Na onda de carros híbridos, a Ferrari está entrando com carroceria e tudo literalmente. O supercarro híbrido é o SF90 Stradale que conta com 1.000 cv. Sim, é o que você leu: 1.000 cavalos!!! Olha, são 780 cv do motor V8 turbo, que pode ser somado aos 220 cv dos outros três elétricos, chegando ao total de 1.000 cv, potência transmitida para as quatro rodas. 

Com todo esse fôlego, o novo Ferrari SF90 Stradade é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos, e o dobro dessa velocidade em meros 6,7 segundos, com máxima de 340 km/h. Putz!! Com certeza, você se expressou desse jeito. 

Ainda de acordo com a Ferrari, o novo superesportivo híbrido pesa somente 1.570 kg, o que leva a uma relação entre peso e potência de apenas 1,57 kg/cv, um recorde na história da marca italiana do cavalo empinado. Isso foi conseguido graças ao uso de materiais leves e resistentes, como fibra de carbono e alumínio. Além disso, conseguiu-se 40% a mais de rigidez torcional em relação à plataforma anterior.  

O jeitão do SF90 Stradale é outro ponto que chama bastante atenção por detalhes como os faróis e lanternas de LED Matrix e o para-brisa bem inclinado. Há também defletores de ar laterais, largas entradas de ar e traseira arrojada, com difusores e lanternas que lembram as do Chevrolet Camaro. Só lembra, tá?!

Por dentro, o Ferrari SF90 Stradale é outra atração, com quadro de instrumentos que incorpora um mostrador digital que exibe informações do GPS, entre outros itens. Também merece destaque o volante com base achatada e head up display, que projeta as principais informações do cluster no para-brisa, tanto para o motorista quanto para o passageiro.


BMW amplia rede de recarga para híbridos e elétricos no país

30 de Maio de 2019 . Por Jota Pompílio

Para dar suporte ao aumento da frota de modelos eletrificados no país, a BMW do Brasil confirma a instalação de 40 novos pontos de recarga até o fim do ano. A iniciativa se dará por novos projetos da empresa, incluindo as marcas BMW e MINI, além de outras iniciativas por meio de diversas parcerias. 

“Após conectar as maiores cidades do Brasil com carregadores entre Rio e São Paulo, queremos seguir na liderança para implementar infraestrutura de assistência a modelos eletrificados MINI e BMW, e de outras marcas comercializados no país” declara Gleide Souza, Diretora de Assuntos Governamentais do BMW Group Brasil. 

Atualmente, são 110 postos de recarga distribuídos em todo o território nacional por meio de iniciativas próprias e parcerias com grandes empresas, entre elas Multiplan, Iguatemi, Grupo Pão de Açúcar e Ipiranga. Instalados em locais estratégicos e de grande circulação, como supermercados, shopping centers e postos de combustíveis. Dentre estes pontos, está o corredor elétrico Rio-São Paulo, uma iniciativa BMW Group Brasil e EDP, que possibilita uma viagem zero emissões entre as duas maiores cidades do Brasil.

Na ponta 

BMW vendeu mais de 142 mil veículos eletrificados (bateria elétrica e plug-in híbrido) no mundo, em 2018, confirmando assim o seu papel de liderança no campo da eletromobilidade. Ou seja, a cada quatro minutos um veículo eletrificado produzido pela empresa foi entregue aos clientes, registrando um aumento significativo de 38,4% nos emplacamentos deste tipo de veículo em relação a 2017.

Ao fim deste ano, o BMW Group deve atingir a meta de meio milhão de veículos eletrificados produzidos pela empresa nas ruas. A Europa é a maior região consumidora de veículos eletrificados do mundo, representando mais de 50% das vendas em 2018. Com 75 mil unidades entregues a clientes daquele continente, no ano passado, o BMW Group é o líder de mercado na região, com mais de 16% de participação. Globalmente, a participação de mercado do BMW Group é superior a 9%. O maior mercado único da empresa para veículos eletrificados são os Estados Unidos, onde mais de 25 mil veículos eletrificados BMW/MINI foram vendidos em 2018, representando mais de 7% das vendas totais do BMW Group naquele país. O BMW 530e foi o híbrido plug-in premium mais vendido de 2018 nos EUA. 

Até 2021, a empresa terá cinco modelos totalmente elétricos: o BMW i3, o MINI Electric, o BMW iX3, o BMW i4 e o BMW iNEXT. E em 2025, esse número deve crescer para, pelo menos, doze modelos. Incluindo os híbridos plug-in, o portfólio de produtos eletrificados da empresa incluirá, pelo menos, 25 modelos. 



 

Soho (bonificação)

Dirigindo o Toyota Yaris: economia é seu ponto mais forte

29 de Maio de 2019 . Por Jota Pompílio

Há uma semana, dirigi o Yaris pelas ruas de Fortaleza, concedido pela Newland – autorizada cearense - e subi à bucólica Serra de Guaramiranga. Depois do seu design bem arrojado, o que mais me chamou atenção foi à economia de combustível.

Acostumado a ir e voltar da Serra e verificar o tanque abaixo da metade, eis a surpresa: estava bem acima do meio. Fiquei tão curioso que corri e fui olhar os dados do Inmetro. Realmente, o Yaris é o mais econômico da categoria, apesar de não ter motor turbo nem sistema start/stop. Na cidade com gasolina, ele faz 12,6 km/l. Média que sobe na estrada 13,8 km/l. “Ah, eis a mágica”, ponderei.

O “Calcanhar de Aquiles” isto é, o ponto fraco que pode ser melhorado com o tempo pela montadora, fica por conta do barulho do motor que invade a cabine quando o motorista pisa mais forte na estrada: o CVT faz com que os giros do motor subam muito nessa situação, prejudicando o silêncio na cabine. Entretanto, em velocidade de cruzeiro, o barulho volta ao normal e a cabine fica silenciosa.  Motores aspirados têm essa peculiaridade, engenheiros afirmaram. Detalhe: o modelo é fabricado no Brasil!

Por dentro, só elogios. O volante tem uma boa pegada e vem com paddle shifts discretos, mas úteis. Os comandos de forma geral estão em posições ergonômicas. O banco do motorista é confortável e vem com os ajustes necessários. 
O conforto e o espaço interno são também pontos positivos do hatch: além dos 2,55 metros de entre-eixos que garantem bom espaço para os joelhos, o assoalho é plano. Assim, quem viaja no banco do meio tem mais conforto para apoiar os pés, ok?

Os freios são bons, assim como a estabilidade, mesmo com rodas aro 15 e pneus série 65. Passou bem por buracos eventuais. Segundo engenheiros, o conjunto sofreu um reforço em molas e amortecedores para suportar a dureza nacional, enquanto a carroceria tornou-se mais rígida em comparação com o Etios.

Sob o capô do hatch

O motor 1.5 flex é emprestado do Etios, mas com ajuste para render um pouco mais: 110 cv de potência e 14,9 kgfm de torque. Pode não ser muito para dar uma pitada de esportividade ao hatch, mas é suficiente para embalar os 1.150 kg do hatch com eficiência. O fôlego é bom tanto para sair da imobilidade quanto para ganhar velocidade no dia a dia da cidade. Mas, o que mais chama atenção é o bom desempenho e o conforto gerado pelo câmbio CVT de marchas continuamente variáveis.

 

Preços

O Yaris tem preços competitivos e vem muito bem equipado desde a versão de entrada. Espelho antiofuscante, faróis com acendimento automático, vidros dianteiros e traseiros elétricos de um-toque, faróis de neblina, travas elétricas e outros equipamentos estão disponíveis em todas as versões. O que avaliamos foi um Yaris hatch 1.5, automático e que custa na Newland R$ 79.900. Tratando-se de hatch há mais baratos, mas com motor 1.3. O manual custa R$ 67.900 e o automático custa R$ 69.900. O custo de revisões até 30.000 km é de R$ 1.168. Tentador comprar um Yaris, não é? 

Das versões que a montadora lançou, sem dúvida, a que mais chama atenção é o Classe C 200 EQ Boost que a Road In testou. Por quê? Primeiro porque o motor a gasolina é uma pancada de 1.5 com turbocompressor, que gera 183 cavalos a 5.800 rpm e 28,5 kgfm a 3.000 rpm. Um foguete e tanto, né?

Outro detalhe que quem “empurra” essa versão também tem a ver com eletricidade. Quando há demanda, o C 200 pode receber mais 14 cavalos e 16,3 kgfm vindos de uma rede elétrica adicional de 48 volts. Por isso, a palavra em inglês Boost  significa (impulsionar) em português.

Na Newsedan Mercedes-Benz, em Fortaleza, esse mesmo modelo encontra-se em oferta. De R$ 236.900,00 sai por R$ 211.733,00. De acordo com Eduardo Weimar, o gerente, ele pode ser adquirido com 50% de entrada e financiamento em 24x na taxa 0,39%.

Um pouco de física

De acordo com engenheiros da marca, para entender melhor, o motor elétrico usa a energia da desaceleração para carregar a bateria e viabiliza ainda a adoção do modo de deslizamento (roda livre), que deixa o propulsor a combustão desligado em velocidade de cruzeiro e passa a usar apenas a energia elétrica para manter o movimento por algum tempo, para ajudar na economia de combustível. Em suma, na estrada, você pode desligar o motor que o elétrico continua por alguns quilômetros, ok?

Nas reduções de velocidade, o motor elétrico funciona como um alternador, recuperando energia cinética e carregando a bateria. Ah, o câmbio automático GTronic de 9 velocidades é o mesmo utilizado em todas as versões do Classe C. Os componentes elétricos tradicionais, como as luzes, são alimentados por uma rede com 12 volts.

Como funciona a mágica

Nas estradas federais, em velocidades de cruzeiro, em torno de 120 km/h, com o carro no modo Eco, naqueles momentos em que o motorista tira o pé do acelerador, o EQ Boost pode desligar o motor a combustão. O sistema de 48V mantém os diferentes sistemas do carro em funcionamento por algum tempo, para economizar combustível. A visão do conta-giros zerado ao lado do velocímetro apontando 120 km/h não deixa de ser um tanto atemorizante. Eu fiz, senti e vi isso!

Porém, assim que o motorista pisa no acelerador ou no freio, ou quando a carga da bateria do EQ Boost começa a cair, o motor é reativado automaticamente, já na marcha correta para a velocidade. Tudo sem trancos e de forma elegante e quase imperceptível. Além de reforçar as acelerações, o EQ Boost ajuda na economia de combustível porque a energia acumulada pelo sistema pode ser usada pelo sistema Start/Stop, para dar a partida no motor, e também para viabilizar o uso da função roda-livre.

Por dentro, o padrão todo é Mercedes. A central multimídia conta com uma tela de 10,3 polegadas com ótima resolução, mas que não é “touchscreen”. Os controles do sistema continuam sendo feitos por meio de um botão giratório no console central, de manejo pouco intuitivo. Os comandos sensíveis ao toque no volante do novo Classe C melhoraram a usabilidade.

O moderníssimo sistema de infoentretenimento MBUX (Mercedes-Benz User Experience) apresentado no início do ano no novo Classe A – com tela sensível ao toque, touchpad, comandos vocais, capacidade de auto-aprendizagem e navegação com realidade aumentada (quando imagens reais são integradas aos gráficos) – provavelmente só chegará ao Classe C com a nova geração do modelo, prevista para 2021.

No multimídia disponível atualmente, a conectividade foi aprimorada e agora é possível replicar as funções do smartphone por meio do Android Auto ou do Apple CarPlay, o que coloca aplicativos como Waze, Google Maps e Spotify à disposição do motorista.




O sedan queridinho da Nissan tem porte médio, continua bonito e oferta bom espaço para passageiros e bagagens. O fato é que o Sentra nunca brigou pela liderança de vendas em seu segmento no Brasil. Entretanto, a fabricante japonesa orgulhar-se por ter conseguido mantê-lo sempre como terceira ou quarta opção do cliente brasileiro. Por coincidência, meu vizinho tem um e disse que não o troca nunca. A não ser, por outro Sentra. “Ele nunca me deu dor-de-cabeça”, disse. 

Para Ricardo Maciel, diretor da Jangada Nissan, do Grupo Carmais, em Fortaleza, o Sentra tem o melhor custo-beneficio da categoria e entrega mais por menos , desde a versão mais simples que é a S, equipado com cambio cvt, botão start e stop e acabamento impecável .  

Já a versão top de linha, a SL, ele afirma que vem equipada de sensor anti-colisão, som potente BOSE, bancos elétricos, teto solar e multimídia. “Quem faz teste drive desse carro, se encanta com tanto conforto e requinte”, ressalta.

O modelo conta a seu favor com três anos de garantia sem limite de quilometragem. Ricardo enfatiza que o cliente do Sentra é a aquele que busca conforto e tecnologia, características da marca japonesa Nissan. Segundo o profissional, as versões na concessionária cearense vão de 84.900,00 a 109.900,00.

O modelo é importado do México e para a linha 2019, a única mudança foi à chegada da nova central multimídia. Mas, para os fãs do Sentra que esperam mais do modelo, a nova geração que já apareceu na China está bem mais esportivo que o atual.