Filantropia

Fiec lidera campanha solidária para compra de respiradores

Por Pompeu - Em 20 de março de 2020

Dr. Cabeto e o governador Camilo Santana monitoram a situação

Apesar da apregoada solidariedade do povo brasileiro, a filantropia é uma prática pouco incentivada no país. Mas em países como Estados Unidos, onde donos de grandes fortunas se comprometem a doar boa parte do que têm para a caridade, filantropia é apenas mais um item do planejamento financeiro saudável.

No mundo inteiro, a crise do novo coronavírus está despertando a solidariedade dos mais ricos. Alguns bilionários fizeram doações relevantes para ajudar a conter a pandemia. Bill Gates, fundador da Microsoft, por exemplo, se comprometeu a destinar mais de 100 milhões de dólares à causa. No mundo, a lista de ricaços e empresas que anunciaram doações de mais de 1 milhão de dólares inclui Jack Ma, do Alibaba; Li Ka-Shing, da Hutchison Holdings, o homem mais rico de Hong Kong; o estilista Giorgio Armani; além das grifes Versace, Swarovski e dos conglomerados de moda LVMH e Kering.

Segundo o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), organização sem fins lucrativos que dá apoio a entidades filantrópicas, essa postura é comum em momentos de crises e, no Brasil, é esperado o mesmo movimento no topo da pirâmide.

Elcio Batista E Ricardo Cavalcante

Elcio Batista E Ricardo Cavalcante

Entre os ricos brasileiros, Xuxa Meneghel anunciou que fará uma doação de R$ 1 milhão para o Sistema Único de Saúde (SUS). No Ceará, um movimento liderado pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará- Fiec, juntamente com o secretário de Saúde do Estado, Dr. Cabeto(Carlos Roberto) Martins Rodrigues Sobrinho, está ajudando o estado a controlar o vírus.

O objetivo da iniciativa é a arrecadação de dinheiro para a compra de ventiladores mecânicos que serão doados às Unidades de Terapia Intensiva (UTI) dos hospitais da rede estadual de saúde que atendem pessoas infeccionadas pelo coronavírus.

A expectativa é arrecadar cerca de 15 milhões. Até agora, mais de 35 empresas, associações, pessoas físicas, entre outras instituições já doaram quase R$ 6 milhões. Entre as empresas que estão engajadas na campanha coordenada pelo presidente da Fiec, o secretário estadual de Saúde, além dos  presidentes da Fecomércio CE e da CDL de Fortaleza, fazem parte a Normatel e a C. Rolim Engenharia.

A iniciativa cearense foi inspirada em campanha semelhante liderada por empresários pernambucanos. A ação resultou na arrecadação de cerca de R$ 6,5 milhões e na aquisição de 120 respiradores mecânicos que estão sendo distribuídos aos hospitais da rede pública pernambucana, que tratam de pessoas infectadas pelo coronavírus.

Hospitais Beneficentes

Os hospitais beneficentes, especialmente as Santas Casas de Misericórdia, que formam um braço importante do Sistema Único de Saúde (SUS), vão precisar de mais recursos para enfrentar a pandemia. “É uma rede fundamental e que está em dificuldades”, afirma Paula.

O Brasil possui mais de 1.800 hospitais beneficentes, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A maioria atua inserido no SUS. Nos últimos anos, diversas Santas Casas tiveram problemas financeiros, incluindo a de São Paulo, que é um hospital de referência e chegou a suspender o atendimento em 2016.

Saúde é prioridade para o brasileiro

Uma pesquisa realizada pelo IDIS mostra que, entre a população que costuma doar dinheiro a entidades assistenciais e filantrópicas, as causas da infância e da saúde são as mais beneficiadas. Entre as entidades filantrópicas apoiadas por famílias tradicionais ou empresas, no entanto, é a educação que aparece como a prioridade. “A pauta da saúde não está entre as mais beneficiadas pelas maiores entidades”, diz Paula.

A crise do coronavírus pode ser uma oportunidade para gerar mais conscientização sobre a necessidade de ajudar a rede de hospitais filantrópicos, afirma. Segundo instituto IDIS,  a elite brasileira precisa se movimentar para levar mais recursos a hospitais beneficentes.

No Ceará

O Ceará já registra transmissão comunitária da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. A informação foi confirmada pelo secretário de Saúde, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, o Dr. Cabeto, em pronunciamento online na tarde desta sexta-feira (20). Nesse caso, a transmissão do vírus é feita por fontes não identificadas e que não estiveram no exterior, ou seja, tem origem desconhecida. Até as 14h30, o Estado contabilizava 55 casos confirmados.

Secretário da Saúde do Ceará, dr. Cabeto, fala da situação do coronavírus (Covid-19) em nosso Estado e o que está sendo feito.

Publicado por Secretaria da Saúde do Estado do Ceará em Sexta-feira, 20 de março de 2020

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