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Hilux Challenge: além do visual, valentia ela tem de sobra

14 de Maio de 2018 . Por Jota Pompílio

Não há como! Cearense que é cearense sempre que a vê, solta “eita que bichona!”. Aloprada, isto é, de porte enorme, a Hilux Challenge segue à risca mesmo sendo uma versão diferenciada. Em Fortaleza ou mesmo no interior do Ceará, antes mesmo de estacionar, o visual é bem recebido. “Essa aí é bonitona, hein? Quanto custa?”. “Na Newland, ela sai por 167.500,00”, respondo. 


Se o tamanho já chama atenção, o visual rubro-negro também não fica de fora, mas sem perder a "alma lameira". Por dentro, há protetores de plástico fosco no para-choque dianteiro e nas caixas de roda, adesivos (bem) chamativos nas portas e na caçamba, santantônio exclusivo, estribos laterais, rodas de liga leve aro 17 na cor preta, além de faróis e lanternas com máscara negra. 

Impressões

É na estrada que a Hilux mostra sua valentia. Senti isso na pele ao ir de Fortaleza para Icapuí, cerca de 210 de distância para a capital. Mesmo pesada, o motor de 177 cv menospreza seus 2.130 kg e a empurra com tanta facilidade que parece um  hatch envenenado. Detalhe: “a bichona” tem 2.8 turbodiesel. É preciso domá-la e sempre ouvir sua esposa quando ela pede para ir mais devagar. 

A direção é hidráulica e ao colocá-la em suas mãos, a picape transmite segurança na estrada, principalmente, em ultrapassagens. Em curvas, uma beleza! Nada de rodopios.  Na Hilux, estão disponíveis dois modos de condução, com os programas Eco e Power. O primeiro deixa as respostas mais suaves ao pedal do acelerador, enquanto no Power as marchas são esticadas transmitindo um comportamento mais vigoroso.

A suspensão foi capaz de absorver boa parte dos buracos. Durante a noite, as luzes do volante, portas e painel ficam bem nítidas dando um charme a mais. Os assentos parecem mais poltronas se agente comparar com a versões normais. Ah, quando fechamos o vidro, o som externo é quase inaudível.

Para colocá-la na terra e dunas, basta acionar a tração 4x4 com acionamento eletrônico por botão no painel, opção de marcha reduzida e até bloqueio do diferencial traseiro. A picape da Toyota dá conta do recado e pode transportar até 1.000 kg de carga. Por dentro, o espaço é fabuloso e uma família - de cinco mais uma criança – viaja super confortável. 

A tração 4×4 pode ser acionada em movimento com velocidade de até 100 km/h – a reduzida somente com o veículo parado e a alavanca de câmbio na posição N (Neutro).  

Custo-benefício

Se eu disser que a Chellenge é a opção mais barata com motor a diesel e câmbio automático de seis marchas, você acredita? Na prática, são quase R$ 10 mil de diferença em relação à SRV, que acrescenta à lista de itens controles de estabilidade e de tração, assistente de partida em rampa e saída de ventilação para a segunda fileira. Se não quiser tanto requinte e estiver disposto a abrir mão da segurança extra, a versão Challenge já oferece ar-condicionado digital, central multimídia de sete polegadas e airbag de joelho para motorista.

Vale lembrar que a novata também recebeu novos detalhes na cabine, onde a Toyota instalou frisos vermelhos, que seguem o mesmo tom das costuras dos bancos revestidos de tecido. 

FICHA TÉCNICA

Motor: Dianteiro, longitudinal, 4.cil em linha, 2.8, 16V, comando duplo, turbo, injeção direta de diesel
Potência: 177 cv a 3.400 rpm
Torque: 45,9 kgfm a 1.600 rpm
Câmbio: Automático de 6 marchas, tração integral temporária
Direção: Hidráulica
Suspensão: Indep. duplos braços triangulares (diant.) e eixo rígido (tras.)
Freios: Discos ventilados (diant.) e tambores (tras.)
Pneus: 265/65 R17
Dimensões: Compr.: 5,35 m; Largura: 1,85 m: Altura: 1,81 m;Entre-eixos: 3,08 m
Tanque: 80 litros
Capacidade de carga: 1.000 kg (fabricante)
Peso: 2.130 kg
Central multimídia: 7 pol., é sensível ao toque
Garantia: 3 anos