Felipe Goes fala sobre a nova cara da Revista Balada In

10 de Outubro de 2018 . Por Balada In

A edição número 26 da Revista Balada In não poderia estar mais especial. Como capa, escolhemos o empresário e presidente da FIEC Beto Studart, o grande homenageado do ano com o Troféu Sereia de Ouro, para estrear no novo formato da publicação Premium do Balada In.

Um dos responsáveis pela maravilhosa mudança é o jornalista e designer Felipe Goes, que deu um up no visual da publicação e apresentou o projeto editorial de uma revista ainda mais dinâmica, clean e, acima de tudo, com muito mais conteúdo e conversando diretamente com o consumidor de alto nível. 

Entrevistamos Felipe Goes que, nas linhas abaixo, conta um pouco sobre o desenvolvimento da revista e detalha as novas seções que os leitores já encontram na publicação. 

Balada In: Como foi se envolver nesse novo projeto para o Balada In?

Felipe Goes: Foi algo espontâneo. Reencontrei Pompeu Vasconcelos no lançamento de outro projeto quando conversamos sobre essa possibilidade. Quando recebi o convite para repensar a publicação, imaginei que esta seria uma oportunidade para revisar não só os aspectos gráficos, mas a proposta editorial. Acho também que houve um entendimento muito claro do que a publicação precisava naquele momento, seja pelo cuidado com a fotografia, seja pelo esmero tipográfico e atenção ao detalhe. Após um estudo e mapeamento da edição anterior, isso ficou perceptível com a apresentação final do projeto.  

BI: Quais as ideias principais que rondaram o desenvolvimento da nova cara da revista? O que ela mais precisava?

FG: De uma estrutura editorial. As seções que foram propostas buscam dar mais dinâmica visual e contemplam aspectos específicos, como arquitetura, moda, entrevistas e turismo. Mas tudo isso com um viés conectado ao que o próprio Pompeu desenvolve, pensa e apresenta dentro daquele trimestre. A publicação não precisa necessariamente estar conectada apenas a eventos, mas a acontecimentos, lançamentos, novidades, percepções do que está por vir e do que aconteceu. Ela pode agora refletir não apenas sobre o evento em si, mas sobre que acontece antes e depois. 

BI: Você acha que a nova Revista Balada In está conversando com seu público consumidor?

FG: Sim, perfeitamente. Porque o público da revista alcança uma dimensão maior quando pensamos nos eventos e acontecimentos. Há uma grande e importante parcela de pessoas, empresários, artistas e influencers interessadas na percepção do editor, no casting e trending elencado pela publicação. Ela chancela e registra o que o portal tem de mais relevante também. Ao longo dos anos, teremos a oportunidade de ter registrado no impresso a documentação de cada evento, investimento e tendência de um tempo. É um ponto final sobre o que aconteceu de cada trimestre. 

BI: Detalha um pouco de como a revista está dividida.  

FG: O corpo editorial da publicação está dividido em duas partes: eventos e seções. Cada seção encontra oportunidade para contemplar um nicho específico, de forma mais clara. São oito ao todo, a IN MIND,  IN LOCO,  IN HOUSE, INTERVIEW, IN FASHION, IN CONNECTION, IN ROAD e a IN TIME.  

BI: E como cada seção foi pensada?

FG: Elas foram pensadas dentro de uma modulação que permite a sua locação de forma matemática e inteligente, entrando ou saindo do espelho de acordo com o trimestre. A ideia é dar mais dinâmica e encontrar outras infinitas possibilidades editoriais. A publicação tende a crescer com isso de agora em diante. Ela se expande ao criar novas pontes e oportunidades.

BI: Explica então um pouco de cada uma das seções para o nosso público não se perder na leitura.

FG: A IN MIND são notas iniciais que apresentam o que o próprio Pompeu tem "em mente" e apresenta como indicação ao público. Já a IN LOCO é uma seção cambiante que acontece em diversos momentos da publicação, apresentando sempre os principais lançamentos, seja ela um produto, bebida, cardápio, serviço ou empreendimento. A IN HOUSE foi pensada apenas para falar sobre arquitetura e decoração, a qual pode ou não vir acompanhada de um evento, como aconteceu com a Casa Cor. Temos também a INTERVIEW, que é um perfil, uma entrevista mais curta, a IN FASHION, que contempla o mundo da moda, novas marcas, mercado e comportamento. É sempre uma ótima oportunidade convidar colaboradores e influencers para falar sobre. A IN CONNECTION é turismo. Um álbum de viagem com dicas pessoais do próprio editor e a IN ROAD fala sobre o mercado automobilístico, lançamentos e tudo que se conecta ao mundo dos motores. Por fim, a última página da revista é a IN TIME, que apresenta sempre uma homenagem a alguém, uma escolha sempre muito pessoal apresentada por Pompeu Vasconcelos.

BI: O resultado final ficou como você esperava? 

FG: Sim. Sobretudo a capa. Conseguimos inovar ao pensar em um editorial de peso ao falar sobre a vida do empresário Beto Studart. Desde que esta pauta foi apresentada, iniciei o projeto pensando: e se tivéssemos uma capa e contracapa? E se conseguíssemos fotografar no alto da cidade? Com uma visão sobre o que aconteceu, uma metáfora sobre a contemplação de suas conquistas, o seu passado, presente e futuro. E acho que foi incrível apresentar esta ideia, conseguir retirar o anúncio da contracapa, montar uma equipe, articular com a assessoria e subir até aquele heliponto com o Beto Studart. Havia muito vento e um risco de chuva - e um nervosismo sobre tudo funcionar de fato. Não teríamos outra chance. Mas as coisas caminharam para o bem e para a partilha de ideias ao trabalhar com a fotógrafa Camila de Almeida e a pós-produção de Augusto Goes (meu braço direito no Carta&Carta Creative Studio). O próprio Beto mostrou-se uma pessoa muito atenciosa e acessível a nossa ideia. Acho que isso é o que fica na gente depois do trabalho realizado. É importante dizer que toda a equipe fixa que faz a revista Balada In nos recebeu muito bem. Criamos novas formas de edição e produção, redesenhamos uma linha de montagem editorial que agora pode ser mantida e refinada. A publicação encontra agora um novo ponto de partida para crescer ainda mais. 

Maninho Brígido: 60 anos dedicados à publicidade

24 de Setembro de 2018 . Por Balada In

O publicitário Eduardo Brígido Monteiro Filho, mais conhecido como Maninho Brígido, completou este ano 60 anos de trabalho na sua área de especialização, com uma carreira repleta de sucessos e premiações nacionais, latino-americanas e mundiais. Podendo seconsiderar um homem e profissional plenamente realizado, ele diz que “ainda não”, pois continua no mercado, e afirma ter muita coisa ainda para realizar. Ele iniciou suas atividades aos 15 anos, no Departamento de Publicidade dos Diários Associados, Correio do Ceará e Unitário. Com a inauguração da TV Ceará, vislumbrou um novo mercado de propaganda e abriu a Publicinorte, que evoluiu e, hoje, é administrada por seu filho Eduardo Brígido Monteiro Beto, o Duda, com o nome de EBM Quinto. “Vale ressaltar, que graças aos meus clientes, que me bancaram, tive esse amplo sucesso. Pois ganhar um prêmio em Nova Iorque, que foi medalha de bronze do Clio Internacional nos Estados Unidos, tinha que ter um cliente que apostasse alto. Tivemos a sorte de, na época, termos o Grupo Edson Queiroz como nosso cliente e o comercial que nos deu o terceiro lugar no ranking de comerciais de televisão, foi da Esmaltec, no lançamento dos fogões Tropicana”, lembrou.

Outro prêmio que ele destacou como de grande alegria, que marcou a sua premiada carreira dentro da publicidade, foi ser reconhecido como publicitário latino-americana, no do ano de 2002, que lhe rendeu, também, uma homenagem concedida pelo então presidente da Câmara dos Deputados, em Brasília, Eunício Oliveira, atualmente senador e presidente do Congresso Nacional. “Ele fez uma mensagem muito positiva, me parabenizando pelo feito, pois uma agência do Ceará se sobressair dentro de um mercado competitivo, com grandes agências nacionais e internacionais. Outro prêmio que vencemos foi em Cannes, onde fomos eu, o Nazareno Albuquerque, na época da Mark Propaganda, e o meu cliente era a Aba Filme, e o do Nazareno o Grupo M. Dias Branco. Fomos agraciados e ganhamos essa ida para Cannes, assistir ao Festival Mundial da Propaganda. Foi um dos prêmios que fomos reconhecidos aqui no Ceará”, comemorou Maninho.

História

Em 1964 o jovem publicitário que já havia trabalhado em algumas empresas de comunicação cearenses, decidiu montar sua primeira agência, a Publicinorte, junto com seu pai e o também publicitário Tarcísio Tavares. Depois de 11 anos, com o falecimento de seu pai, houve uma divisão de cotas e montou a EBM Propaganda e Publicidade Ltda, em homenagem ao seu pai,Eduardo Brígido Monteiro. Depois de seis a oito anos, seu filho Duda Brígido, assumiu o controle da agência e promoveu um crescimento exponencial no volume de clientes, e a agência passou a ser chamada de EBM Novo Tempo, significando a nova gestão à frente dos negócios. E depois de mais alguns anos, teve a satisfação e alegria de ter seu outro filho, Otávio Brígido, que era dono da Quinto Propaganda e Publicidade, que se associou à empresa do irmão Duda Brígido, formando a EBM Quinto.

“Meu filho Otávio era um dos sócios da Quinto, e com a saída de dois deles, assumiu a frente dos negócios tanto que a agência cresceu muito, tanto que passou de uma sala para um andar inteiro no edifício comercial. Então chamei o Duda e falei vamos raciocinar, vamos juntar, fazer a união, pois ele é seu irmão, e levando sempre o nome EBM, surgiu a EBM Quinto, que está no mercado até hoje, com ótimos clientes e numa fase espetacular. Então eu estou tranquilo, porque os meninos estão todos colocados. O terceiro, João Vitor, é médico e está residindo no Rio de Janeiro e eu estou aqui, me divertindo com as revistas, do Ideal, Alphaville, uma do Museu do Automóvel que é histórica e feita de dez em dez anos. Como a que comemorou os 37 anos do Museu do Automóvel e os 45 anos do Veteran Car Club, sendo que esta última eu faço de cinco em cinco anos”, disse Maninho Brígido. Há alguns anos, Otávio Brígido saiu da agência e está realizando uma série de trabalhos voluntários e atuando na área do co-work.

Maninho Brígido chegou a ser colecionador de carros antigos e piloto de corridas automobilísticas, sagrando-se tri-campeão de Divisão 3 Norte/Nordeste, correndo com um Dodge Polara 1.800cc. “Sempre gostei muito de automobilismo, de acelerar nas pistas e hoje, aos 76 anos, ainda tenho muita energia para gastar, graças a Deus. A publicidade é como uma cachaça. Você não quer saber quanto ganha, você quer produzir, criar. A coisa melhor do mundo é você trabalhar com o que você gosta. Muitas pessoas acham que tenho 70, 68, 62 anos, mas tenho bem mais. Um dos fatores é por isso. Trabalhar com o que você gosta, você trabalha com satisfação e isso ajuda a não envelhecer. E sempre pauto pela ética. Tanto que fui reconhecido na General Motors pelo meu trabalho com a três concessionárias daqui: Cimaipinto, Silcar e Sanauto. Trabalhei com as três, durante vários anos, e sempre pautado em não vazar uma campanha ou promoção de uma para a outra. Tanto que fui convidado para ir a São Paulo para a inauguração do campo de provas de Cruz Alta. E fui apresentado ao presidente da GM, americano, que me chamava de “Camaleón”. Você vai na Silcar é uma cor, vai na Sanauto é outra cor, Cimaipinto muda de cor e quem muda de cor lá no Nordeste é camaleão, ele disse, sorrindo”, lembrou.

Merchan

Naquela época, Maninho Brígido fazia merchandising, sem dizer o que era aquilo. “Fiz muito merchandising na Rede Globo, nas novelas. Tinha um cliente Mirage Toscani, o Aloísio Ximenes e a gente pegava as camisas de lançamento e colocava nos artista, numa novela com Sônia Braga, a Dancing Days. Na época a gente achava que era uma ação de propaganda normal. E, hoje, tem essas ações de comunicação, mas a gente já fazia isso, mas tudo na intuição, na criação. Via as brechas e entrava. Pois se fôssemos pagar um comercial numa novela dessa era uma fortuna. Até hoje é, pois é na Globo. E a gente fazia esse merchadising por muito menos da metade do preço que se fosse fazer um comercial normal e dava um efeito. Pois muitos vendedores da marca falavam: “Olha essa é a camisa da novela. E o cliente fechava as compras na hora. É muito bom trabalhar, criar, mudar opinião, a maneira da pessoa da pessoa ver o produto. Isso é fantástico”, asseverou o publicitário.

Perguntado se depois de tanto tempo de trabalho, se havia um limite para o profissional, Maninho foi enfático ao dizer que não e deu um recado aos estudantes ou quem pretende fazer publicidade, que é necessário estar ligado às novas tecnologias. “Quero continuar trabalhando. Não sei ficar ocioso, pois faz mal para mim ficar parado. Minha mente tem de estar sempre ativa. Meu início de carreira foi nos anúncios populares do O Unitário, que era o jornal do meu bisavô, João Brígido. O papai me chamou para dinamizar os Populares e notei que era vende-se geladeira, misturado com vende-se automóveis, com aluga-se casas. Então fui logo classificando, criando seções, o que virou os Classificados. Crescemos muito, pois passamos de duas páginas para um caderno, em pouco mais de um ano. Hoje os classificados estão definhando, pois você tem os canais de internet especializados, como OLX, que são os classificados eletrônicos e a tendência é essa. Você vê a Kodak, grandes empresas que foram engolidas pela tecnologia. Hoje, tudo é muito rápido, digitalizado e estamos presos a um smartphone que você resolve quase tudo. Então é preciso estar antenado, conectado às tecnologias e usá-la a seu favor. Antigamente eu ia para Recife, fazer um clichê de alta definição. Hoje é tudo digital e a qualidade é muito melhor. Tudo no computador, com programas específicos. Hoje as pessoas têm todas as ferramentas na mão. O diferencial é a capacidade criativa”, finalizou Maninho Brígido.

 

 

Susana Clark Fiuza quer chegar ao topo

04 de Janeiro de 2018 . Por Balada In

Um mercado efervecente, que desafia qualquer crise com profissionalismo, sensibilidade, determinação e criatividade. Que se impõe como diferencial decisivo no competitivo cenário imobiliário do País. A Arquitetura cresce no Brasil ao mesmo tempo em que ganha cara nova, assumindo um perfil mais jovem e feminino, cada vez mais capacitado.

De acordo com censo realizado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR), esse mercado, que historicamente foi marcado por nomes consagrados do universo masculino brasileiro, como Oscar Niemeyer, se apresenta hoje liderado por mulheres, que representam 61% da população de arquitetos e urbanistas do País.

A faixa etária desses profissionais também rejuvenesceu e a predominância feminina vai se tornando maior entre arquitetos mais jovens. Enquanto entre profissionais com idades entre 41 e 50 anos as mulheres representam pouco mais da metade (57,4%), na faixa de 20 e 25 a anos elas chegam a corresponder a 78,3%. De 26 a 29 anos elas são 72,02% do total; entre 30 e 35 anos, a taxa é de 65,96%. E na faixa de 36 a 40, as mulheres são 62,29%.

No Ceará, a realidade não é diferente do restante do País. O mercado de arquitetura vem ganhando impulso e se consolidando com a força de trabalho e a ousadia de jovens arquitetas, como Susana Clark Fiuza, um dos destaques da Casa Cor Ceará 2017, que conquistou a vice liderança como melhor designer da mostra e já consagrou sua marca na arquitetura cearense, harmonizando sofisticação, funcionalidade e ousadia em seus projetos.

Seu gosto pelo desenho e pela construção civil vem da infância. “Quase sempre soube o que queria ser. Essa é uma vantagem grande. Desde pequena conheci a área de engenharia com meu pai, Mauro Clark, que é engenheiro civil. E eu sempre gostei de desenhar. Quando criança morei numa casa que tinha um terreno muito bom. Então meu pai foi construindo as áreas externas por etapas e eu tive a oportunidade de aprender muito. Nessa época eu tinha entre 10 e 12 anos”, recorda.

Ciente desde cedo da profissão que desejava exercer, Susana Fiuza começou a se preparar para conquistar o seu sonho ainda no colégio. “Fiz dois anos de desenho técnico quando ainda estava cursando o 2º ano do ensino médio. Estudei muito e passei na UFC (Universidade Federal do Ceará). Eram só 20 vagas. Mas tudo foi acontecendo muito natural na minha vida. Hoje já tenho 16 anos de formada”, afirma a arquiteta.

A conquista de seu espaço no mercado de arquitetura não demorou. “Sou muito determinada. Quando eu terminei a faculdade já possuia minha própria clientela. Então decidi abrir meu escritório no Shopping Del Paseo. Precisava ter uma estrutura, ter a minha empresa”, conta.

Casa Cor

Mas seu grande sonho ainda estava por se realizar: participar da Casa Cor. E a Casa Cor Ceará foi peça chave para impulsionar a sua carreira. “Em 2002, com 1 ano de formada, fiz a minha primeira participação na exposição, projetando a Suíte do Bebê. Foi um marco porque foi o segundo ambiente mais votado naquele ano e isso me trouxe uma alegria muito grande. Por conta desse trabalho, durante anos eu fiz muitos quartos de bebê”.

O sucesso foi tanto que, desde então, Susana já participou de sete edições da Casa Cor Cerá. Em 2004 a arquiteta projetou o Quarto do Fillho. No ano de 2006, ela assinou a Suite Master do casal com varanda. Em 2008, seu espaço foi o Escritório do Jornalista, em homenagem ao fundador do Jornal O POVO, Demócrito Rocha Dummar, falecido em junho do mesmo ano.

Pela primeira vez, em 2010, Suzana foi convidada a produzir dois espaços: a Sala da  Arquiteta e o Espaço da Construtora – Stand de vendas do residencial Verdi, da WR Engenharia, um case de sucesso, que guarda com carinho. “Além de projetar o espaço da construtora na Casa Cor, fui convidada a produzir todas as áreas comuns do prédio e ainda fiz o projeto de mais de 20 apartamentos no mesmo condomínio”.

Em 2013 ela fez a Sala de Cinema (Home theater). E na 19ª edição da Casa Cor Ceará, em 2017, a arquiteta voltou a produzir dois ambientes: a Varanda Perla e o Stand Imobiliário Lopes Immobilis. “Foi muito desafiador. Em apenas 45 dias tive que montar duas estruturas grandes na Casa Cor deste ano”.

No espaço da Lopes Immobilis Susana Fiuza elaborou um projeto requintado, prático, funcional e clean ao mesmo tempo. “Tudo foi pensado cuidadosamente para não roubar o brilho das construtoras. Precisava deixar as maquetes se sobressairem”, explicou.

Já na Varanda Perla, Susana equilibrou a ousadia e a elegância no estilo contemporâneo, sem descuidar do aconchego do espaço. “O painel 3D de madeira foi meu toque de ousadia. A peça é o diferencial desse ambiente. Mas toda varanda tem que ser aconchegante, tem que acolher, abraçar. Por isso coloquei duas chaises na varanda para a familia assistir TV junto. Ao lado do jardim tem duas poltronas de balanço para relaxar e esquecer do tempo. São vários espaços dentro da varanda, que possui 120 m²”, descreve.

Susana Fiuza contabiliza os louros de sua sétima participação na Casa Cor Ceará. “O retorno da Casa Cor é sempre muito bom. É impulso para crescer. Oportunidade para o cliente conhecer o nosso estilo, para entender a concepção das coisas, para trabalhar a marca e impulsionar o nome do profissional”, resume.

Outros projetos

Além da Casa Cor, ela desenvolve projetos, com base noutros conceitos. “Em paralelo faço projetos residenciais, comerciais, de casas, apartamentos, lojas, escritórios. Nesses trabalhos, busco a equação entre a objetividade e a sofisticação. Nos apartamentos decorados, mesmo com verba pequena, temos de encantar. Fazer ambientes harmoniosos e também aconchegantes”.

Para a arquiteta, o foco é sempre o cliente. “Procuro conversar, entrevistar o cliente, para conhecer o seu dia a dia. O ambiente tem que ter a cara dele. Precisa estar de acordo com o que o cliente deseja, diferente da Casa Cor, onde posso extravasar a minha criatividade”.

De acordo com a arquiteta, o valor a ser investido na arquitetura e ambientação do imóvel também vai depender do desejo do cliente. “Em média o investimento (no projeto de arquietetura) fica entre 30% e 50% do valor do imóvel, mas pode chegar ao valor total do imóvel”, calcula.

Susana também está desenvolvendo projeto para um hotel, de investimento português, em Fortim. “Ele será no estilo ‘time share’. O cliente paga uma taxa pequena por mês e tem direito a 15 dias por ano. É uma proposta nova. Um  conceito diferente”, explica.

Outro desafio é o projeto de um novo espaço que acolherá crianças carentes da Comunidade do Gengibre, no entorno do imóvel que abrigou a Casa Cor Ceará 2017. “A pessoa que está a frente desse trabalho me convidou para desenhar o projeto. Estou muito feliz por participar de uma iniciativa tão nobre”.

 

 Equilíbrio

Casada há 18 anos e mãe de três filhos – de  12, 10 e 6 anos – Susana diz que seu maior foco é o equilíbrio. “Procuro dá o meu melhor como arquiteta e também como mãe. Faço questão de acompanhar o crescimento dos meus filhos. Não seria completa sem fazer bem feito. O sucesso é fazer o nosso papel em todas as áreas da vida. Não só no lado profissional”.

 Exigente consigo mesma, Susana pratica esportes e outras atividades físicas. “Sou uma pessoa dinâmica, ativa e muito intensa. Procuro fazer tudo com dedicação e foco”, diz a arquiteta, que afirma buscar o equilíbrio em todas as esferas de sua vida. Em primeiro lugar Deus (religião), sua família, a profissão que abraçou e, por fim, o esporte – motor que lhe proporciona a energia necessária para encarar tantos papéis.

Desafios

A despeito da crise mundial, que acabou refletindo em todos os setores, incluisive na arquitetura, Susana não se deixa abater . “A dificuldade faz com que a gente cresça, que nos tornemos melhores. O desafio é que faz a gente ser mais enxuto, ter mais criatividade, ousar mais”.

Para Susana Fiuza, 2018 será um ano desafiador, com voos novos e com a retomada do aquecimento do mercado. “Com o turismo em crescimento, o mercado aquecendo de novo, o comércio voltando a vender, o cenário melhora para a gente também”, afirma.

Dados do censo da CAU/BR mostram que profissionais do ramo de arquitetura estão em constante aperfeiçoamento para enfrentarem o abalo sofrido com a crise, que atingiu a área da construção civil, refletindo no mercado da arquitetura.

Segundo o levantamento, 86% dos arquitetos dominam softwares de desenho por computador, 28% usam bem programas de geoprocessamento, 63% dizem dominar também outros softwares de uso profissional e 82% frequentam cursos, feiras, eventos e seminários.

Susana Fiuza

Foto: Balada In

Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estática (ISAPS), Mestre em Cirurgia Plástica pela Universidade Federal do Ceará e autor do livro ”Cirurgia Plástica para Leigos”, com passagem pela Harvard Medical, pelo Saint Joseph Hospital e tendo realizado diversos cursos em Nova York, Las Vegas e Boston, onde buscou aperfeiçoamento em sua área, o cirurgião plástico Eduardo Furlani explica que hoje existem técnicas revolucionárias de tratamentos faciais, com resultados mais naturais, bem menos agressivos e com recuperação mais tranquila. 

Um destes procedimentos é a lipoenxertia facial. A técnica utiliza gordura retirada do próprio corpo do paciente, para preencher depressões do rosto. Com o enxerto da gordura transporta-se à região células tronco que darão origem a novas células, rejuvenescendo a pele de forma bastante natural. 

Em entrevista ao Balada In, Dr. Eduardo Furlani conversou com a gente sobre o procedimento. Ele explicou que quando o paciente chega ao seu consultório é feito um mapeamento facial com volumetria da pele, para que possa ser feito um diagnóstico preciso sobre o problema. “Com o mapeamento é possível tirar a cor e a textura da pele, para ver apenas o relevo, onde precisa ser realizado o enxerto,” explica o médico. 

O procedimento é feito da seguinte forma: geralmente, extrai-se gordura da região abdominal da paciente por meio de uma cânula fina. Uma vez retirada, centrifuga-se para separar o sangue e outros líquidos das células de gordura, para somente depois injetar a gordura na região escolhida para o preenchimento facial. 

O cirurgião plástico nos explica que a lipoenxertia é um procedimento rápido e que normalmente é feita no consultório mesmo. Mas, se o volume de gordura a ser injetado for muito grande, a recomendação é que o procedimento seja feito em um hospital. 

“Nós envelhecemos porque murchamos. Então, até certo ponto a adição de gordura consegue corrigir essa flacidez. Na lipoenxertia você não sabe exatamente o que aconteceu, mas dá para perceber que a pessoa está mais jovem. Essa é a ideia do procedimento, até porque as pessoas nos veem no todo,” esclarece Eduardo Furalani. 

O cirurgião plástico explica que, além de reverter o efeito do envelhecimento, que na maioria das pessoas começa aos 30 anos, a lipoenxertia facial serve também para modelar e marcar algumas estruturas do rosto, inclusive em pacientes bastante jovens. “Existem pessoas que nunca tiveram uma mandíbula ou região malar muito bem delineadas, uma maçã do rosto bem contornada. Isso pode mudar através da lipoenxertia facial, mesmo em pessoas com idade bem menor”, acrescenta ele. 

Tendência mundial, a técnica é bastante segura e não tem efeitos colaterais, pois é feita com a gordura do corpo do próprio paciente. Porém, deve-se levar em consideração que, como é adicionado gordura em determinado local, se o paciente engorda, a gordura aumenta e se ele emagrece, a gordura diminui. Ou seja, apesar de permanente, os resultados do procedimento podem variar de acordo com as oscilações do peso. 

Atendendo aos convites dos organizadores da 32ª Jornada Norte/Nordeste de Cirurgia Plástica, que acontece de 14 a 16 de setembro em Maceió e do 54º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, que acontece de 15 a 18 de novembro em Florianópolis, Eduardo Furlani falará, como palestrante convidado, sobre a lipoenxertia. 

A Clínica Eduardo Furlani fica na rua Barbosa de Freitas, 1990 – Aldeota.  Tel: (85) 3055-0505.

Mais informações: www.eduardofurlani.com.br

Eduardo Furlani

Foto: Balada In

Lira Neto: o escritor e curador da Bienal do Ceará

30 de Abril de 2017 . Por Balada In

A XII Bienal Internacional do Livro do Ceará, realizada neste mês no Centro de Eventos do Ceará, foi a maior da história. Reuniu escritores, leitores, editoras e palestrantes em um mesmo espaço, em que a literatura era o assunto principal. Na curadoria do evento, um dos maiores biógrafos do Brasil: Lira Neto. Natural de Fortaleza, Lira é autor da trilogia sobre Getúlio Vargas, que vendeu a imponente marca de mais de meio milhão de exemplares. Agora, está viajando o país inteiro para lançar seu último trabalho, "Uma História do Samba - As origens".

Hoje, com 53 anos, ele conta que o reconhecimento, no entanto, não foi de um dia para outro. Muito menos a descoberta do talento. Lira Neto estudou Topografia, trabalhou como vendedor, professor, balconista, e desistiu de duas faculdades: Filosofia e Letras, até que descobriu a paixão pelo jornalismo em um jornal da Capital. "Minha vida sempre foi uma busca, uma tentativa de me encontrar naquilo que me satisfizesse, mas não conseguia saber bem o que era. Um dia, apareceu a vaga de revisor no jornal Diário do Nordeste. Eu nem sabia o que era revisão num jornal e me explicaram que era aquele sujeito que revisava, que corrigia os textos. E como eu sempre li muito, sempre tive muita facilidade para escrever, achei que podia me candidatar à vaga. Fiquei com a vaga e no dia que eu pus os pés no jornal, já perto dos 30 anos, eu descobri que era aquilo que eu queria fazer", lembra.

"Eu descobri o jornalismo, essa grande paixão que até hoje me mobiliza e me comove".

Pouco tempo depois, Lira Neto sairia da revisão para a redação, desta vez no jornal O Povo. "Eu descobri o jornalismo, essa grande paixão que até hoje me mobiliza e me comove. Mas a vida de repórter sempre me trazia uma inquietação, uma incompletude. Eu sempre me incomodei com o fato de, no jornal, você ter pouco tempo para apurar uma história e pouco espaço para escrevê-la. E aí eu disse: eu preciso continuar sendo jornalista em um outro suporte, não na página do jornal". Foi quando decidiu escrever livros para, de acordo com ele, escrever "sem a preocupação nem a pressão do tempo e do espaço".

Assim, recomeçou mais uma vez. "Quando eu resolvi escrever livros, meus amigos jornalistas disseram: você enlouqueceu, você não vai conseguir sobreviver. No começo, confesso que foi difícil. Meu primeiro livro, a biografia do Rodolfo Teófilo, foi publicado ainda aqui em Fortaleza, "O Poder e a Peste". Depois veio a biografia de Castello Branco, com uma tiragem modesta de oito mil exemplares. Em seguida, veio José de Alencar (O Inimigo do Rei), com 15 mil exemplares, mas a partir de Maysa, que tem 20 edições, fui conseguindo lentamente me libertar de outras atividades, como ser jornalista freelancer, me permitiu ser mais seletivo".

O reconhecimento foi ainda maior com a publicação do livro sobre Padre Cícero e com os três de Getúlio. "Esse sucesso todo que cercou a biografia de Getúlio também se repetiu no livro sobre o samba. Hoje é minha fonte exclusiva de renda", explica.

Personagens cearenses e a relação com o Estado

A escolha de alguns personagens, segundo Lira, tem a ver com a influência do Ceará. "Sempre li os autores cearenses. José de Alencar, que inclusive eu viria a biografar depois, Quintino Cunha, Antônio Sales, todos esses autores de alguma maneira repercutiram em mim. E não é à toa que se você pegar o apanhado dos meus livros, você vai ver pelo menos três cearenses: Castello Branco, José de Alencar e Padre Cícero. Então o Ceará está dentro de mim aonde quer que eu vá. Eu, por exemplo, agora todos os anos saio do Brasil para dar aulas em uma universidade americana e o Ceará vai comigo até lá. O Ceará nunca saiu de mim e nunca sairá".

Essa ligação com o Estado se dá também nos seus lançamentos. O autor diz que estabeleceu uma espécie de ritual para lançar seus novos trabalhos: após Rio de Janeiro e São Paulo, vem para Fortaleza. "Eu faço questão de ter um grande lançamento em Fortaleza porque, felizmente, eu consegui cultivar um bom número de leitores na minha cidade. Só pra citar um exemplo: no lançamento do livro do samba, este ano, eu passei quatro horas autografando livros sem parar no Passeio Público. Eu tenho muito carinho pelo leitor e, aqui, de uma forma muito afetiva".

"Estou há 16 anos fora, mas tenho uma ligação umbilical com a cidade e com o estado".


Bienal

Convidado pela Secretaria da Cultura do Estado (Secult) para ser curador da Bienal Internacional do Livro do Ceará, Lira Neto diz que tem uma relação afetiva com o evento. "A Bienal Internacional do Livro do Ceará tem uma história de intimidade comigo. A primeira Bienal, que ainda se chamava Feira do Livro, eu cobri como repórter. Passei a primeira Bienal toda escrevendo as matérias daqui, ainda em máquina de escrever, e mandava para a redação em fax. E, nas edições seguintes, eu sempre fui convidado como autor. E dessa vez eu recebi o convite do secretário da Cultura, Fabiano Piúba, para fazer a curadoria".

"Todo cidadão tem direito ao livro, à inclusão pela educação, à leitura, a descobrir o mundo".

Nesta edição, o tema foi "Cada pessoa, um livro; o mundo, a biblioteca" e Lira diz que essa forma de perceber a cultura foi o que o fez aceitar o convite. "Essa Bienal a gente entende como uma política pública, de formação de leitores, de difusão da leitura e isso logicamente não seria possível sem a articulação entre os vários poderes e a sociedade civil, a iniciativa privada. E a Secult entende que o poder público tem um papel fundamental no desenvolvimento da cultura, colocando, inclusive, a cultura como uma das prioridades, não como algo acessório, mas algo que está no nível da necessidade básica de todo cidadão. Todo cidadão tem direito ao livro, à inclusão pela educação, à leitura, a descobrir o mundo. Eu, como curador da Bienal, tenho só que agradecer o papel da Secretaria da Cultura e o do próprio governador porque ele entende que a cultura tem que ser uma prioridade de estado, tem que ser uma prioridade de qualquer governo", conclui.

Lira Neto