O professor e diretor do BRICLab, da Universidade de Columbia, Marcos Troyjos, conversou com integrantes do LIDE Ceará e afirmou que as pessoas, cada vez mais, precisam se qualificar para conseguir ingressar ou se manter no mercado de trabalho.

“O brasileiro jovem e com pouco estudo, acabará se tornando um inútil para a indústria 4.0 a partir dos 28, 30 anos. Só que esta pessoa tem uma expectativa de vida em torno de 80, o que tornará complicada a sai vida, pois terá de viver de bicos ou da prática de delitos”, disse.

Ele ressaltou que o brasileiro é super criativo, mas pouco inovador, enquanto os finlandeses são pouco criativos, mas muito inovadores. “Eles tinham a maior fabricante de celulares do mundo, a Nokia, que foi engolida por gigantes como a Samsung. Mas, hoje, são os maiores produtores de games do mundo”, destacou.

Troyjos disse, ainda, que apenas educação não basta. É preciso ter controle sobre a situação econômica, atrair grandes players mundiais, ter uma ação comercial agressiva, combater a corrupção e, principalmente, estar aberto e integrado á globalização, pois ela oferece inúmeras oportunidades de desenvolvimento econômico e social.

Para finalizar, lembrou que a tecnologia interfere em todos os tipos de negócios, no mundo todo. “Só que ela se torna cada vez mais complexa a cada dia que passa. Então, reabilitação e recapacitação são importantíssimos nesse mundo globalizado”, asseverou Marcos Troyjos.

Pesquisa

Ainda durante o Café Debate do Lide Ceará, foi realizada a pesquisa Clima Empresarial, em parceria com o Instituto Opnus, sobre diversos assuntos. Sobre o futuro do Brasil, 57% mostraram-se cautelosos e 38% otimistas. Em relação aos seus negócios, 60% acham que está melhor que em 2017 e 32% acreditam que está igual.

Para o mercado de trabalho, 51% esperam gerar mais empregos, e 35% pretendem manter o número atual. Dentre os empresários presentes, 46% acham que o cenário político e 19% a carga tributária, são os fatores que impedem o crescimento de suas empresas.

No Ceará, 68% acreditam eu é preciso melhorar a segurança pública enquanto no Brasil 41% optam pela educação. Mas, ao final, 84% disseram que o cenário político é o que mais preocupa a economia brasileira.

Marcos Troyjos diz que é preciso inovação, qualificação e estar atento à globalização para crescer

Foto: Balada IN

  • Plateia seleta
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  • Marcos Troyjos, Emília Buarques e Élcio Batista
    Marcos Troyjos, Emília Buarques e Élcio Batista