Felipe Goes fala sobre a nova cara da Revista Balada In

10 de Outubro de 2018 . Por Balada In

A edição número 26 da Revista Balada In não poderia estar mais especial. Como capa, escolhemos o empresário e presidente da FIEC Beto Studart, o grande homenageado do ano com o Troféu Sereia de Ouro, para estrear no novo formato da publicação Premium do Balada In.

Um dos responsáveis pela maravilhosa mudança é o jornalista e designer Felipe Goes, que deu um up no visual da publicação e apresentou o projeto editorial de uma revista ainda mais dinâmica, clean e, acima de tudo, com muito mais conteúdo e conversando diretamente com o consumidor de alto nível. 

Entrevistamos Felipe Goes que, nas linhas abaixo, conta um pouco sobre o desenvolvimento da revista e detalha as novas seções que os leitores já encontram na publicação. 

Balada In: Como foi se envolver nesse novo projeto para o Balada In?

Felipe Goes: Foi algo espontâneo. Reencontrei Pompeu Vasconcelos no lançamento de outro projeto quando conversamos sobre essa possibilidade. Quando recebi o convite para repensar a publicação, imaginei que esta seria uma oportunidade para revisar não só os aspectos gráficos, mas a proposta editorial. Acho também que houve um entendimento muito claro do que a publicação precisava naquele momento, seja pelo cuidado com a fotografia, seja pelo esmero tipográfico e atenção ao detalhe. Após um estudo e mapeamento da edição anterior, isso ficou perceptível com a apresentação final do projeto.  

BI: Quais as ideias principais que rondaram o desenvolvimento da nova cara da revista? O que ela mais precisava?

FG: De uma estrutura editorial. As seções que foram propostas buscam dar mais dinâmica visual e contemplam aspectos específicos, como arquitetura, moda, entrevistas e turismo. Mas tudo isso com um viés conectado ao que o próprio Pompeu desenvolve, pensa e apresenta dentro daquele trimestre. A publicação não precisa necessariamente estar conectada apenas a eventos, mas a acontecimentos, lançamentos, novidades, percepções do que está por vir e do que aconteceu. Ela pode agora refletir não apenas sobre o evento em si, mas sobre que acontece antes e depois. 

BI: Você acha que a nova Revista Balada In está conversando com seu público consumidor?

FG: Sim, perfeitamente. Porque o público da revista alcança uma dimensão maior quando pensamos nos eventos e acontecimentos. Há uma grande e importante parcela de pessoas, empresários, artistas e influencers interessadas na percepção do editor, no casting e trending elencado pela publicação. Ela chancela e registra o que o portal tem de mais relevante também. Ao longo dos anos, teremos a oportunidade de ter registrado no impresso a documentação de cada evento, investimento e tendência de um tempo. É um ponto final sobre o que aconteceu de cada trimestre. 

BI: Detalha um pouco de como a revista está dividida.  

FG: O corpo editorial da publicação está dividido em duas partes: eventos e seções. Cada seção encontra oportunidade para contemplar um nicho específico, de forma mais clara. São oito ao todo, a IN MIND,  IN LOCO,  IN HOUSE, INTERVIEW, IN FASHION, IN CONNECTION, IN ROAD e a IN TIME.  

BI: E como cada seção foi pensada?

FG: Elas foram pensadas dentro de uma modulação que permite a sua locação de forma matemática e inteligente, entrando ou saindo do espelho de acordo com o trimestre. A ideia é dar mais dinâmica e encontrar outras infinitas possibilidades editoriais. A publicação tende a crescer com isso de agora em diante. Ela se expande ao criar novas pontes e oportunidades.

BI: Explica então um pouco de cada uma das seções para o nosso público não se perder na leitura.

FG: A IN MIND são notas iniciais que apresentam o que o próprio Pompeu tem "em mente" e apresenta como indicação ao público. Já a IN LOCO é uma seção cambiante que acontece em diversos momentos da publicação, apresentando sempre os principais lançamentos, seja ela um produto, bebida, cardápio, serviço ou empreendimento. A IN HOUSE foi pensada apenas para falar sobre arquitetura e decoração, a qual pode ou não vir acompanhada de um evento, como aconteceu com a Casa Cor. Temos também a INTERVIEW, que é um perfil, uma entrevista mais curta, a IN FASHION, que contempla o mundo da moda, novas marcas, mercado e comportamento. É sempre uma ótima oportunidade convidar colaboradores e influencers para falar sobre. A IN CONNECTION é turismo. Um álbum de viagem com dicas pessoais do próprio editor e a IN ROAD fala sobre o mercado automobilístico, lançamentos e tudo que se conecta ao mundo dos motores. Por fim, a última página da revista é a IN TIME, que apresenta sempre uma homenagem a alguém, uma escolha sempre muito pessoal apresentada por Pompeu Vasconcelos.

BI: O resultado final ficou como você esperava? 

FG: Sim. Sobretudo a capa. Conseguimos inovar ao pensar em um editorial de peso ao falar sobre a vida do empresário Beto Studart. Desde que esta pauta foi apresentada, iniciei o projeto pensando: e se tivéssemos uma capa e contracapa? E se conseguíssemos fotografar no alto da cidade? Com uma visão sobre o que aconteceu, uma metáfora sobre a contemplação de suas conquistas, o seu passado, presente e futuro. E acho que foi incrível apresentar esta ideia, conseguir retirar o anúncio da contracapa, montar uma equipe, articular com a assessoria e subir até aquele heliponto com o Beto Studart. Havia muito vento e um risco de chuva - e um nervosismo sobre tudo funcionar de fato. Não teríamos outra chance. Mas as coisas caminharam para o bem e para a partilha de ideias ao trabalhar com a fotógrafa Camila de Almeida e a pós-produção de Augusto Goes (meu braço direito no Carta&Carta Creative Studio). O próprio Beto mostrou-se uma pessoa muito atenciosa e acessível a nossa ideia. Acho que isso é o que fica na gente depois do trabalho realizado. É importante dizer que toda a equipe fixa que faz a revista Balada In nos recebeu muito bem. Criamos novas formas de edição e produção, redesenhamos uma linha de montagem editorial que agora pode ser mantida e refinada. A publicação encontra agora um novo ponto de partida para crescer ainda mais.