OPERAÇÃO PRAIA DO FUTURO

Prefeitura de Fortaleza realiza vistoria preventiva em prédios acima de 35 anos

Por Marcelo - Em 21 de julho de 2021

Objetivando prevenir desastres, a Prefeitura de Fortaleza, por meio da sua Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, está realizando a Operação Praia do Futuro neste mês de julho. Prédios com mais de 35 anos situados naquela região estão passando por vistoria preventiva. Ao todo, o órgão elencou 26 edificações a serem vistoriadas.

Imóveis localizados na Praia do Futuro sofrem efeitos da corrosão provocada pela maresia, classificada como a mais forte do Brasil e a segunda do mundo. Desde o início do mês, o trabalho já foi realizado em 14 imóveis. Nenhum deles apresentou riscos graves, segundo o coordenador da Defesa Civil de Fortaleza, Régis Tavares.

Técnicos da Defesa Civil estão vistoriando edifícios em Fortaleza                     Foto: Divulgação 

“Tivemos dois edifícios interditados no bairro, e isso nos alertou para fazer um trabalho preventivo em outras edificações na mesma área, com mesmo solo, método construtivo e idade similares. Já executamos esse trabalho em 14 edificações e, até a próxima semana, deveremos concluir os outros 12 edifícios. Felizmente, as 14 apresentaram apenas riscos leves, e os síndicos foram notificados”, informou.

Partindo do princípio da gestão preventiva de desastres, a Defesa Civil realiza o monitoramento nas áreas de risco. As vistorias analisam os sistemas construtivos e seus elementos: estrutura, impermeabilização/infiltração, revestimentos externos, esquadrias, revestimentos internos, telhados e dispositivos de combate a incêndio. Os riscos podem ser classificados como “leves”, “médios” ou “críticos”.

O risco de nível crítico ameaça a integridade física e a segurança dos moradores, e pode ensejar até mesmo a interdição da edificação, no caso de se identificar risco iminente de desabamento. Os reparos, nesse caso, devem ser realizados de forma imediata.

Em caso de risco médio, pode haver perda parcial de funcionalidade, o impacto é recuperável e se recomenda intervenção no curto prazo. Já quando há risco leve, são encontrados apenas pequenos prejuízos, sem incidência ou probabilidade de incidentes. Nesses casos, os responsáveis podem realizar os reparos no médio prazo.

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