15 de julho de 2020

EXCELENTE RESULTADO

Exportações do Ceará para a China têm crescimento de 397% no 1º semestre

Rômulo Alexandre acredita em cinco clusters de investimento         Foto: Divulgação

O vice-presidente da Federação de Câmara de Comércio Exterior, Rômulo Alexandre, ressaltou que apesar das exportações cearenses terem recuado 15% no primeiro semestre deste ano, ainda há muito o que comemorar, principalmente a expansão de 397% nas vendas externas para a China.

Outra delas é que, há pouco menos de uma década, o Ceará precisava trabalhar o ano inteiro para conseguir chegar ao volume exportado nos seis primeiros meses de 2020, que atingiu o valor de US$ 950,9 milhões, mesmo com os impactos da pandemia do novo coronavírus.

Somados ao US$ 1,2 bilhão em importações, significa que a corrente de mercado exterior do Estado já atingiu a marca de US$ 2,15 bilhões entre janeiro e junho deste ano, o que não é um número a se desprezar.

Outro fato interessante, e positivo, é que alguns segmentos específicos têm crescido substancialmente, como a fruticultura, pois a cada US$ 5,00 que o Brasil exporta em frutas frescas, US$ 1,00 vem para o Ceará.

Já no caso de produtos siderúrgicos, a cada US$ 100,00 que o Brasil vende para o exterior, US$ 29,00 retornam para o Estado, por meio da Zona de Processamento de Exportações (ZPE-Ceará), devido às placas de aço produzidas pela Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).

Porto do Pecém é o principal equipamento logístico das exportações cearenses, pois está a poucos quilômetros da ZPE-Ceará

“Portanto, temos cinco clusters que devem ser observados por quem está pretendendo investir no Ceará: siderurgia; calçados; geradores elétricos giratórios (aerogeradores) e suas partes; frutas e pescados, respectivamente”, disse.

Apesar de os Estados Unidos ainda serem o principal parceiro comercial do Ceará nos últimos anos, a China tem crescido substancialmente o seu perfil junto ao Estado, ocupando a segunda colocação no ranking.

“Vale lembrar que enquanto as nossas exportações para os EUA registraram uma retração do 27% nos seis primeiros meses de 2020, as vendas de produtos cearenses para a China cresceram 397%, o que é muito importante por se tratar do nosso segundo maior parceiro comercial”, salientou Rômulo Alexandre.

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