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Escassez hídrica em Fortaleza deve seguir exemplo australiano

14 de Agosto de 2019 . Por Marcelo Cabral

Fortaleza é uma das sete cidades do Brasil com risco de desabastecimento hídrico, segundo um estudo do World Resources Institute (WRI). Por esse motivo sediará, nos dias 19 e 20 deste mês, o Seminário Água Innovation 2019, no Hotel Recanto Wirapuru.

Diversas autoridades estarão presentes, como o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, José Sarto, para debater temas como: Saneamento: o desafio da universalização; Seca e desenvolvimento, o exemplo australiano; Sustentabilidade como alavanca do crescimento, dentre outros.

Para minimizar os efeitos da escassez hídrica na Capital cearense, a adoção de políticas públicas voltadas à preservação dos recursos, conscientização da população sobre o uso racional da água e pensar em dessalinização são algumas das medidas.

De acordo com o Marlos de Souza, secretário da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), e um dos palestrantes do evento, Fortaleza pode aprender com o exemplo australiano.

 “A resposta para o estresse hídrico não passa apenas por bons reservatórios, como o Castanhão, mas também pela conscientização da população para evitar o desperdício, além de políticas públicas que reduzam a perda de água no sistema de abastecimento”, afirmou.

Ele diz que é preciso realizar investimentos e conceder incentivos financeiros para que todo o sistema se adeque. “Na Austrália, o consumo caiu de 250 litros de água por habitante/dia para 145 l/d. No Brasil, nas grandes cidades, chega-se ao valor impraticável de 330 litros consumidos diariamente”, alertou Marlos de Souza.

Situação de alguns reservatórios cearenses preocupa as autoridades no Brasil e no exterior

Foto: Divulgação

  • Marlos de Souza
    Marlos de Souza