegada de logística mais funcional, para levar um preço mais competitivo. “Quando você pensa Mercadinho temos dois tipos de lojas – as de vizinhança e as tradicionais -, sendo que estas últimas vendem bem mais que as de vizinhança, que atendem à comunidade num raio menor. A tradicional busca um raio maior, o que se reflete em vendas. Então 80% dos produtos que vão para as lojas de vizinhança vão a granel, ou seja, na unidade. As tradicionais recebem 80% de seus produtos em caixas fechadas e as do Mercadão São Luiz recebem 80% em paletes fechados. E isso tem funcionado bem, pois há um investimento menor, supera em vendas e é um bom produto”, comemorou Severino Neto.

Hoje a rede de supermercados tem 20 lojas em Fortaleza, sendo 18 no lado Leste da Capital, uma está no Benfica e a outra, do Mercadão, no Presidente Kennedy, que é uma área muito adensada de Fortaleza. E abre um leque de área muito grande para que o Mercadão possa se instalar, em bairros com maior concentração populacional, representando uma grande abertura de mercado para o novo modelo de negócio. E quando abre para o Estado, são apenas duas lojas no Cariri, tendo um espaço muito grande para atuar.

Setor de carnes oferece uma qualidade diferenciada para os clientes

“O Mercadão é a porta que se abre, que pode proporcionar um crescimento exponencial da rede de supermercados em faturamento. Tanto que pretendemos abrir três lojas agora em 2021 e acelerarmos esse processo. Essa bandeira veio para ficar e vamos investir nela, pois é o futuro, mas mantendo a operação dos Mercadinhos São Luiz, que atende a um outro público. O importante é que estamos com essa nova marca, que abre essa porta gigante para o Ceará inteiro e vamos investir nela. Ela é maior que nossas lojas normais, mas menor que o atacarejo, que trabalha com cerca de 400 paletes no chão. No Mercadão, conseguimos colocar 280 paletes, conversando com o nosso cliente. Isso é um fator determinante e o nosso maior diferencial do atacarejo, que precisa de 20.000m², enquanto que com 3.000m² de área construída, conseguimos montar uma loja dessas”, salientou o diretor da rede.

E a logística da rede é completa, com um centro de distribuição com 15.000m² funcionando 24 horas por dia, que será ampliado em 2021, para atender ao processo de expansão da rede. “Tudo aqui está interligado. Vendeu na loja, existe uma reposição automática, desde pacotes individualizados, a caixas fechadas ou paletes inteiros. Aqui é um CD que o futuro dele deve ser mais automatizado, mas hoje ainda temos um grande número de funcionários, mas isso é bom, pois gera empregos. Até o pão vendido em nossas lojas passa por aqui, para não perturbar a vizinhança, com o alto tráfego de caminhões. E temos uma grande cozinha industrial, voltada para fazer os alimentos vendidos em nossas lojas. Mas tenho certeza que o Mercadão São Luiz é o nosso negócio que possibilitará uma expansão expressiva da nossa rede nos próximos anos”, completou Ramalho Neto.

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