AMPLIAR A PRODUÇÃO

Casa dos Ventos investirá R$ 8,6 bilhões em parques eólicos no interior da Bahia

Por Marcelo - Em 15 de julho de 2021

A Casa dos Ventos, do empresário cearense Mário Araripe, segue seu ambicioso plano de expansão e assinou protocolos com o Governo da Bahia para a implantação de novos parques eólicos naquele estado, que preveem um investimento de R$ 8,6 bilhões, até 2024, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).

Novas usinas de energia eólica serão instaladas na Bahia até 2024                 Foto: Divulgação                                

Serão implantadas usinas de produção de energia eólica nos municípios de Macururé, Casa Nova, Várzea Nova e Morro do Chapéu, com o objetivo de descentralizar a arrecadação de receitas daquele estado, que atualmente está bastante concentrada na Região Metropolitana de Salvador. E esse aporte vem exatamente num momento em que o Brasil passa por uma crise hídrica e energética.

Durante a instalação dos parques eólicos a expectativa do titular da SDE, Nelson Leal, é de proporcionar a geração de dez mil postos de trabalho nos quatro municípios. Quando as usinas estiverem em operação, a previsão é de 51 empregos qualificados permanentes.

“Assinamos protocolos de intenções que eu diria que, muito mais que intenção, é uma decisão de investimento, inclusive com a primeira obra começando agora em setembro, no Morro do Chapéu. Estamos falando de mais de R$ 8 bilhões nos próximos três anos”, explicou Clécio Eloy, presidente da Casa dos Ventos.

Megacomplexo

Além dos novos investimentos na Bahia, a Casa dos Ventos já iniciou a operação comercial de algumas turbinas do Complexo Eólico Rio do Vento, no Rio Grande do Norte, que possui mais de um gigawatt (GW) de capacidade instalada, que será divida em duas fases, fruto de um investimento superior a R$ 5 bilhões.

Lucas Araripe destacou o investimento de R$ 7 bilhões no Complexo Rio do Vento

Com 504 MW da primeira, onde serão operadas 120 turbinas, 15 já estão funcionando e outras 15 passam a funcionar nas próximas semanas. O objetivo é colocar de quatro a cinco equipamentos em operação por semana, para que essa parte do complexo esteja em total funcionamento até o final de dezembro próximo.

De acordo com o diretor de Novos Negócios da Casa dos Ventos, Lucas Araripe, este é o momento ideal para ampliar a produção, tendo em vista que é a época do ano em que os ventos no Nordeste têm a maior capacidade de geração de energia. E com o problema de baixos níveis acumulados nas hidrelétricas, fica ainda mais oportuno.

E a segunda fase do projeto, que terá mais 534 MW, deve estar concluída até 2023, fazendo do Complexo Rio do Vento o maior em geração de energia eólica do planeta. “Trata-se de um ciclo de investimento que somam R$ 7 bilhões para atender esses 1,5 GW de potência até 2023”, afirmou Lucas Araripe.

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