APRENDIZADO EM RISCO

Escolas Abertas defende aulas híbridas ao ensino médio e vacinação de professores

Por Marcelo - Em 26 de maio de 2021

A médica anestesiologista Maria Cláudia Façanha Gaspar, fundadora do movimento Escolas Abertas e outros integrantes do grupo, não entendem porque somente os alunos do ensino médio estão sendo proibidos das atividades híbridas, ou seja, de frequentar o ambiente escolar e também ter acesso às aulas presenciais, que são mais produtivas. O movimento é formado por pais, mães e alunos que lutam pelo retorno do ensino híbrido para o ensino médio, em acordo com as redes pública e particular.

Junto com a publicitária e professora universitária Carolina Mapurunga, bem como a também anestesiologista Fernanda Araújo Cavalcante, e demais integrantes do Escolas Abertas, elas defendem que a vacinação de professores é importantíssima. Mas, entendem que a imunização não poderia ser condicionada à retomada da atividade híbrida, pois a transmissão dentro do ambiente escolar é baixa, desde que seguidos os protocolos. E avaliam que os alunos do ensino médio estão sofrendo prejuízos educacionais, emocionais e até psíquicos.

Médica Maria Cláudia destacou prejuízo aos alunos que farão o Enem            Foto: Divulgação

“Pois somos o único estado do País em que os alunos do 1º e 2º Ano do ensino médio estão sem frequentar a escola desde março do ano passado. E agora em 2021 os alunos do 3º Ano estão em ensino remoto exclusivo. Além disso, esta é uma fase importante, que antecede o vestibular e o Enem, e eles estão se sentindo prejudicados. Temos 90% do comércio aberto e os alunos não podem ir para a escola, o que não tem uma razoabilidade”, afirmou Maria Cláudia.

Ela salienta que a vacinação não deve ser uma condição sine qua non, para este retorno das aulas híbridas. E parabenizou o Ministério Público que defende a vacinação prioritária de grupos com comorbidades, deficiências físicas e aqueles profissionais que estão desempenhando atividades híbridas, ou seja, realizando o ensino presencial e remoto, pois desta forma esses professores estão se expondo.

“Temos a experiência local, em Fortaleza, de escolas abertas há um mês em outras séries, e não houve nenhum surto. Em alguns poucos casos isolados, pontuais, ficou comprovado que a transmissão ocorreu de fora para dentro das escolas, e não o contrário. Afinal, a escola tem um controle rigoroso de quem entra e sai, no qual é possível fazer um mapeamento em conjunto com as autoridades sanitárias e dizer onde aconteceu o problema, caso venha a ocorrer”, lembrou a anestesiologista.

Ressaltou, inclusive, que já existem mais de 40 mil trabalhos científicos em todo o mundo, publicados na literatura médica, demonstrando que o risco de transmissão da Covid-19 é mínimo dentro do ambiente escolar. “A escola seria o ambiente, fora da casa do aluno, mais seguro do que qualquer outro pelo qual ele venha a transitar. E vale lembrar que é muito difícil para um adolescente, manter a atenção em aulas remotas que às vezes duram um dia inteiro”, completou Maria Cláudia.

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