26 de março de 2020

AÇÕES DO BC

Especialista diz que sistema financeiro precisa ser preservado e elogia pacote de R$ 1,2 tri para impulsionar a economia

Banco Central quer impulsionar a economia                     Foto: Divulgação

O Banco Central anunciou, esta semana, um pacote de medidas que deve injetar mais de R$ 1,2 trilhão no mercado, para impulsionar a economia e minimizar os impactos negativos do novo coronavírus em todo no País.

Afinal, com as medidas restritivas de circulação, fechamento do comércio setor de serviços e da indústria, em diversos estados brasileiros, está havendo uma forte desaceleração econômica que já preocupa não apenas o Governo Federal, mas também economistas e até mesmo profissionais de saúde, que alertam sobre a economia nacional na UTI.

Para o especialista em regulação José Luiz Rodrigues, estas iniciativas refletem o passado administrativo do País e mostram o entendimento de que a economia não pode parar. “O Banco Central busca meios de fazer com que tenhamos o mesmo desempenho da crise de 2008, quando o Sistema Financeiro seguiu preservado e foi um importante pilar para a manutenção da economia brasileira”, explicou.

Entre as novas regras está a autorização para que as instituições financeiras contratem novos DPGEs (Depósitos a Prazo com Garantia Especial) do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). “Esta operação foi criada em 2009, como opção de garantia de liquidez ao Sistema Financeiro Nacional”, destacou o sócio da JL Rodrigues, Carlos Átila e Consultores Associados.

Há também outras mudanças, como a possibilidade das instituições financeiras com necessidade de caixa solicitarem empréstimos dando em garantia ativos depositados em centrais de depósito de títulos e valores mobiliários.

Bem como a criação de condições especiais para emissão de Letras Financeiras destinadas às operações com o BC, alteração do direcionamento de recursos captados pelas LCAs, a redução dos percentuais e ajuste dos prazos para o Depósito Compulsório, como forma de colocar mais recursos à disposição do público.

Segundo José Luiz, as ações do Banco Central correspondem a um entendimento de que mesmo com a quarentena sugerida ao comércio e varejo, o mercado financeiro necessita de amparo, para que a crise iniciada com uma questão de saúde não afete outros setores.

“Neste momento, em que a pandemia do coronavírus mexe com a estabilidade da economia em todo o mundo e, em particular, a do Brasil, é muito importante que a saúde do nosso Sistema Financeiro seja preservada e que ele siga fortalecido para dar suporte e respaldo às atividades econômicas”, ressaltou José Luiz.

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