AÇÃO GLOBAL

Boris Johnson espera que G7 doe 1 bilhão de imunizantes para países mais pobres

Por Marcelo - Última Atualização 14 de junho de 2021

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson, espera que o Grupo dos 7 (G7) aceite doar 1 bilhão de doses de vacinas contra Covid-19 para países mais pobres, durante a cúpula que começa nesta sexta-feira (11), ajudando a imunizar o mundo até o fim do ano que vem.

Algumas horas após o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometer uma medida enérgica na batalha contra o novo coronavírus, com uma doação de 500 milhões de doses da Pfizer, Johnson afirmou que o Reino Unido doará pelo menos 100 milhões de imunizantes excedentes aos países mais pobres.

Boris Johnson defenderá a medida durante a Cúpula do G7, que inicia hoje      Foto: Divulgação

Johnson já pediu que os líderes do G7 se comprometam com a vacinação do mundo todo até o fim de 2022, e o grupo deve prometer 1 bilhão de doses durante a cúpula de três dias no retiro litorâneo de Carbis Bay, na Inglaterra.

Alguns grupos criticaram o plano, classificando-o como uma gota em um oceano, e a Oxfam estima que quase 4 bilhões de pessoas vão depender do consórcio Covax para ter acesso às vacinas. O programa distribui doses de vacinas contra a Covid-19 para países de média e baixa renda.

“Como resultado do sucesso do programa de vacinação do Reino Unido, estamos agora em posição de compartilhar nossas doses excedentes com os que precisam delas. E fazendo isso, daremos um grande passo para derrotar essa pandemia de uma vez por todas”, dirá Johnson, segundo um trecho de seu discurso.

A Covid-19 já matou mais de 3,9 milhões de pessoas e destruiu a economia global, com as infecções registradas em mais de 210 países e territórios, desde que os primeiros casos foram identificados na China em dezembro de 2019.

Embora os cientistas tenham trazido a vacina ao mercado em velocidade recorde – o Reino Unido já aplicou a primeira dose em 77% de sua população adulta e os Estados Unidos em 64% -, eles dizem que a pandemia só irá acabar quando todos os países estiverem vacinados.

Com a população global chegando aos 8 bilhões, e como a maioria das pessoas precisa de duas doses, se é que as doses de reforço não serão necessárias para combater também as variantes, grupos dizem que a ação marca um começo, mas afirmam que os líderes mundiais precisam ir além e de maneira mais veloz.

“O objetivo do G7 de providenciar 1 bilhão de doses deveria ser visto como um mínimo absoluto, e o cronograma precisa ser acelerado”, disse Lis Wallace, da organização social de combate à pobreza ONE.

“Estamos em uma corrida contra esse vírus e quanto mais tempo ele estiver na frente, maior é o risco de que novas variantes mais perigosas prejudiquem o progresso global”, acrescentou. (Agência Brasil)

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