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Hard Rock construirá resort de R$ 100 milhões na Lagoinha

26 de Dezembro de 2017 . Por Marcelo Cabral

O mercado imobiliário no Litoral Oeste do Ceará vai receber, até 2020, uma unidade da rede de resorts Hard Rock, que está com dois empreendimentos em construção no Brasil. Um fica na Ilha do Sol, em Londrina (PR), enquanto o outro está sendo feito na Praia da Lagoinha. E há um terceiro para ser construído em Goiás.

Distante 91 quilômetros de Fortaleza, junto com o fundo de investimentos brasileiro VCI, a rede internacional adquiriu um resort que pertencia a um grupo português, mas que foi embargado pelo Ibama há sete anos. Os investidores conseguiram levantar o embargo e já retomaram as obras. 

Foi fechado um contrato no valor de R$ 300 milhões com o fundo brasileiro para três projetos, e o restart nas obras no Ceará deve consumir R$ 100 milhões. Elas seguirão em ritmo acelerado, pois as unidades precisam seguir o padrão global da rede Hard Rock, que tem faturamento de US$ 4,7 bilhões e está presente em 177 países.

O empresário Luciano Cavalcante disse que a construção do Hard Rock será muito boa para o Ceará, pois deverá atrair milhares de turistas. “Além disso, representa a injeção de milhões de reais na região, movimentando uma ampla cadeia produtiva e gerando muitos empregos”, afirmou.

Ele também possui um empreendimento em fase final de infraestrutura naquela área do litoral cearense. “Estou concluindo a implantação do Aldeias da Lagoinha, que terá resorts, casas de veraneio, num terreno de 1.050 hectares, com 12 quilômetros de frente para o mar. E já temos alguns investidores”, disse. 

Um ponto abordado pelo empresário é a necessidade se fazer uma renovação nos órgãos de meio ambiente do Ceará. “Não dá para permitir que o Coema, que tem 43 integrantes, aprove um projeto e, depois, vem um funcionário e embarga a obra. Isso afasta o investidor”, lembrou Luciano.

Unidade Hard Rock em Ibiza tem projeto arrojado e harmonioso

Foto: Divulgação

  • Luciano e Leonardo Cavalcante
    Luciano e Leonardo Cavalcante
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Fusão entre Embraer e Boeing visa aviação regional

26 de Dezembro de 2017 . Por Marcelo Cabral

Ainda está repercutindo no mercado de aviação, as negociações que estão ocorrendo entre a Embraer e a Boeing. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o ex-presidente e um dos fundadores da Embraer, Ozires Silva, avaliou a proposta sobre a potencial fusão de negócios. 

Ele classificou a iniciativa da Boeing como "muito elegante”, mas não deu detalhes das conversas entre as duas companhias. Destacou que a empresa americana quer achar uma solução que atenda a interesses comuns, com a autorização do governo brasileiro e dos acionistas.

A estratégia principal é aumentar a competitividade no mercado global de aviação, que está cada vez mais acirrado. E que a negociação entre Boeing e Embraer é uma resposta à transação fechada pela Airbus, que adquiriu a operação de aviões regionais da canadense Bombardier.

Afinal, na sua opinião, o mercado de hoje pede redução e custos e maior frequência de voos, o que se encaixa no tipo de aeronave que a fabricante brasileira dispõe, ao invés de grandes jatos com capacidade acima de 350 passageiros, que têm custos operacionais elevados.

Além disso, grandes aviões dependem de uma infraestrutura aeroportuária que não é encontrada em muitos países, inclusive o Brasil. E esse mercado tem muito a crescer, não apenas aqui o País, como na China, que pretende investir em aviação regional, e pelo mundo afora.

Companhia Air Europa já dispõe de modelos E195, da Embraer, em sua frota

Foto: Divulgação

  • Lufthansa Regional
    Lufthansa Regional
  • Aeronave da Airlink
    Aeronave da Airlink
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Banco Mercedes-Benz fecha venda de 112 ônibus pelo Refrota

22 de Dezembro de 2017 . Por Marcelo Cabral

O Banco Mercedes-Benz acaba concluiu a maior operação já realizada pelo Refrota. A instituição vai financiar R$ 80 milhões para a VIP Transportes Urbanos, empresa que atua na cidade de São Paulo, viabilizando a compra de 112 ônibus novos. 

É a maior negociação realizada nesta modalidade por um banco privado, com trâmite autorizado pelo Ministério das Cidades. Atualmente o sistema de transporte coletivo no Brasil possui uma frota de 107 mil ônibus e mais de 30 milhões de usuários por dia 

Líder no segmento de financiamento de coletivos, o Banco Mercedes-Benz oferece, desde agosto, o Refrota que tem condições bastante atrativas. “A Mercedes-Benz é líder no segmento de ônibus urbano e o banco tem em seu portfólio as melhores opções de negócios para os clientes”, afirma o diretor comercial, Diego Marin.

Lançado pelo Governo Federal no ano passado, o Refrota 17 objetiva financiar a compra de cerca de 10 mil ônibus. Para essa iniciativa, o Governo destinou R$ 3 bilhões para este ano, montante proveniente da captação dos recursos do FGTS.

No Estado, não há nenhuma empresa que utilize esta modalidade de financiamento, o Refrota, em 2016 e 2017. “Os empresários cearenses preferem o Finame ou o CDC. Mas o Banco Mercedes-Benz e o Banco Guanabara S.A., que têm agências na Ceará Diesel, possuem diversas linhas de crédito disponíveis˜, disse o superintendente da concessionária Mercedes-Benz, Odmar Feitosa.

  • Odmar Feitosa
    Odmar Feitosa
Prefeitura de Fortaleza

Boeing quer comprar parte da Embraer

21 de Dezembro de 2017 . Por Marcelo Cabral

O mercado global de aviação foi sacudido, hoje, com a informação de que a Embraer e a Boeing estão negociando uma fusão entre as companhias. O presidente Michel Temer disse não ser contrário à negociação, exceto se estiver em jogo o controle acionário da empresa brasileira. 

O comunicado das companhias não garante que as tratativas tenham um resultado positivo. “Não há garantias de que estas discussões resultarão em uma transação. Boeing e Embraer não pretendem fazer comentários adicionais a respeito das discussões”, afirma o texto.

E o mercado reagiu de imediato, pois após o informe, as ações da Embraer subiram cerca de 40% no maior pico do dia, fechando em alta de 22,5%, negociadas por R$ 20,20.

Na opinião do empresário cearense Ariston Pessoa Filho, da TAF, a negociação é positiva, uma vez que as economias são globalizadas e, quando se fala de aviação, isso é ainda mais intenso. E lembrou que as maiores empresas do mundo são: Boeing, Airbus, Embraer e Bombardier, respectivamente.

“A Embraer fabrica aeronaves militares e a Boeing é líder nesse setor, podendo dar importante colaboração. E a nossa fabricante pode transferir conhecimento à empresa norte-americana na questão de aeronaves leves. Será positivo para as duas”, disse Ariston Filho.

O comunicado informa ainda que a transação está sujeita à aprovação dos governos brasileiro e norte-americano, bem como das agências reguladoras do Brasil e dos Estados Unidos, além dos respectivos conselhos e dos acionistas da Embraer.

Esta possível fusão entre as empresas pode resultar num grande player mundial de aviação, com capacidade para realizar operações nos segmentos de longa distância (Boeing) e na aviação regional (Embraer).

E também pode se tornar uma linha de defesa estratégica, em relação à união da europeia Airbus e a canadense Bombardier, que foi fechada no último mês de outubro.

Embraer KC 390 é o maior avião militar de transporte produzido na América do Sul

Foto: Divulgação 

  • Ariston Filho
    Ariston Filho
  • Embraer 170
    Embraer 170

Aprovado acordo "céus abertos" entre Brasil e EUA

21 de Dezembro de 2017 . Por Marcelo Cabral

A formalização do acordo “céus abertos” entre o Brasil e os Estados Unidos foi aprovada pela Câmara dos Deputados, permitindo um maior número de voos entre os dois países. Isso oferece aos turistas mais opções para a aquisição das passagens e uma possível redução no valor dos bilhetes.

O Ceará inicia, em 2018, uma nova fase no seu transporte aéreo, pois a entrada do grupo alemão Fraport AG na administração do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em janeiro, e o início das atividades do hub da Air France/KLM/Gol, em maio, vão impulsionar o tráfego aéreo na capital cearense para um novo patamar.

Além disso, as empresas aéreas Latam e Delta Airlines pretendem operar mais voos para os Estados Unidos, a partir de Fortaleza, o que também representa um ponto positivo para o Ceará, sendo um retorno do bom trabalho que vem sendo feito pelo governador Camilo Santana e sua equipe da Secretaria de Turismo (Setur).

Segundo o secretário Arialdo Pinho, este acordo vai ser muito benéfico para o Estado. “Há, inclusive, a possibilidade de a Latam vir a operar para os Estados Unidos através da parceria com a American Airlines. E a existência de um número cada vez maior de voos, trará grandes benefícios para o Ceará”, destacou o titular da Setur. 

O número de voos realizados entre os dois países respeitaaéreo um acordo que permite apenas um volume limitado de pousos e decolagens. Com o “céus abertos”, não haverá mais esta limitação e o que vai mandar é a lei da oferta e da procura.

Nova administração no Pinto Martins e hub darão forte impulso ao tráfego aéreo no Ceará

Foto: Divulgação

  • Arialdo Pinho
    Arialdo Pinho