29 de setembro de 2020

DESAFIOS EM 2021

Bolsonaro diz estar aberto a propostas dos partidos para recuperar a economia

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (29) que o Governo Federal está aberto a sugestões dos líderes partidários para propostas que visem à recuperação da economia e ao enfrentamento dos problemas sociais que podem surgir a partir do próximo ano.

Isso porque o estado de emergência instituído em razão da pandemia do novo coronavírus acaba em 31 de dezembro, assim como o pagamento do auxílio emergencial aos cidadãos brasileiros mais vulneráveis.

Jair Bolsonaro quer se antecipar aos problemas que devem surgir                  Foto: Divulgação

“O meu governo busca se antecipar aos graves problemas sociais que podem surgir em 2021, caso nada se faça para atender a essa massa que tudo, ou quase tudo, perdeu. A responsabilidade fiscal e o respeito ao teto são os trilhos da economia. Estamos abertos a sugestões juntamente com os líderes partidários”, escreveu em publicação nas redes sociais.

Ontem, Bolsonaro anunciou o Renda Cidadã, novo programa de transferência de renda do governo, que substituirá o auxílio emergencial e o Bolsa Família, e será financiado com parte dos recursos de pagamento de precatórios e do Fundeb.

A proposta foi acordada entre o Palácio do Planalto e líderes da base aliada, devendo ser apresentada na Proposta de Emenda à Constituição do Pacto Federativo e na PEC Emergencial, que tratam da desindexação dos gastos públicos.

Por outro lado, o governo ainda não alcançou o entendimento sobre o texto da reforma tributária, que deve tratar sobre a desoneração da folha de pagamento das empresas. Recentemente, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a criação de “tributos alternativos” para compensar a desoneração da folha, que, para ele, é necessária para a criação de empregos e renda para a população.

A primeira parte da proposta de reforma tributária do governo já está em tramitação e trata apenas da unificação de impostos federais e estaduais em um futuro Imposto sobre Valor Agregado. A segunda parte, sobre a desoneração da folha, ainda depende de um acordo. (Agência Brasil)

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