Legado

Ex-presidentes do Senado Federal, Mauro Benevides e Eunício Oliveira participam de homenagem a José Sarney

Por Pompeu - Em 16 de junho de 2021

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Homenagem ao ex-presidente Sarney no Salão Nobre do Senado Federal

Para homenagear os 90 anos e o legado do ex-presidente da República e ex-senador José Sarney, a Presidência do Senado promoveu, na terça-feira (15), uma solenidade de apresentação da obra “Retrato do Presidente da República do Brasil José Sarney”, pintura do artista português Rui Preto Pacheco (1922-1989), que estará em exibição no Museu do Senado.

O quadro foi doado por José Sarney ao Museu da República, no Rio de Janeiro, que o cedeu ao Senado Federal até o fim de 2022. A obra foi um presente oferecido pelo artista lusitano ao ex-presidente no Palácio da Alvorada, em 1987, durante a primeira visita do pintor ao Brasil. O evento, previsto para ocorrer no ano passado como parte da celebração dos 90 anos de José Sarney, teve de ser cancelado devido à pandemia.

Participaram da solenidade o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e cinco ex-presidentes da Casa: Mauro Benevides, Edson Lobão, Renan Calheiros, Eunício Oliveira e Davi Alcolumbre. Também estavam presentes senadores, deputados e ex-parlamentares. José Sarney estava acompanhado da filha, da neta e da bisneta.

O ex-presidente ressaltou a importância do Senado Federal na formação do Brasil. Disse que o Senado é a síntese das instituições democráticas e, como síntese, é o coração da democracia parlamentar. — A minha vida foi feita dentro do Parlamento, eu nasci com duas vocações. A vocação da literatura e a politica, que não é uma vocação. Napoleão já dizia que a política é um destino. Esse destino me possibilitou participar de muitos eventos históricos deste país. (…) Isso me traz, sem dúvida, uma grande felicidade de ter podido contribuir para o povo brasileiro — ressaltou José Sarney

Eunicio Oliveira E Mauro Benevides (2)

Eunicio Oliveira e Mauro Benevides

Antes do ato solene, aconteceu encontro reservado com ex-presidentes do Senado. Além do próprio Sarney, Pacheco recebeu, no gabinete da presidência do Senado, seus antecessores imediatos no comando da Casa: o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) e o ex-senador Eunício Oliveira (MDB-CE). Apuramos que o encontro durou cerca de 30 minutos e que a conversa girou em torno da atual conjuntura do “Brasil e democracia”.

O comentário por lá dava conta de que a política não ficou de fora do encontro. Nos bastidores, senadores governistas têm buscado o apoio de Sarney para convencer o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Raimundo Carreiro, que é ligado ao ex-presidente, a se aposentar antecipadamente.

Carreiro tem 72 anos e pode ficar na ativa até 2023, quando completará 75 anos. A vaga dele no TCU é de indicação do Senado. Especula-se que os governistas querem emplacar o senador Antônio Anastasia (PSD-MG) como substituto de Carreiro.

Também ligado ao ministro do TCU, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), contudo, é contra a articulação. O MDB sonha em retomar a presidência do Senado em 2023. Se isso acontecesse, a sigla poderia indicar o substituto de Carreiro.

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