UNIDADES FABRIS

Solar investe R$ 200 mi para usar só energia de fontes renováveis

Por Marcelo - Em 18 de fevereiro de 2020

Solar Coca-Cola já utiliza empilhadeiras elétricas em suas unidades                                               Foto: Divulgação

A Solar Coca-Cola vai investir R$ 200 milhões nos próximos cinco anos, com o objetivo de ter 100% de suas unidades fabris funcionando com matriz energética oriunda de fontes renováveis.
A decisão ocorreu após a assinatura de um contrato de R$ 50 milhões com o Grupo Brennand, para a ampliação do parque eólico em Sento Sé (BA). Com início de operações previsto para 2021, o investimento será responsável por 20% da energia utilizada pela Solar.
Atualmente, o grupo pernambucano possui uma capacidade instalada de 155 MW e, até 2022, será ampliada para 365 MW (+135%). Com esse potencial produtivo, será viabilizada a disponibilização de 26 mil MWh por ano, a partir de janeiro de 2021 para o conglomerado empresarial cearense.
E para chegar a 100% de abastecimento de suas unidades por energia limpa, a Solar pretende diversificar a matriz, pois além da eólica, também existem iniciativas voltadas para energia solar e cogeração, além do desenvolvimento de projetos de melhoria da eficiência energética.
“A Solar quer seguir crescendo de forma sustentável em todos os sentidos. Energia renovável faz bem para o meio ambiente, para os negócios, para os consumidores e toda a população”, destaca Orlando Fiorenzano, diretor de Planejamento Integrado e Suprimentos.

Scania R410 pode utilizar GNV ou biometano como combustível

Nesse sentido, uma iniciativa pioneira é o projeto que está testando o primeiro caminhão movido a gás do Norte e Nordeste em suas operações. Trata-se do modelo Scania R 410, com 410 cavalos de potência, vocacionado para médias e longas distâncias.
O veículo tem um menor custo operacional, sendo até 15% mais econômico em relação aos motores a diesel, responsável por uma redução de até 15% de emissões de CO2 com GNV e de até 90% com biometano. A Solar ainda está investindo mais R$ 28 milhões para que 100% das empilhadeiras do Ceará e Mato Grosso sejam elétricas.
Segunda maior fabricante Coca-Cola do Brasil, o seu processo fabril em território cearense já recebeu o Selo Verde Cegás, pois utiliza o GNR produzido a partir da decomposição de resíduos orgânicos depositados no Aterro Sanitário de Caucaia.

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