14 de janeiro de 2020

NOVOS TEMPOS

Chegada de nova bolsa de valores ao Brasil dará fim ao monopólio da B3

Bolsa

O Brasil contará em breve com mais uma bolsa de valores, após um acordo que promete dar um fim ao monopólio da B3 no mercado brasileiro. O processo se deu após longa disputa judicial até enfim chegar ao aval para a entrada no mercado da ATS, controlada pelo grupo americano Americas Trading Group (ATG).

A B3 angariou esse nome por abocanhar as antigas concorrentes BM&F e Cetip, e desde então passou a reinar absoluta no país. Já o namoro da ATG com o Brasil é antigo. E o desejo de montar uma bolsa por aqui acabou virando uma longa novela, que vinha perdurando há seis anos. De acordo com Francisco Gurgel, executivo do Grupo, o ATG tem imensa satisfação em contribuir para o desenvolvimento do mercado de capitais do país. “Os resultados obtidos pela empresa até o momento são um importante legado”, afirma.

Ainda não foi detalhado em que fatias do mercado a nova bolsa irá operar com a ATS, se limitando a dizer que no momento “está envolvida em questões tecnológicas e que ainda há muitas etapas legais e regulamentares a serem cumpridas até que a operação comece a rodar efetivamente”. Especialistas afirmam, no entanto, que a companhia não entrará na cobiçada área de aberturas de capital.

Em vez de listar diretamente empresas e realizar IPOs (Oferta Pública Inicial) a primeira opção da ATS deve ser a montagem de uma plataforma de negociação de ações e outros papéis. Outra possibilidade, de acordo com participantes do mercado, envolveria a montagem, no futuro, de uma clearing, espécie de câmara de compensação que realiza, entre outros, serviços de registro e liquidação de ativos.

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