6 de dezembro de 2019

REFORMA TRIBUTÁRIA

Bernard Appy defende o IVA no almoço-debate do LIDE Ceará

Bernard Appy detalhou a proposta de reforma tributária                                                                             Foto: Portal IN

Uma seleta plateia de empresários cearenses ouviu as explicações e conversou com o economista que realizou a proposta da reforma tributária da Câmara dos Deputados, Bernard Appy, durante o almoço-debate promovido pelo LIDE Ceará.

Durante a palestra com o tema “Reforma Tributária: Ideal versus possível”, ele mostrou quais os principais entraves para o desenvolvimento econômico brasileiro e as possíveis soluções para aquilo que ainda deixa o País em um ritmo desacelerado de crescimento.

Ele ressaltou que o melhor modelo de tributação do consumo de bens e serviços é o Imposto sobre o Valor Adicionado (IVA), uma vez que não é um tributo cumulativo, que é cobrado ao longo da cadeia de produção e comercialização.

Entretanto, destacou que para que o IVA seja implementado de maneira positiva é preciso que haja uma base ampla de incidência; regras homogêneas; tributação no destino, pois desonera as exportações e tributa as importações; desoneração dos investimentos, além de crédito amplo e ressarcimento ágil dos créditos.

Emília Buarque e Bernard Appy no evento do LIDE Ceará

A presidente do LIDE Ceará, Emília Buarque e o diretor do LIDE Justiça, Raul Amaral, foram os debatedores após a apresentação de Bernard Appy, realizada no Hotel Gran Marquise. “Nossa expectativa em relação à reforma tributária é que simplifique, diminua a insegurança jurídica. Não será a reforma dos nossos sonhos, mas o primeiro passo é sabermos que temos um problema e precisamos discutir. Mas ainda não está tão claro porque o Governo não apresentou o seu projeto, o que complica em termos de prazo”, disse Emília.

Ela lembrou, entretanto, que o empresariado chega ao fim do ano com um clima de otimismo. “A gente vê que as coisas estão andando no País, algumas mudanças que vão impactar no crescimento do PIB em 2020, algo entre 2,5% e 3%. E esperamos que o sistema tributário do País seja organizado, pois as empresas organizarem sua área tributária é uma missão hercúlea, pois ele é muito complexo”, completou Emília Buarque.

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