12 de agosto de 2020

PESQUISA DO IBGE

Maurício Filizola crê em nova alta nas vendas do comércio no segundo semestre

O comércio varejista registrou um crescimento de 8,0% nas vendas em junho, na comparação com o mês anterior. A alta, na série com ajuste sazonal, ocorreu depois da alta de 14,4% assinalada em maio, representando a segunda elevação consecutiva. Houve altas em 24 das 27 Unidades da Federação, com destaque: Pará (39,1%), Amazonas (35,5%) e Ceará (29,3%).

Maurício Filizola vê os próximos meses de forma positiva                   Foto: Portal IN News

A média móvel do segundo trimestre subiu 0,9%. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta quarta-feira (12) pelo IBGE. Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo; móveis e eletrodomésticos, além de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, apresentaram as maiores altas.

De acordo com o presidente da Fecomércio-CE, Maurício Filizola, durante a pandemia, os setores essenciais foram bem movimentados, com acréscimo superior ao registrado em níveis normais, principalmente farmácias e supermercados. “E a expectativa para o segundo semestre é positiva para esses dois setores, com relação aos demais, que vão depender do acesso ao crédito. É importante lembrar que o Governo Federal implementou medidas de auxílio emergencial, o que também movimentou o comércio, inclusive em muitas cidades o comércio sobreviveu devido a este auxílio”, disse.

O setor automotivo, principalmente de veículos usados, construção civil e comércio em geral deve seguir num ritmo de recuperação. Apesar de algumas empresas ainda estarem enfrentando dificuldades para retomar seu ritmo do período pré-pandemia.

Ressaltou a importância da reunião realizada ontem, em Brasília, com os principais ministros do Jair Bolsonaro, dizendo que quando o Governo Federal trabalha na infraestrutura do País, facilita as ações do comércio, pois empregos são gerados e a economia é movimentada.

“Também tivemos como boa notícia a questão da segurança hídrica para o nosso Estado, pois além de empregar o homem do campo, traz uma melhora para as exportações, principalmente de frutas, e de forma rápida, pois aqui no Nordeste as safras acontecem em intervalos menores”, lembrou.

E que a expectativa para o segundo semestre é positiva. “Precisamos dar tempo para as ações estruturantes do Governo, pois quando temos mais pessoas empregadas e com renda, as vendas e a arrecadação de impostos aumentam, melhorando o desempenho da nossa economia”, completou Maurício Filizola.

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