RELATÓRIO DA AMCHAM BRASIL

Exportações brasileiras para os EUA crescem 32,9% no primeiro semestre de 2021

Por Marcelo - Em 15 de julho de 2021

O relatório Monitor do Comércio Brasil-EUA, da Câmara Americana de Comércio, apontou que as trocas comerciais entre os dois países cresceram no primeiro semestre deste ano. As exportações brasileiras avançaram 32,9% e as importações aumentaram 8,7% em relação ao mesmo período de 2020, o que mantém os Estados Unidos como o segundo maior parceiro comercial do Brasil. O total de exportações ficou em US$ 13,3 bilhões e de importações em US$ 16,4 bilhões.

“A recuperação da economia tanto no Brasil como nos Estados Unidos tem fortalecido o comércio bilateral. As projeções da Amcham indicam que 2021 registrará um crescimento de até 30% das nossas exportações para os EUA e de até 20% das nossas importações vindas daquele país. Esses números são um indicador claro do aquecimento dos negócios entre os dois países”, afirmou Abrão Neto, vice-presidente Executivo da Amcham Brasil.

Placas de aço da CSP são exportadas pelo Porto do Pecém                                  Foto: Divulgação

A economia norte-americana cresceu 6,4% no 1º trimestre de 2021 e deve seguir aquecida ao longo do ano. O estágio avançado de vacinação e os pacotes governamentais de estímulo norte-americanos aumentaram a demanda externa, inclusive por produtos importados do Brasil, como dos setores siderúrgico, de construção civil, aeronáutico e petróleo. As exportações brasileiras para os Estados Unidos no primeiro semestre deste ano representaram 9,8% das exportações totais do País no período.

O documento da Amcham Brasil mostra que pelo lado das importações, é possível observar um início de recuperação. As importações brasileiras originárias dos Estados Unidos avançaram 8,7%, alcançando o valor de US$ 16,4 bilhões até o momento. Apesar desse movimento positivo, o percentual ainda foi três vezes menor que o aumento total de 26,5% de tudo que o Brasil comprou do mundo. Entre as dez principais origens de importação brasileira, o aumento dos Estados Unidos foi o segundo mais baixo, ficando à frente somente da França.

Como resultado, o Brasil obteve um déficit de US$ 3,1 bilhões com os Estados Unidos, que foi o maior saldo negativo registrado pelo Brasil entre todos os seus parceiros comerciais no ano. No geral, as trocas bilaterais com os EUA representaram 12,7% do comércio brasileiro com o mundo, atrás apenas da China (29,1%).

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