A alimentação saudável é um dos pilares para se ter uma boa qualidade de vida. Por isso, cada vez mais se torna importante conhecer o tratamento dado aos alimentos, desde que são cultivados até o momento em que são consumidos.

Nos últimos anos os consumidores atraídos por produtos naturais e livres de agrotóxicos fomentou a venda de alimentos orgânicos em todo o mundo. Segundo a nutricionista Ana Cristina Wolf, o maior problema de se consumir alimentos não orgânicos é a alta quantidade de agrotóxicos que eles possuem.  

“A já comprovada alta quantidade de agrotóxicos, além de câncer, pode trazer problemas neurológicos e irritabilidade. Ou seja, o maior beneficio de não comprar um alimento assim, é que você esta prevenindo sua saúde, diminuindo a sobrecarga do fígado. Pesquisas mostram que, por exemplo, na cidade de Frutal, em Minas Gerais, onde existe a maior agricultura de laranja, tem o alto índice de câncer do Brasil, justamente pelo excesso de agrotóxico”, afirma a nutricionista.

Os benefícios, como o maior teor de vitaminas e minerais, o sabor acentuado, o maior valor nutricional e a ausência de resíduos que aumentam o risco de problemas de saúde, vêm da isenção de produtos como os Adubos químicos, Agrotóxicos e os Aditivos químicos.

Se você quer mudar os hábitos, que tal conhecer a Feira de Orgânicos do Iguatemi Fortaleza? Com verduras, frutas e legumes sem adição de defensivos agrícolas, a feira acontece todos os sábados, a partir das 8h da manhã. Fica a dica!

Ana Cristina Wolf

Foto: Reprodução 

  • Ana Cristina Wolf
    Ana Cristina Wolf
  •  Feira Orgânica Iguatemi
    Feira Orgânica Iguatemi

Você sabe a quantidade de agrotóxico que consome durante a alimentação? Segundo um estudo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Brasil se destaca como o maior consumidor de agrotóxicos para uso agrícola, respondendo por 86% do produto utilizado na América Latina.

Diante deste cenário, Carla Laprovitera explica que atualmente os impactos do uso de agrotóxicos têm ganhado muita evidência, especialmente pelas correlações com diversas doenças que podem ser desencadeadas com o consumo destes. “Dentre os efeitos à saúde, destacam-se os problemas no sistema nervoso, desregulação endócrina, câncer, infertilidade, alterações ao bebê, alergias, síndrome metabólica, dentre outros. Além disso, os agrotóxicos também alteram as atividades hormonais e podem agir em todos os períodos da vida – desenvolvimento fetal, infância, puberdade, vida adulta e velhice”, aponta a nutricionista.

Segundo a ANVISA, alguns dos alimentos que mais contêm agrotóxicos são: morango, goiaba, uva, maçã, tomate, pimentão, berinjela, abacaxi, pepino, abobrinha, beterraba, cenoura, alface, agrião, rúcula e couve-manteiga. Para a nutricionista, “Incluir o máximo de alimentos orgânicos na alimentação é o ideal pois a disponibilidade de nutrientes e compostos bioativos nos alimentos orgânicos é superior”, explica Carla Laprovitera.

 

Tabela mostra a quantidade de agrotóxicos que há em casa alimento

Foto: Divulgação 

  • Carla Laprovitera
    Carla Laprovitera