26 de março de 2020

CRESCIMENTO

Hapvida registra receita líquida de R$ 5,6 bilhões e lucro de R$ 866,6 mi em 2019

Hapvida teve forte expansão de unidades em 2019                             Foto: Divulgação

O Hapvida divulgou nesta quinta-feira (26) o resultado do 4º trimestre de 2019 de suas operações em todo o território nacional, inclusive com dados das últimas aquisições realizadas no decorrer do ano passado.

Sem as aquisições de operadoras como Grupo São Francisco, Medical, Plamed, RN Saúde e Grupo América, a operadora cearense obteve receita líquida de R$ 1,4 bilhão, representando uma alta de 14,9% em relação ao 3º trimestre e de R$ 5,2 bilhões (+14,5%) no ano.

Registrou, ainda, uma expansão de 20,6% no trimestre, com um Ebitda de R$ 278,5 milhões, alcançando a marca de R$ 1,059 bilhão (+16%) no acumulado do ano.

Já o lucro líquido da operadora de saúde cearense chegou a R$ 173,2 milhões no 4T19 e atingiu R$ 825,2 milhões, representando uma expansão de 4,7%, do decorrer do ano passado.

Expansão

E quando é somado o resultado com as novas aquisições, o desempenho do Hapvida é ainda melhor, pois registrou receita líquida de R$ 1,8 bilhão no 4T19 (+47,4%) e de R$ 5,6 bilhões (+23,1%) no acumulado do ano.

O Ebitda chega a R$ 344,3 milhões (+49,1%) no quarto trimestre e atingiu R$ 1,125 bilhão (+23,2%) em 2019. E seu lucro líquido, já computadas as aquisições, fechou o ano em R$ 866,6 milhões (+9,9%).

Jorge e Cândido Pinheiro Júnior

“O ano de 2019 foi intenso e transformacional para o Hapvida. Alcançamos marcos importantes na nossa história, encerrando o ano com cerca de 6 milhões de clientes, 30 mil colaboradores, mais de 15 mil médicos e mais de 14 mil dentistas”, destacou Jorge Pinheiro, diretor-presidente do Hapvida.

E lembrou que o Hapvida encerrou o ano como a primeira e única operadora de saúde brasileira a ter rede médico-hospitalar própria nas cinco regiões do País. Sendo ela formada por 39 hospitais, 42 unidades de pronto-atendimento, 185 clínicas médicas e 179 centros de diagnóstico e laboratoriais.

Enfrentamento contra o novo Coronavírus

Na última terça-feira, 24, o presidente da companhia, Jorge Pinheiro, nos informou que até o fim desta semana, as unidades do grupo em todo o país vão receber 200 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o tratamento da Covid-19.

Atualmente, a empresa possui seis pacientes com coronavírus internados em sua rede, sendo dois no estado de São Paulo, três na Bahia e um no Amazonas. Não há nenhum óbito com diagnóstico da Covid-19 confirmado, e 240 testes aguardam resultado para confirmar ou descartar o vírus.

Pinheiro afirma que um dos obstáculos no combate à epidemia é a subnotificação. “Há falta de testes, os resultados têm demorado muito e isso dificulta o tratamento”, explica. O presidente afirma que a companhia fretou aeronaves e importou um “volume significativo” de testes rápidos.

“Não são muitos laboratórios no Brasil, temos dois conveniados e infelizmente o Brasil todo está se utilizando deles, e hoje o resultado dos testes têm demorado de 2 dias a 5 dias. Com a compra do teste rápido, que deve chegar no final desse mês, teremos resultado em uma ou duas horas, uma coisa excepcional”, afirma.

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