“Justiça sem fim é justiça nenhuma”, afirma Mouro

Por Admin - Em 24 de outubro de 2017

Do Estadão – O juiz federal Sérgio Moro afirmou, nesta terça-feira, 24, durante o Fórum Estadão Mãos Limpas & Lava Jato, que o combate à ‘corrupção sistêmica’ não deve se fazer presente apenas no Judiciário. O magistrado ainda reconheceu que o instituto da prisão preventiva, utilizado de forma recorrente na Lava Jato, é ‘polêmico’ e que é necessário ‘ouvir críticas a respeito.

“Tanto na Itália quanto no Brasil se utilizou o recurso da prisão preventiva, e eu sei que ele é polêmico, sei que existem críticas, e nós temos que ouvir essas críticas”, diz. “A legislação prevê esses recursos mais drásticos para interromper essas carreiras criminosas.”

Moro ainda ressaltou que ao combate à corrupção deve extrapolar os limites do Judiciário. “Não se resolve a corrupção somente com processos judiciais. São importantes, a redução da impunidade é fundamental – porque se não têm resposta, a tendência é esses crimes crescerem – mas a redução pelos processos não é suficiente para reduzir a corrupção. (…) Precisamos superar a corrupção sistêmica não confiando somente nos processos. São necessárias reformas mais abrangentes”, afirma.

‘Justiça sem fim é justiça nenhuma’, afirma Mouro 

Do Estadão – O juiz federal Sérgio Moro afirmou, nesta terça-feira, 24, durante o Fórum Estadão Mãos Limpas & Lava Jato, que o combate à ‘corrupção sistêmica’ não deve se fazer presente apenas no Judiciário. O magistrado ainda reconheceu que o instituto da prisão preventiva, utilizado de forma recorrente na Lava Jato, é ‘polêmico’ e que é necessário ‘ouvir críticas a respeito.

“Tanto na Itália quanto no Brasil se utilizou o recurso da prisão preventiva, e eu sei que ele é polêmico, sei que existem críticas, e nós temos que ouvir essas críticas”, diz. “A legislação prevê esses recursos mais drásticos para interromper essas carreiras criminosas.”

Moro ainda ressaltou que ao combate à corrupção deve extrapolar os limites do Judiciário. “Não se resolve a corrupção somente com processos judiciais. São importantes, a redução da impunidade é fundamental – porque se não têm resposta, a tendência é esses crimes crescerem – mas a redução pelos processos não é suficiente para reduzir a corrupção. (…) Precisamos superar a corrupção sistêmica não confiando somente nos processos. São necessárias reformas mais abrangentes”, afirma.

Sérgio Mouro

Foto: Estadão

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