24 de março de 2020

ESTRATÉGIAS

Beto Studart defende rápida retomada do setor produtivo cearense e brasileiro

Beto Studart diz que setor produtivo não pode ser “travado”                                                                            Foto: Portal IN News 

O empresário Beto Studart defende que a economia brasileira não pode parar completamente, que existe um problema sério a ser resolvido na área da saúde, o coronavírus, mas que o setor produtivo não pode ser “travado”, sob pena de gerar uma recessão sem precedentes.

Lembra que as pessoas que têm mais de 60 anos devem ficar sob tratamento especial. “Eu, inclusive, pois gosto de estar na rua, no mundo fazendo negócios, comprando, vendendo, construindo, operando recursos financeiros. Sei que não vou poder fazer isso, mas continuarei tentando”, disse.

Beto ressalta que é preciso voltar a movimentação da economia, que está retraída, o mais rápido possível. “A gente não pode fazer isso, pois será a falência do estado brasileiro e do Ceará, que já, já, não terá dinheiro para coisa nenhuma e terá de que voltar para o Governo Federal para poder angariar recursos”.

E comparou o momento a uma situação de guerra, na qual é preciso definir um grupo de soldados, que precisa ir para o “front” de batalha, continuar a produção, para reduzir o problema econômico. “O que eu quero é ver o Ceará prosperando”, destacou Beto Studart.

Economista

Sua opinião é corroborada pelo economista Alcântara Macêdo, destacando que o Brasil está desativando a produção e acelerando parte do consumo, que terá consequências políticas, sociais e econômicas imensuráveis.

Na sua visão, a estratégia correta seria aumentar a produção de combate e de resistência. “Precisaremos de um novo Plano Marshall internacional, só não sabemos de onde virá a liderança e o comando. Haverá necessidade coletiva de uma grande dose de abnegação e compreensão, sobretudo, de compromisso com as futuras gerações”, afirmou.

E completou dizendo que a crise não é uma fabricação nacional e é preciso reagir. “E não fechar as células produtivas, do setor industrial, primário e de serviço. A estratégia é preservar os doentes, os idosos, o resto, todos são soldados, têm que ir para o “front”, está em jogo o presente e o futuro da nossa Pátria”.

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