14 de maio de 2020

Projeto São Paulo

Com faturamento de R$ 1,2 bilhão e R$ 175 milhões no caixa, Grupo Marquise compra Fintech e mira o Sudeste

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Sócios do Grupo Marquise, Erivaldo Arrais e José Carlos Pontes pavimentam a chegada ao sudeste Fotos: Arquivo Portal IN- Balada IN

Com 45 anos de forte atuação no mercado, o Grupo Marquise, iniciativa dos empresários José Carlos Pontes e Erivaldo Arraes, conquistou um grau de maturidade que, segundo o presidente, José Carlos Pontes, permite a celebração de algumas importantes vitórias.

Conforme ressalta, em 2019, a usina GNR Fortaleza assinou aditivo com a Cegás para a ampliação na produção de biometano (passando de 45 mil m³ para 80 mil m³ por dia); a área de infraestrutura firmou importantes contratos, dentre eles, a retomada da Transnordestina; a RTC ampliou seus negócios com a abertura da rádio Nova Brasil, em Maceió; a área de incorporação entregou mais um empreendimento de alto padrão, o Bellatrix; o Hotel Gran Marquise conquistou três prêmios Great Place to Work; o Vapt-Vupt, com mais de 10 milhões de atendimentos, em cinco anos; e o shopping Parangaba e Centro Fashion, que vêm em uma crescente de fluxo de clientes.

O balanço de 2019 divulgado pelo Grupo apontou faturamento recorde, de R$ 1,2 bilhão, além de R$ 175 milhões no caixa operacional. “O ano de 2019 foi muito bom. Todas as nossas empresas tiveram avanços importantes, mesmo diante de uma crise que vivemos no Brasil desde 2015. Isso se deve ao nosso DNA, com foco em resultados, aliado a um time de profissionais de alta performance para a execução dos planos e atentos às mudanças necessárias”, revela o empresário. O perfil diversificado nos negócios garante ao Grupo expertises e atuação em diversas frentes.

Os últimos dados mostraram que os percentuais de crescimento do negócio em relação ao ano de 2018 foram surpreendentes e os melhores resultados foram registrados nos braços de incorporação (alta de 58%), na usina GNR Fortaleza (52%), infraestrutura (26%) e serviços ambientais sustentáveis (13%).

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José Carlos Pontes

José Carlos explica que o Grupo Marquise possui em seu quadro colaboradores dedicados não somente a gestão de projetos, como também, ao desenvolvimento de novos negócios.

“Os números refletem um pouco essa realidade, muito embora a empresa busque sempre um crescimento sustentável de seus negócios sem comprometer a qualidade dos serviços e os resultados pactuados. O nosso setor mais pujante, dentre esses citados, é o de serviços ambientais, com atuação em 14 cidades”, diz.

Atual momento
Hoje, o mundo vive um momento extremamente delicado por conta da atual pandemia causada pelo novo coronavírus. José Carlos revela que, antes disso, havia um ambiente econômico favorável, com uma inflação controlada e taxas de juros baixas.

“Ninguém imaginava um cenário deste em 2020. Mas, assim como outras tantas crises que o Grupo já vivenciou em sua trajetória de 45 anos de atuação, temos convicção de que passaremos por mais esta também. Temos um rápido poder de mobilização”, orgulha-se.

Segundo conta, foi montado um Comitê de Crise, que se reúne regularmente e apresenta, semanalmente, aos acionistas um relatório com informações e sugestões que embasarão as tomadas de decisões. Além disso, toda a equipe administrativa foi colocada em home office, com infraestrutura de TI, acesso a sistemas e comunicação, deixando apenas um pequeno contingente presencial na sede da empresa com toda segurança necessária.

“Estabelecemos um subcomitê de pessoas para cuidar de nossos colaboradores, sobretudo, aqueles em grau de risco maior e também um subcomitê de comunicação, que foi de suma importância para comunicação interna nos negócios. Agora, estamos fazendo um trabalho de redução de despesas e custos, analisando os diferentes impactos nos diferentes negócios”, avalia.

O empresário explica que os cenários ainda são muito incertos, não se sabe como essa crise vai perdurar e que consequências virão. “Há, sem dúvida, diferentes riscos envolvidos. Temos uma preocupação na capacidade financeira das prefeituras e, portanto, com a adimplência de nossos contratos públicos e privados. Estamos com nossa equipe de liderança, constantemente, coordenando a coleta de informações do mercado para ajustarmos esses cenários, estabelecermos um planejamento para os meses seguintes, ajustando-os a cada 15 dias e, desta forma, podermos iniciar uma retomada com a máxima segurança e assertividade”, assevera.

Projeções para 2020
Por maior e mais estruturado que seja um Grupo, é impossível que esse momento atual não acabe por adiar alguns prazos e projetos. José Carlos faz um panorama, já que a Marquise, por ser bastante diversificada, teve resultados diferentes em cada um dos setores.

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Jose Carlos Pontes 

No segmento de varejo do Shopping Parangaba; de atacado do Centro Fashion e também no setor de Hotelaria, os impactos foram muito fortes. O segmento de Incorporação tem sofrido com obras paralisadas e inadimplência. “Outro setor que atuamos, o de infraestrutura, está sofrendo menos. Estamos com todas as obras públicas andando em ritmo acelerado e tendo com os nossos colaboradores todos os cuidados recomendados pela OMS. O negócio ligado à comunicação, que é a Rede Tambaú de Comunicação – RTC, em João Pessoa, na Paraíba, é um destaque nesse momento, pois o jornalismo se tornou uma importante ferramenta de combate à pandemia levando informações para a população”, aponta o empresário.

O segmento na área ambiental, por sua vez, com limpeza urbana, coleta e destinação de resíduos sólidos, que é um serviço essencial para a população, se tornou ainda mais importante e está na linha de frente, inclusive aportando tecnologia de desinfecção de ambientes e vias públicas, com equipamentos desenvolvidos internamente pela equipe e acoplados aos caminhões.

“Certamente enfrentaremos uma crise econômica como reflexo da pandemia, onde alguns setores sofrerão mais e outros menos. O governo precisa de um plano robusto para enfrentar esses reflexos da crise que a pandemia trouxe, seja com injeção de recursos ou até mesmo acelerando a aprovação da reforma tributária”, pondera o presidente do Grupo.

Pós-pandemia
José Carlos explica que nos momentos de crise também surgem oportunidades e é preciso estar atentos e preparados para elas. Conforme avalia, há enormes lacunas na infraestrutura do Brasil em diversas áreas como mobilidade, transporte, portos, aeroportos, saneamento, água e esgoto.

“A Covid-19 nos mostra a necessidade de melhorar a infraestrutura de saúde e prevenção. A Marquise Infraestrutura possui não somente experiência, como também parceiros com know-how na construção e operação de hospitais, saneamento – água e esgoto. Isso nos coloca numa posição de vanguarda, caso essa necessidade seja colocada como prioritária após a pandemia”, afirma.

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André e José Carlos Pontes, Erivaldo Arrais e Francisco Philomeno 

Expansão pelo Brasil
O Grupo Marquise tem em seu histórico a inovação constante. Prova disso são os passos que serão dados nos próximos meses. O segmento imobiliário na região Sudeste tem sido avaliado com atenção e sinalizado uma grande oportunidade de expandir o mercado de incorporação.

“Nosso projeto São Paulo, start da expansão para o Sudeste, está em andamento. Já adquirimos terrenos em áreas nobres como Vila Nova Conceição, mas o início dos investimentos foi adiado por seis meses”, conta o empresário. Outro segmento em que o Grupo vem acreditando fortemente é o de varejo em shopping centers e shoppings populares, a partir de 2021.

“Nosso projeto para o Shopping Intermares, com 35 mil m² de ABL, na Paraíba, é mais um negócio previsto que, embora adiado para 2021, não foi cancelado, mas será adaptado a essa nova realidade do varejo que se apresentou nesse período de pandemia”, revela.

Além desses segmentos, o Grupo vem estudando a oportunidade de crescer na geração de energia, por meio da captação dos gases dos aterros sanitários. Esse investimento em novo projeto, fora a GNR Fortaleza, que já está em operação, ainda está no início dos estudos e deve ocorrer somente em 2022.

“Temos sempre analisado novas oportunidades a partir dos nossos estudos de tendências, avaliados nos nossos planejamentos anuais de cada negócio, sempre analisando os riscos, investimentos, potenciais parceiros e expertise de cada negócio”, conta o presidente.

Dentro desse pensamento e alinhados com a decisão do Banco Central do Brasil de flexibilizar e abrir os serviços bancários, José Carlos nos fala que, no mês de abril, no auge da pandemia do novo coronavírus, adquiriram uma Fintech, que hoje opera, exclusivamente, em São Paulo. “Assumimos em abril a empresa e estamos estruturando para que em curtíssimo prazo passe a operar além de São Paulo, no Norte e Nordeste, regiões onde temos forte atuação”, analisa.

Sobre o futuro
José Carlos Pontes diz que um dos diferenciais do Grupo Marquise é acreditar no Brasil, na nossa gente, na nossa capacidade de empreender, de gerar riqueza e renda.

“Nosso espírito de ousar chancela nosso crescimento, que, ao longo dos nossos 45 anos de história, foi nossa marca. Mas, sempre ousamos com critério e responsabilidade, sempre estabelecemos um planejamento muito rigoroso com planos claros e definidos, o que nos dá a segurança de agirmos com rapidez e assertividade. Assim, acreditamos que essa crise vai nos fortalecer e nos oportunizar novos negócios, novos investimentos e novos crescimentos”.

Segundo ele, os projetos para 2020 foram adiados pra 2021, embora nenhum tenha sido cancelado. “2020 terá como meta principal fortalecer o caixa do Grupo para que 2021 possamos retomar a reta de crescimento que vínhamos tendo. Isso não significa que não estejamos atentos a possíveis oportunidades que possam surgir”, projeta.

 

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