Mercado de Arte

Quase cearense e um dos maiores pintores do modernismo brasileiro

12 de Setembro de 2017 . Por Eduardo Oliveira

Inimá de Paula

(Itanhomi MG 1918 - Belo Horizonte MG 1999)

Pintor e desenhista.

A partir de 1937, freqüenta o Núcleo Antonio Parreira, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Em 1940, instala-se no Rio de Janeiro, matriculando-se nas aulas de Argemiro Cunha (1880-1940) no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro, as quais abandona em pouco tempo. Passa a pintar com alguns dos ex-integrantes do Núcleo Bernardelli. Em 1944, transfere-se para Fortaleza, onde conhece artistas locais e participa da criação da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Volta ao Rio de Janeiro em 1945 e expõe com Aldemir Martins (1922-2006), Antônio Bandeira (1922-1967) e Clabloz (1910-1984), na galeria Askanasy. Em 1948, graças ao apoio de Candido Portinari (1903-1962), faz sua primeira mostra individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RJ). Em 1950, ganha o prêmio de viagem ao país do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) e, no ano seguinte, viaja e expõe na Bahia. Em 1952, recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM). Em Paris, entre 1954 e 1956, assiste a cursos na Académie de la Grande Chaumière e na École Normale Supérieure des Beaux-Arts. Em seguida, acompanha as aulas de André Lhote (1885 - 1962) e de Gino Severini (1883-1966). Quando volta, passa a fazer pinturas abstratas, algumas das quais mostra na 5ª Bienal de São Paulo. Na primeira metade dos anos 1960, muda-se para Belo Horizonte e retoma a pintura figurativa. Em 1998 é criada a Fundação Inimá de Paula em Belo Horizonte.

Comentário Crítico

Inimá é conhecido como "o fauve brasileiro"1 em razão das cores fortes e vibrantes com que pinta e que são de fato característica marcante do seu trabalho. São vermelhos, azuis, amarelos e verdes que parecem puros e são inscritos na tela com movimentos vigorosos. Em alguns casos, ele lembra Henri Matisse (1869-1954) de La Plage Rouge (1905) e, em outros, o expressionismo. Como na marinha Pequeno Porto (1987), toda de cores intensas, ou ainda em alguns auto-retratos, em que traços vigorosos e cores sombrias conferem perturbação à figura.

Entretanto, durante toda sua carreira, Inimá também realiza obras em que os brancos e cinzas dominam. Seja nas paisagens urbanas de Santa Teresa, seja nas marinhas cearenses, ou mais tardiamente nas vistas mineiras, o branco é utilizado como cor, conferindo ainda mais tranqüilidade às cenas já praticamente desprovidas de ação. Muitos críticos enfatizam tal aspecto.2

 

 

 

Outro ponto que costuma definir a obra de Inimá é a predominância da paisagem, especificamente a urbana. A combinação da arquitetura com a natureza permite ao pintor realizar composições muito equilibradas, em que tende a cobrir a maior parte da tela, deixando pouco espaço para o céu, alternando as cores organizadas no casario com as manchas de cor da vegetação.

Todavia, ele também pinta retratos, naturezas-mortas e composições abstratas. As naturezas-mortas revelam influências de Paul Cézanne (1839-1906) e Matisse, tanto no traço e nas cores quanto nos objetos. Seu período abstrato é variado, abarcando composições mais cubistas que mantêm um resquício de figura, e outras mais informais.

 

 

Notas
1MORAIS, Frederico. Inimá de Paula. Rio de Janeiro: L. Christiano, 1987, p. 15.
2MORAIS, Frederico. Op cit., p. 23 e, por exemplo, Rubens Navarra em SAMPAIO, Renato. Inimá. Belo Horizonte: Rona, 1999, p. 172.

Críticas

"(...) Inimá tem permanecido expressionista, ao longo de sua carreira artística, com a única exceção de uma fase abstrata, resultante de sua permanência em Paris. No primeiro período de sua permanência no Rio, Inimá pintou paisagens urbanas da Guanabara, sobretudo as casas centenárias da Cidade Nova e de Santa Teresa. Esses quadros, seguidos de alguns retratos, são os trabalhos mais representativos dessa época expressionista do pintor. No período parisiense, preocupa-se então, sobretudo, com o esquema do espaço e a representação geometrizada da natureza, de acordo com as idéias do seu mestre. Vindo da Europa, Inimá regressou a Minas, tendo-se fixado entre Belo Horizonte e Ouro Preto. Voltou à figuração numa época em que já se evidenciava na Europa a crise da abstração. A tendência expressionista logo avultaria nos primeiros tempos dessa nova volta à figuração, marcada pouco depois por uma surpreendente revalorização do objeto. As paisagens mineiras de Inimá, sobretudo as de Ouro Preto, divergem dos quadros de Guignard. Mas, se as soluções de Guignard são quase sempre pictóricas, as de Inimá têm em vista outros desígnios, inclusive de ordem espacial ou arquitetônica, embora também o artista se preocupe em impor uma subjetividade à composição, obedecendo, nesse particular, a uma característica dos pintores expressionistas. Finalmente, em sua segunda fase, a carioca, (...) a arte de Inimá se enriquece e suas paisagens são mais variadas (...)"
Antônio Bento
CAVALCANTI, Carlos; AYALA, Walmir, org. Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Apresentação de Maria Alice Barroso. Brasília: MEC/INL, 1973-1980. (Dicionários especializados, 5).

"Com exceção do longo período de trabalho no abstracionismo, durante a maior parte da década de 1950 e início da seguinte, o mineiro Inimá de Paula vem conservando tendência natural no sentido de uma mescla de fovismo e expressionismo, através da qual envolve seus temas prediletos: a paisagem e o retrato. Como anotou Antônio Bento, é possível que essa propensão de base tenha se desenvolvido mais intensamente a partir dos anos passados no Ceará, ainda quando ele iniciava a carreira de pintor depois de breve aprendizado em Juiz de Fora e no Rio. A paisagem nordestina e a inserção do ser humano nela teriam-lhe oferecido contrastes e violências que se iriam refletir nos aspectos cenograficamente dramatizados dos retratos, na luminosidade das paisagens mineiras e cariocas de várias fases ou nos interiores matisseanamente intensos e líricos de outros momentos. Até mesmo os anos de linguagem não figurativa - de início dominados, sob o estímulo de estudos com André Lhote, em Paris, pela busca de disciplina construtiva, e mais tarde transferidos para a área do tachismo - terminaram servindo de dínamo para adensar toda a prévia estrutura fauve-expressionista que o define. Mais recentemente, esse fundamento desembocou em pinturas onde a paisagem se submete a amplas e graves pinceladas de cores ferventes, com predomínio dos verdes, vermelhos, azuis e brancos, sem que no entanto os seus limites de origem cubista se tenham disfarçado por completo, embora tendentes cada vez mais a uma dispersão no esforço gestual. (...)"
Roberto Pontual
PONTUAL, Roberto. Arte brasileira contemporânea: Coleção Gilberto Chateaubriand. trad. Tradução de John Knox; Florence Eleanor Irvin. Apresentação de Pereira Carneiro. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil, 1976.

"Não se pode falar propriamente de fases na pintura de Inimá de Paula. Ou, pelo menos, elas não estão bem delimitadas temática e formalmente. No máximo, pode-se circunscrever sua produção aos seus deslocamentos geográficos, mesmo assim precariamente, porque, acima deles, está o próprio estado de espírito do artista. Não há um desenvolvimento seqüencial ou linear de temas e colorido em sua obra. A cor, por vezes, irrompe furiosa em meio a longos períodos de predominância dos brancos e cinzas, e isto independe do lugar onde ele esteja. Da mesma maneira, em sua fase abstrata, ele não deixou de pintar obras figurativas. (...)

Porém, a marca mais visível e ao mesmo tempo a mais profunda é o fovismo, que se afirma plenamente em sua derradeira fase, a de Minas Gerais. Por intermédio do fovismo e de sua aproximação com a pintura de Kaminagai, ele se vincula à Escola de Paris, mas sem perder suas raízes brasileiras. Quando Inimá diz que sempre foi expressionista, é preciso entender bem o sentido de sua afirmação. Pode ser uma referência a momentos mais dramáticos de sua pintura, como o período carioca de 1967/1968, ou ele está empregando o termo no seu sentido mais amplo, o que define o expressionismo como uma tendência permanente da história da arte, que ressurge de tempos em tempos, sempre que existe uma crise, seja ela estética, seja moral, política ou econômica. Ou seja, o expressionismo seria o pólo da crise, por oposição ao pólo da construção, do qual o cubismo é exemplo. Crise e construção ou emoção e rigor seriam, então, as duas vertentes fundamentais da história da arte, cada uma delas abrigando diferentes escolas, ismos, tendências. Dentro desta perspectiva mais ampla, o fovismo integra a vertente expressionista. Ou então, pode-se dizer que ele é uma das suas raízes, ao lado do Die Brücke e do Blau Reiter, nascidos na Alemanha, pátria por excelência do expressionismo.

Tudo o que deseja Inimá, com sua pintura, é alcançar uma atmosfera vibrátil para a cor. Como ele diz: 'Trabalhar o quadro sem magoá-lo, de forma espontânea, fluídica, uma pincelada, outra, mais outra, mas sem perder o sentido da forma, buscando sempre a ressonância e vibração da cor'. "
Frederico Morais
MORAIS, Frederico. A obra. In: ___. Inimá de Paula. Rio de Janeiro: L. Christiano, 1987. p. 65, p. 68, p. 112.

Depoimentos

"Adoro pintar gente e paisagens. Quando não posso pintar ao natural, ao ar livre, por qualquer motivo, tiro fotografias e vou para o cavalete. Claro, a obra final nada tem a ver com a fotografia em si, porque foi alterada. Às vezes coloco gente nas minhas paisagens e sempre por problemas de composição e quando elas são absolutamente indispensáveis. Mas, de qualquer maneira, a paisagem é sempre maior e mais forte que o homem nas minhas telas".
Inimá de Paula ao Jornal da Tarde, 1982
PAULA, Iinimá de. Paisagens. In: MORAIS, Frederico. Inimá de Paula. Apresentação de Israel Pedrosa. Rio de Janeiro: L. Christiano, 1987. p. 78

Exposições Individuais

1948 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Hotel Copacabana Palace
1948 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no IAB/RJ
1948 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MEC
1948 - Salvador BA - Individual, na Galeria Oxumaré
1949 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Galeria Montmartre
1954 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Montmartre
1954 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MEC
1959 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria Dantez
1961 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria Pinguim
1962 - Rio de Janeiro RJ - Individual, Picolla Galeria do Instituto Italiano di Cultura
1965 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Biblioteca Nacional
1965 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Barcinski
1965 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria G4
1965 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Macunaíma/Funarte
1966 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria Grupiara
1966 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria Pinguim
1967 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria Guignard
1967 - Belo Horizonte MG - Individual, no Ibeu
1967 - Belo Horizonte MG - Individual, no MAP
1968 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria Guignard
1970 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Hotel Copacabana Palace
1971 - Belo Horizonte MG - Individual, no Colégio Santa Dorotéia
1974 - Belo Horizonte MG - Individual, na Real Galeria de Arte
1974 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Vernissage Galeria de Arte
1975 - Brasília DF - Individual, na Performance Galeria de Arte
1976 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria Caminito Artes e Presentes
1977 - Brasília DF - Individual, na Oscar Seraphico Galeria de Arte
1977 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Banco América do Sul S. A.
1978 - Belo Horizonte MG - Individual, na Ami Galeria de Arte
1978 - Salvador BA - Individual, na Kattya Galeria de Arte
1981 - Belo Horizonte MG - Inimá de Paula: 43 anos de pintura, na Ami Galeria de Arte
1982 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Realidade Galeria de Arte
1982 - São Paulo SP - Individual, na Galeria de Arte Portal
1983 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1984 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1985 - Belo Horizonte MG - Retrospectiva, no MAP
1985 - Brasília DF - Individual, na Performance Galeria de Arte
1985 - São Paulo SP - Retrospectiva, no MAM/SP 
1986 - Rio de Janeiro RJ - Paisagens e Marinhas Brasileiras, na Villa Bernini Galeria
1988 - Belo Horizonte MG - Individual, na Chromos Galeria de Arte
1989 - Belo Horizonte MG - Inimá de Paula: obras recentes, no Espaço Cultural do Lloyds Bank
1993 - Salvador BA - Inimá, na MCR Galeria de Arte
1996 - Brasília DF - Individual, na Royal Art - Galeria de Arte
1997 - Belo Horizonte MG - Retrospectiva, no Palácio das Artes
1998 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria Inimá
1998 - Belo Horizonte MG - Individual, na Fundação Inimá de Paula
1998 - Rio de Janeiro RJ - Retrospectiva, no Mnba

Exposições Coletivas

1945 - Rio de Janeiro RJ - Grupo Cearense, na Galeria Askanazy
1946 - Rio de Janeiro RJ - Os Pintores Vão à Escola do Povo, na Enba
1946 - Rio de Janeiro RJ - 52º Salão Nacional de Belas Artes, no Mnba
1947 - Rio de Janeiro RJ - 53º Salão Nacional de Belas Artes - Divisão Moderna, no Mnba - menção honrosa
1948 - Fortaleza CE - 4º Salão de Abril - 1º prêmio
1948 - Rio de Janeiro RJ - 54º Salão Nacional de Belas Artes, no Mnba - medalha de prata
1949 - Rio de Janeiro RJ - 55º Salão Nacional de Belas Artes - Divisão Moderna, no Mnba - medalha de prata
1949 - Salvador BA - 1º Salão Baiano de Belas Artes, no Hotel Bahia
1950 - Rio de Janeiro RJ - 56º Salão Nacional de Belas Artes, no Mnba - prêmio de viagem ao país
1950 - Salvador BA - 2º Salão Baiano de Belas Artes, no Belvedere da Sé - medalha de prata
1951 - Fortaleza CE - 4º Salão Cearense de Belas Artes - medalha de ouro
1951 - Rio de Janeiro RJ - 57º Salão Nacional de Belas Artes, no Mnba
1951 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Naturezas Mortas, no Serviço de Alimentação e Previdência Social
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
1952 - Feira de Santana BA - 1ª Exposição de Arte Moderna de Feira de Santana, no Banco Econômico
1952 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio de viagem ao exterior
1952 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ
1952 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ
1953 - Belo Horizonte MG - Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte
1954 - Belo Horizonte MG - Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte
1954 - Goiânia GO - Exposição do Congresso Nacional de Intelectuais
1954 - Rio de Janeiro RJ - Salão Preto e Branco, no Palácio da Cultura - prêmio de viagem ao exterior
1954 - Salvador BA - 4º Salão Baiano de Belas Artes, no Hotel Bahia - medalha de prata
1955 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional de Arte Moderna - hors-concours
1956 - Belo Horizonte MG - 11º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte - prêmio/pintura
1956 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Ferroviário, no Ministério da Educação e Cultura  - 1º prêmio/pintura
1957 - Buenos Aires (Argentina) - Arte Moderna no Brasil, no Museo de Arte Moderno de Buenos Aires
1957 - Lima (Peru) - Arte Moderna no Brasil, no Museo de Arte de Lima
1957 - Rosário (Argentina) - Arte Moderna no Brasil, no Museo Municipal de Bellas Artes Juan B. Castagnino
1957 - Santiago (Chile) - Arte Moderna no Brasil, no Museo de Arte Contemporáneo de Santiago
1958 - Rio de Janeiro RJ - Oito Artistas Contemporâneos, na Galeria Macunaíma
1958 - Rio de Janeiro RJ - Salão de Arte A Mãe e a Criança
1958 - Rio de Janeiro RJ - Salão do Mar
1959 - Leverkusen (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1959 - Munique (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa, no Kunsthaus. 
1959 - Nova York (Estados Unidos) - Inter-American Cultural and Artistic Competition, na Ceceille Art Gallery - 1º prêmio
1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1959 - Viena (Áustria) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Hamburgo (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Lisboa (Portugal) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Madri (Espanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Paris (França) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Utrecht (Holanda) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Utrecht (Holanda) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1961 - Rio de Janeiro RJ - O Rio na Pintura Brasileira, na Biblioteca Estadual da Guanabara
1963 - Belo Horizonte MG - Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte - 2º prêmio
1963 - Rio de Janeiro RJ - A Paisagem como Tema, Galeria Ibeu Copacabana
1966 - Brasília DF - 3º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal - artista convidado
1966 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos, no Ibeu Copacabana
1968 - Florianópolis SC - 1ª Exposição Nacional de Artes Plásticas, no Masc
1969 - São Paulo SP - 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1972 - São Paulo SP - Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio
1973 - Atami (Japão) - 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1973 - Brasília DF - 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1973 - Brasília DF - Comemoração dos 107 Anos da Batalha do Riachuelo, no Hotel Nacional Brasília
1973 - Osaka (Japão) - 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1973 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1973 - São Paulo SP - 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1973 - Tóquio (Japão) - 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1974 - Belo Horizonte BH - 2º Salão Global de Inverno, no Palácio das Artes
1974 - Tóquio (Japão) - Pintores Brasileiros no Japão
1975 - Japão - 2ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, no Salão da Assembléia Legislativa do Estado
1975 - Nova York (Estados Unidos) - Coletiva, na Genaile Art Gallery Inc.
1975 - Rio de Janeiro RJ - 2ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, no Centro Lume
1975 - São Paulo SP - 2ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, no Salão da Assembléia Legislativa do Estado
1976 - Belo Horizonte MG - Exposições dos Murais das Escolas Municipais de Belo Horizonte
1977 - São Paulo SP - 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1977 - Rio de Janeiro RJ - 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1977 - Tóquio (Japão) - 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1979 - São Paulo SP - 4ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1979 - Tóquio (Japão) - 4ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1979 - Kioto (Japão) - 4ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1979 - Atami (Japão) - 4ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1981 - Atami (Japão) - 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1981 - Belo Horizonte MG - 8º Salão Global de Inverno, no Palácio das Artes 
1981 - Belo Horizonte MG - Arte Mineira em Destaque, no Palácio das Artes
1981 - Belo Horizonte MG - Seis Artistas de Minas, na Ami Galeria de Arte
1981 - Brasília DF - 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1981 - Kioto (Japão) - 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1981 - Nekai (Japão) - 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1981 - Rio de Janeiro RJ - 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1981 - São Paulo SP - 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1981 - São Paulo SP - 8º Salão Global de Inverno, no Masp
1981 - Tóquio (Japão) - 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1982 - Belo Horizonte MG - Coletiva de Pintores Brasileiros, na Gauguin Galeria de Arte
1983 - Atami (Japão) - 6ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1983 - Kyoto (Japão) - 6ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, no Mnba
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/SP
1983 - São Paulo SP - 14º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1983 - São Paulo SP - 6ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, no MAM/SP
1983 - Tóquio (Japão) - 6ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1984 - Rio de Janeiro RJ - Pintura Brasileira Atuante, no Espaço Petrobrás
1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal
1985 - Atami (Japão) - 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1985 - Kyoto (Japão) - 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1985 - Rio de Janeiro RJ - 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, na Fundação Brasil-Japão de Artes Plásticas
1985 - Rio de Janeiro RJ - Seis Décadas de Arte Moderna: Coleção Roberto Marinho, no Paço Imperial
1985 - São Paulo SP - 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, na Fundação Mokiti Okada - MOA
1985 - Tóquio (Japão) - 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1986 - Rio de Janeiro RJ - Tempos de Guerra: Hotel Internacional, na Galeria de Arte Banerj
1986 - Rio de Janeiro RJ - Tempos de Guerra: Pensão Mauá, na Galeria de Arte Banerj
1987 - São Paulo SP - O Ofício da Arte: pintura, no Sesc
1988 - São Paulo SP - 15 Anos de Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, na Fundação Mokiti Okada
1989 - Lisboa (Portugal) - Seis Décadas de Arte Moderna Brasileira: Coleção Roberto Marinho, na Fundação Calouste Gulbenkian. Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
1989 - São Paulo SP - Trinta e Três Maneiras de Ver o Mundo, na Ranulpho Galeria de Arte
1990 - Goiânia GO - 20 Anos do Museu de Arte de Goiânia, no Museu de Arte
1990 - São Paulo SP - 6º Salão Brasileiro de Arte, na Fundação Mokiti Okada
1991 - Fortaleza CE - Scap: 50 anos, no Imperial Othon Palace Hotel
1992 - Rio de Janeiro RJ - 1º A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial
1992 - Rio de Janeiro RJ - Eco Art, no MAM/RJ
1992 - São Paulo SP - 7º Salão Brasileiro de Arte, na Fundação Mokiti Okada - MOA
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal
1994 - São Paulo SP - Guignard: 50 anos de uma escola de arte, na Galeria Vidyã
1995 - Belo Horizonte MG - Exposição Inaugural Nuance Galeria de Arte, na Nuance Galeria de Arte
1995 - São Paulo SP - Brasil-Japão Arte, na Fundação Mokiti Okada - MOA
1996 - Rio de Janeiro RJ - Visões do Rio, no MAM/RJ
1998 - Belo Horizonte MG - Arte Encontro-Brasil/Portugal: um momento de convergência, no Museu Mineiro
1999 - São Paulo SP - A Ressacralização da Arte, no Sesc/Pompéia

Exposições Póstumas

2000 - Fortaleza CE - Inimá de Paula: o fauve brasileiro, na Galeria Oboé Financeira

 

Aldemir Martins, do Ceará ao mundo.

07 de Setembro de 2017 . Por Eduardo Oliveira

Aldemir Martins

(Ingazeiras CE 1922 - São Paulo SP 2006)


 

Pintor, gravador, desenhista, ilustrador.

O artista plástico Aldemir Martins nasceu em Ingazeiras, no Vale do Cariri, Ceará em 8 de novembro de 1922. A sua vasta obra, importantíssima para o panorama das artes plásticas no Brasil, pela qualidade técnica e por interpretar o “ser” brasileiro, carrega a marca da paisagem e do homem do nordeste.


O talento do artista se mostrou desde os tempos de colégio, em que foi escolhido como orientador artístico da classe. Aldemir Martins serviu ao exército de 1941 a 1945, sempre desenvolvendo sua obra nas horas livres. Chegou até mesmo à curiosa patente de Cabo Pintor. Nesse tempo, freqüentou e estimulou o meio artístico no Ceará, chegando a participar da criação do Grupo ARTYS e da SCAP – Sociedade Cearense de Artistas Plásticos, junto com outros pintores, como Mário Barata, Antonio Bandeira e João Siqueira. 


Em 1945, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1946, para São Paulo. De espírito inquieto, o gosto pela experiência de viajar e conhecer outras paragens é marca do pintor, apaixonado que é pelo interior do Brasil. Em 1960/61, Aldemir Martins morou em Roma, para logo retornar ao Brasil definitivamente. 



O artista participou de diversas exposições, no país e no exterior, revelando produção artística intensa e fecunda. Sua técnica passeia por várias formas de expressão, compreendendo a pintura, gravura, desenho, cerâmica e escultura em diferentes suportes. Aldemir Martins não recusa a inovação e não limita sua obra, surpreendendo pela constante experimentação: o artista trabalhou com os mais diferentes tipos de superfície, de pequenas madeiras para caixas de charuto, papéis de carta, cartões, telas de linho, de juta e tecidos variados - algumas vezes sem preparação da base de tela - até fôrmas de pizza, sem contudo perder o forte registro que faz reconhecer a sua obra ao primeiro contato do olhar. 


Seus traços fortes e tons vibrantes imprimem vitalidade e força tais à sua produção que a fazem inconfundível e, mais do que isso, significativa para um povo que se percebe em suas pinturas e desenhos, sempre de forma a reelaborar suas representações. Aldemir Martins pode ser definido como um artista brasileiro por excelência. A natureza e a gente do Brasil são seus temas mais presentes, pintados e compreendidos através da intuição e da memória afetiva. Nos desenhos de cangaceiros, nos seus peixes, galos, cavalos, nas paisagens, frutas e até na sua série de gatos, transparece uma brasilidade sem culpa que extrapola o eixo temático e alcança as cores, as luzes, os traços e telas de uma cultura. 

Por isso mesmo, Aldemir é sem dúvida um dos artistas mais conhecidos e mais próximos do seu povo, transitando entre o meio artístico e o leigo e quebrando barreiras que não podem mesmo limitar um artista que é a própria expressão de uma coletividade. 

Faleceu em 05 de Fevereiro de 2006, aos 83 anos, no Hospital São Luís em São Paulo.

Comentário crítico

Aldemir Martins começa a desenhar ainda no Colégio Militar, que freqüenta desde 1934. Na década de 1940, trabalha como artista em Fortaleza, ao mesmo tempo que busca atualizar o então incipiente meio artístico da cidade. No princípio da carreira, em 1941, ajuda a criar o Centro Cultural de Belas Artes, com Antonio Bandeira, Raimundo Cela, Inimá de Paula e Mário Baratta. O grupo monta um espaço para exposições permanentes, organiza salões e cursos de arte. Três anos depois, a instituição passa a chamar-se Sociedade Cearense de Artes Plásticas - SCAP. Aldemir Martins produz desenhos, xilogravuras, aquarelas, pinturas e colabora, a partir de 1943, como ilustrador na imprensa cearense.



Em 1945, segue para o Rio de Janeiro, com Antonio Bandeira, Roberto Feitosa e Inimá de Paula. Na cidade, participa de uma coletiva de artistas cearenses na Galeria Askanasy, organizada pelo pintor suíço Jean-Pierre Chabloz. Menos de um ano depois, muda-se para São Paulo, onde realiza sua primeira individual, em 1946, no Instituto dos Arquitetos do Brasil - IAB/SP; e retoma a carreira de ilustrador. Entre 1949 e 1951 freqüenta os cursos do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand - Masp, e se torna monitor da instituição. Lá estuda história da arte com Pietro Maria Bardi e gravura comPoty Lazzarotto. Durante o curso, produz o álbum de gravuras Cenas da Seca do Nordeste, com prefácio de Rachel de Queiroz. Os trabalhos mostram grande influência de Candido Portinari, tanto no tratamento do tema como no traço. Em 1951, faz desenhos de paus-de-arara, rendeiras e cangaceiros. Esse trabalho recebe o prêmio aquisição para desenho na 1ª Bienal Internacional de São Paulo.


Dois anos mais tarde, faz o cenário da peça Lampião, de Rachel de Queiroz. Em 1956, sua carreira atinge o ápice ao ser premiado como melhor desenhista internacional na 28ª Bienal de Veneza e expor em diversas partes do mundo. Na década de 1960, trabalha muito com arte aplicada a objetos comerciais. Em 1962, cria cenário para o 1º Festival da MPB, da TV Record, e elabora estampas para tecidos da Rhodia Têxtil. Faz ilustrações dos aparelhos de jantar da série Goyana de Cora. A partir da segunda metade dos anos de 1960, Martins faz esculturas de cerâmica e acrílico, além de jóias em ouro e prata. Em 1969, ilustra bilhetes de loteria. Seis anos mais tarde cria a imagem de abertura da telenovela Gabriela, da rede Globo. Em 1981, repete a experiência na abertura da telenovela Terras do Sem Fim. Nos anos 1980, ilustra jogos de mesa, camisetas e latas de sorvete da Kibon.

Críticas

"Não há limites claros para o exercício da criação de Aldemir Martins. Ele trabalhou em praticamente todos os segmentos existentes na sociedade brasileira. Aldemir, com maestria, exercitou nas técnicas tradicionais da pintura, desenho, gravura, cerâmica e escultura. E avançou, de acordo com o avanço dos meios de comunicação do país, nas áreas do desenho industrial, da ilustração e do trabalho eletrônico de séries televisivas. A sua abertura para uma das telenovelas de maior audiência do país, Gabriela, Cravo e Canela, realizada a partir de romance homônimo de Jorge Amado, é uma das experiências mais emocionantes da televisão brasileira, é uma das obras em que o artista junta, numa argamassa única, a sua qualidade expressiva de desenhista e pintor, o seu conhecimento das entranhas emocionais do país, a sua percepção da comunicação em massa e a utilização dos meios tecnológicos modernos. Nessa abertura, suíte preparatória, apresentação do tema, caracterização emocional da realidade e da motivação do telespectador, Aldemir Martins interfere diretamente no saber anônimo da população, oferece novos padrões de entendimento e produz uma abertura pioneira das possibilidades inerentes aos processos tecnológicos de comunicação. Talvez, dada a integridade da motivação e da iconografia pessoal, não haja realmente limites para o artista moderno. Outra afirmação de nossa época. É por isso que o artista pode fazer padronagem de tecidos, ilustração de objetos cotidianos, decoração de formas industriais, murais e, ao mesmo tempo, conservar íntegro e em expansão o seu universo particular, a sua iconografia pessoal e a empatia entre o seu saber e o saber de seu povo".
Jacob Klintowitz
MARTINS, Aldemir. Aldemir Martins: natureza a traços e cores. São Paulo: Valoarte, 1989.

"A grande descoberta da pintura moderna foi a conceituação da cor como expressão em si própria.

Em meio a tais parâmetros vive a pintura de Aldemir Martins, hoje mais preocupado com a cor que com a forma; cada vez mais construindo seus espaços a partir da energia colorística que o habita, sempre fiel à temática do Nordeste brasileiro, fiel à 'projeção da verdade do ser, como obra' de que nos fala Heidegger, ao definir a obra de arte.
Há certas afinidades com Gaucuin, que elegeu as ilhas dos mares do sul como tema. Aldemir, por oposição, elegeu o Nordeste seco, quase desértico, mas o recriou com cores selvagens, como se fora um fauve; e o analisa, como um cubista o faria, sem perder a subjetividade poética ao construir/desconstruir espaços na tela. A cor é tão mais importante, hoje, para o pintor Aldemir, que seus temas se repetem."
Alberto Beuttenmüller
Martins, Aldemir. Aldemir Martins. São Paulo: Galeria de Arte André, 1991.


Curiosidades

Depois de Pelé, Rivelino é o jogador que mais parece interessar aos pintores brasileiros. Ele já foi retratado por Luís Jasmim, Cláudio Tozzi e, na época da Copa do México, por Aldemir Martins. Que, neste quadro, foge de seu estilo tradicional e consagrado, abandonando o branco-e-preto para se utilizar de cores vivas, como as da camisa da Seleção Brasileira. - Jorge Amado escreveu A bola e o goleiro e convidou seu amigo Aldemir para ilustrar o texto. O livro que resultou do trabalho a quatro mãos foi bem recebido e acabou sendo traduzido na Suíça. Lá, em 1991, recebeu o título de Bola Fura-Redes under Torhuter. Marco importante, pois pouco a pouco, estamos aumentando a exportação de literatura brasileira graças a qualidade do que produzimos. - Em 1958, foi criado pela CBL (Câmara Brasileira do Livro), o Prêmio Jabuti (com o intuito de incentivar autores e projetos editoriais) e também pela Cultrix a coleção Mestres do Desenho.

Bienais

Em 1953, Aldemir participa do IIIº Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, onde recebe o Certificado de Isenção do Júri e da IIª Bienal de São Paulo, onde recebe o Prêmio Aquisição Nadir Figueiredo. No ano seguinte, participa do IIIº Salão Paulista de Arte Moderna, recebendo o Prêmio de Aquisição.

Em 1954 realiza seu primeiro trabalho cenográfico para a peça Lampião, de Raquel de Queirós, encenada no teatro Leopoldo Fróes, em São Paulo, com os atores Sérgio Cardoso e Araçari de Oliveira no elenco. Lança o álbum de xilogravuras Cinco Carreiras de Cururu, com texto de Paulo Vanzolini, com tiragem de 150 volumes pela editora Grafix, São Paulo.

Em 1955 realiza exposição no Vº Salão Baiano de Artes Plásticas, em Salvador, Bahia, onde recebe a Medalha de Ouro. Neste ano recebeu novos prêmios, o primeiro por sua participação na IIIª Bienal de São Paulo, onde recebe o Prêmio de Desenho, e o segundo no IVº Salão de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, onde recebe a Pequena Medalha de Ouro. Nesta época Aldemir inicia a pintura de uma série de painéis. Pinta o painel do bar O Cangaceiro, no Rio de Janeiro, que se tornaria reduto da boemia carioca, frequentado por pintores, jornalistas e escritores da época, entre eles Dorival Caymmi e Ary Barroso. Em São Paulo, pinta um painel para a residência de Rudi Bonfiglioli, faz um painel de pastilhas para a Vidrotil, um painel para a Casa Beethoven, um para Companhia União de Refinadores, e um para a loja Adams.

No ano de 1956 recebe uma nova Medalha de Ouro no V Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro. Participa também de uma feira realizada pelo clube do qual foi um dos fundadores, Clube dos Artistas Plásticos e Amigos da Arte, a I Feira Anual de Artistas Plásticos de São Paulo. Em Veneza, recebe o prêmio Prezidente del Consigli dei Ministri da XXVIII Biennale di Venezia, atribuído ao Melhor Desenhista Internacional. Neste mesmo período, expõe gravuras no Circolo dei Principi, em Roma, juntamente com o gravador Lívio Abramo. Desenha o galo símbolo do Baile do Galo Vermelho, promovido pelo Hotel da Bahia, em Salvador. Como ilustrador, produz a capa do livro História do Modernismo Brasileiro Antecedentes da Semana de Arte Moderna, de Mário da Silva Brito, lançado pela Editora Saraiva. Faz uma gravura especialmente para o clube Amigos da Gravura do Rio de Janeiro. Ilustra Sonetos de Bocage, lançado pela Editora Saraiva. É incluído entre Os Melhores Paulistas do Ano, pela revista Manchete, da Bloch Editora. É escolhido para fazer parte do Conselho Consultivo da diretoria do MASP.

Em 1957 recebe 7º lugar na enquete popular feita pelo jornal Última Hora, de São Paulo, para O Homem do Ano, de 1956. Por sua participação no VI Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, recebe o Prêmio Viagem ao País. Recebe o Prêmio Melhor Desenhista Brasileiro na IV Bienal de São Paulo, dado pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Seu desenho Pássaro é escolhido para cartão de natal da revista belga Quadrum.

No ano de 1958 realiza uma série de exposições nos Estados Unidos, e é convidado a permanecer no país, por três meses, a convite do Departamento de Estado Americano, visita a Filadélfia, Chicago, Detroit, Boston e New York. Faz álbum de Silk Screem, com apresentação de Pietro Maria Bardi, com tiragem de 100 exemplares em edição bilíngüe, pela Galeria Bonina, Buenos Aires, Argentina. Nesta época é convidado para executar dois painéis para o Aeroporto de Congonhas, pintando-os sobre as paredes da ala Internacional. Anos depois esses painéis se deterioraram e, apesar de Aldemir ter se proposto a restaurá-los, de graça, terminaram destruídos e o Departamento de Aviação Civil mandou pintar as paredes onde estavam. Ainda no ano de 1958, recebe o Prêmio Jabotí na categoria Melhor Capa de Livro do Ano, atribuído pela Câmara Brasileira do Livro, pela capa de História do Modernismo Brasileiro Antecedentes da Semana de Arte Moderna. Neste ano também nasce sua filha, em 24 de novembro, Mariana Pabst Martins, fruto de sua união com Cora Pabst.

Em 1959, recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna e permanece por dois anos na Itália. Fez desenhos em nanquim que serviram para estampar objetos e tecidos de decoração.

Exposições Individuais

1946 - São Paulo SP - Individual, na sede do IAB
1954 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na Galeria Catherine Viviano
1957 - Buenos Aires (Argentina) - Individual, na Galeria Bonino
1959 - Salvador BA - Individual, no MAM/BA
1960 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1961 - Roma (Itália) - Individual, na Galeria Pogliani
1962 - Madri (Espanha) - Individual, na Sala Nébili
1962 - São Paulo SP - Individual, na Galeria de Arte São Luiz
1962 - Düsseldorf (Alemanha) - Individual, na Düsseldorf Kunsthalle Grabbeplatz
1962 - São Paulo SP - Individual, no Clube Atlético Paulistano
1962 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1963 - Salvador BA - Individual, na Galeria Querino
1963 - Roma (Itália) - Individual, na Litografia Editrice Romeiro
1964 - Lima (Peru) - Individual, no Instituto de Arte Contemporânea
1966 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1966 - Londres (Inglaterra) - Série Futebol, na Casa do Brasil
1967 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Astréia
1969 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Portinari
1970 - Blumenau SC - Individual, na Galeria Açu-Açu
1970 - Fortaleza CE - Individual, no Recanto de Ouro Preto
1970 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1972 - São Paulo SP - Paisagens de Aldemir, na A Galeria
1973 - Brasília DF - Aldemir Martins: pinturas, desenhos e gravuras, no Hotel Nacional
1974 - São Paulo SP - Músicos de Aldemir, na A Galeria
1977 - Fortaleza CE - Aldemir Martins: pinturas, desenhos e gravuras
1977 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Casa Blanca - Shopping Center da Gávea
1978 - São Paulo SP - Um Novo Aldemir, na Galeria de Arte Shopping News
1979 - São Paulo SP - Individual, na Itaugaleria
1979 - Recife PE - Individual, na Ranulpho Galeria de Arte
1979 - Fortaleza CE - Individual de inauguração da Sala Aldemir Martins, no Mauc
1979 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Realidade Galeria de Arte
1980 - São Paulo SP - Homenagem a Primavera, na Galeria Augusto, Augusta
1981 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Realidade Galeria de Arte
1981 - São Paulo SP - Individual, no Centro de Arte da Ordem/Sindicato dos Economistas de São Paulo
1981 - Estocolmo (Suécia) - Litografias, na Galeria Latina
1982 - São Paulo SP - Aldemir Martins: rascunhos e anotações, na Galeria Augusto, Augusta
1982 - Fortaleza CE - Individual, na Galeria Ignez Fiuza
1982 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Alberto Bonfiglioli
1983 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Realidade Galeria de Arte
1984 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Alberto Bonfiglioli
1984 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Masson
1984 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na Amazon Art
1985 - Recife PE - Individual, na Ranulpho Galeria de Arte
1985 - Paris (França) - Individual, no Grand Palais de Paris
1985 - Salvador BA - Individual, no Escritório de Arte da Bahia
1985 - São Paulo SP - Espaço Ativo, na Galeria Augusto, Augusta
1987 - São Paulo SP - Aldemir Martins, na Galeria de Arte André
1987 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Intersul
1988 - São Paulo SP - Aldemir Martins, 40 Anos de Gravura, na Galeria Intersul
1988 - São Paulo SP - Individual, na Renot Art Dealer
1989 - Ribeirão Preto SP - Aldemir Martins. Gravuras, no Ribeirão Shopping
1989 - São Bernardo do Campo SP - Pinturas e Desenhos de Aldemir Martins, na Marusan Galeria de Arte
1989 - Paris (França) - O Nordeste de Aldemir Martins, no Espace Latino Americain
1990 - Salvador BA - Individual, na Época Galeria de Arte
1991 - Paris (França) - Primavera no Rio, na Galérie Debret
1991 - São Paulo SP - Aldemir Martins, na Galeria de Arte André
1991 - São Paulo SP - Aldemir Martins: gravuras, no Museu Banespa
1992 - São Paulo SP - Individual, no Museu de Arte de São Paulo
1992 - São Paulo SP - Individual, na Casa das Rosas
1992 - São Paulo SP - Aldemir Martins, na A Galeria
1993 - Jacareí SP - Individual, na Fundação Cultural de Jacareí
1993 - São Paulo SP - Aldemir Martins em Pedra Cerâmica, na Ranulpho Galeria de Arte
1993 - São Paulo SP - Individual, no Masp
1994 - São Paulo SP - Pinturas Desenhos e Gravuras, na Casa das Artes Galeria
1994 - São Paulo SP - Aldemir Martins: desenhos e gravuras, no Museu Padre Anchieta
1995 - São Paulo SP - Aldemir Martins, na Galeria de Arte André
1995 - São Paulo SP - Aldemir Martins: um gravador brasileiro, na Galeria de Arte André
1995 - Rio de Janeiro RJ - Aldemir Martins: um gravador brasileiro, na Casa das Artes Galeria
1995 - Curitiba PR - Aldemir Martins: um gravador brasileiro, na Realidade Galeria de Arte
1995 - Florianópolis SC - Aldemir Martins: um gravador brasileiro, na Fratelli Rubbo Galeria de Arte
1995 - Foz do Iguaçu PR - Aldemir Martins: um gravador brasileiro, na Ita Galeria de Arte
1995 - Recife PE - Aldemir Martins: um gravador brasileiro, no Estudio A Galeria de Arte 
1995 - Recife PE - Aldemir Martins: um gravador brasileiro, na Ranulpho Galeria de Arte
1995 - Porto Alegre RS - Aldemir Martins: um gravador brasileiro, na Bublitz Decaedro Galeria de Arte
1995 - Campinas SP - Aldemir Martins: um gravador brasileiro, na Galeria Croqui
1995 - Goiânia GO - Aldemir Martins: um gravador brasileiro, na Época Galeria de Arte
1995 - Salvador BA - Aldemir Martins: um gravador brasileiro, na Prova do Artista Galeria de Arte
1999 - Mauá SP - Aldemir Martins: um gravador brasileiro, na Casa de Cultura e Museu Barão de Mauá
2000 - Fortaleza CE - Aldemir Martins: um olhar sobre o Brasil, na Casa D'Arte
2000 - Fortaleza CE - O Desenho de Aldemir Martins na Coleção de Cora Pabst, no Centro Cultural Dragão do Mar
2002 - São Paulo SP - Aldemir Martins, na Estação Brás do Metrô
2002 - São Paulo SP - Aldemir Martins: um pintor do Brasil, na Nova André Galeria
2003 - São Paulo SP - Individual, no Centro Empresarial de São Paulo
2003 - São Paulo SP - Aldemir Martins: 80 anos, no Centro Empresarial do Estado de São Paulo
2003 - São Paulo SP - Aldemir Martins: serigrafias, na Casa das Artes Galeria
2004 - São Paulo SP - Designer, na Nova André Galeria
2004 - São Paulo SP - Entre Giclées e Telas, na Canvas Galeria de Arte
2005 - São Paulo SP - Aldemir Martins por Aldemir Martins: sete décadas de sucessos artísticos 1945-2005, no Masp
2005 - Fortaleza CE - Para o mundo se tornar mais bonito, na Casa de Arte e Cultura Belchior
2005 - Rio de Janeiro RJ - O Viajante Amigo, no Centro Cultural Correios
2006 - São Paulo SP - O Viajante Amigo, no SESC Vila Mariana
2006 - Osasco SP - XXXIV Exposição: Homenagem a Aldemir Martins, na Unifieo

Exposições Coletivas

1942 - Ceará - 2º Salão Cearense
1943 - Ceará - 3º Salão Cearense
1943 - Fortaleza CE - 1º Salão de Abril
1944 - Ceará - Pintura de Guerra, organizada pela Scap
1945 - Rio de Janeiro RJ - 51º Salão Nacional de Belas Artes
1945 - Rio de Janeiro RJ - Grupo Cearense, na Galeria Askanasy
1947 - Checoslováquia - Coletiva de Desenhistas Brasileiros
1947 - São Paulo SP - 11º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo
1947 - São Paulo SP - 19 Pintores, na Galeria Prestes Maia
1947 - São Paulo SP - 19 Pintores, na União Cultural Brasil-Estados Unidos
1948 - Fortaleza CE - 4º Salão de Abril
1948 - São Paulo SP - Exposição com Mário Gruber e Enrico Camerini, na Galeria Domus
1950 - Salvador BA - 2º Salão Baiano de Artes Plásticas - medalha de bronze
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon - Prêmio Olívia Guedes Penteado
1952 - Feira de Santana BA - 1ª Exposição de Arte Moderna de Feira de Santana, no Banco Econômico
1952 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão de Nacional de Arte Moderna
1952 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ
1952 - Santiago (Chile) - Exposición de Pinturas, Dibujos y Grabados Contemporáneos del Brasil
1953 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Nacional de Arte Moderna - isenção de júri
1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP - Prêmio Nadir Figueiredo
1953 - Tóquio (Japão) - Brazilian Painters
1954 - Dallas (Estados Unidos) - South American Art Today, no Museum of Fine Arts
1954 - Fortaleza CE - 3º Salão dos Independentes
1954 - Genebra (Suíça) - Graveurs Brésiliens
1954 - Zurique (Suíça) - Graveurs Brésiliens, no Kunstgewerbemuseum
1954 - São Luís MA - 5º Salão de Artes Plásticas do Maranhão
1954 - São Paulo SP - 3º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio aquisição
1954 - São Paulo SP - 40 Artistas do Brasil, na Galeria de Arte São Luiz
1954 - São Paulo SP - Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/RJ
1955 - Atibaia SP - 1ª Exposição Oficial de Pintura de Atibaia
1955 - Salvador BA - 5º Salão Baiano de Belas Artes - Medalha de ouro
1955 - São Paulo SP - 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão das Nações - prêmio melhor desenhista
1955 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - pequena medalha de ouro
1955 - Suíça - Bienal Internacional de Desenho e Gravura de Lugano
1956 - Messina (Itália) -  Mostra dos Premiados na 27ª Bienal de Veneza, na Galeria Internationale D'Art Moderne
1956 - Roma (Itália) -  Exposição de gravuras com Lívio Abramo, no Circolo dei Principi
1956 - Roma (Itália) - Disegni di Aldemir Martins, Xilografie di Livio Abramo
1956 - Veneza (Itália) - 27ª Bienal de Veneza - prêmio de desenho
1957 - Berna (Suíça) - Exposição de Gravuras com Lívio Abramo, na Embaixada do Brasil em Berna
1957 - Montevidéu (Uruguai) - Arte Moderna no Brasil
1957 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio viagem ao país
1957 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Artistas Brasileiros
1957 - Buenos Aires (Argentina) - Exposição de Artistas Brasileiros
1957 - São Paulo SP - 4ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1957 - São Paulo SP - 6º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1958 - Nova York (Estados Unidos) - Festival Internacional de Arte, Festival Galleries
1958 - São Paulo SP - 7º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio viagem ao país
1959 - Amsterdã (Holanda) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1959 - Barcelona (Espanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1959 - Basiléia (Suíça) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1959 - Leverkusen (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1959 - Londres (Reino Unido) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1959 - Milão (Itália) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1959 - Munique (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa, no Kunsthaus. 
1959 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio viagem ao estrangeiro
1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1959 - São Paulo SP - 40 Artistas do Brasil, na Galeria São Luís
1959 - Roma (Itália) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1959 - Viena (Áustria) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Hamburgo (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Jerusalém (Israel) - 12 Artistas Brasileiros, no Bezalel Museum Jerusalen
1960 - Lisboa (Portugal) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Madri (Espanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Paris (França) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1960 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva de inauguração, na Galeria Bonino
1960 - São Paulo SP - 1ª Exposição do Cartaz de Arte, no Masp
1960 - São Paulo SP - Coleção Leirner, Galeria de Arte das Folhas
1960 - São Paulo SP - Coletiva de Artistas Brasileiros e Americanos, no MAM/SP
1960 - São Paulo SP - Prêmio Leirner de Arte Contemporânea, na Galeria de Arte das Folhas
1960 - Tel Aviv (Israel) - 12 Artistas Brasileiros
1960 - Utrecht (Holanda) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa
1961 - Roma (Itália) - Coletiva, na Galeria d'Arte della Casa do Brasil
1961 - São Paulo SP - 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho
1962 - Curitiba PR - Salão do Paraná, na Biblioteca Pública do Paraná
1962 - Kassel (Alemanha) - Brasilianische Kunstler der Gegenwart
1962 - Rabat (Marrocos) - Exposição de Artistas Brasileiros
1962 - Casablanca (Marrocos) - Exposição de Artistas Brasileiros
1962 - Tanger (Marrocos) - Exposição de Artistas Brasileiros
1962 - Santos SP - 9º Salão Oficial de Santos - grande medalha de prata
1962 - São Paulo SP - Seleção de Obras de Arte Brasileira da Coleção Ernesto Wolf, no MAM/SP
1962 - Washington (Estados Unidos) - Arte Brasileira em Washington
1963 - Rio de Janeiro RJ - O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana
1963 - São Paulo SP - Coletiva, no IAB
1964 - Berlim (Alemanha) - Brazilian Art Today
1964 - Londres (Inglaterra) - Brazilian Art Today
1964 - Rio de Janeiro RJ - 2º O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana
1964 - Rio de Janeiro RJ - Exposição Pequeno Tamanho, na Galeria Bonino
1964 - Viena (Áustria) - Brazilian Art Today
1965 - Bonn (Alemanha) - Brasilianischi Kunst Heute
1965 - Nova York (Estados Unidos) - Brazilian Art Today. Coleção David Rockfeller, no The Chase Manhattan Bank
1966 - Campo Grande MS - 1ª Exposição dos Artistas Mato-Grossenses
1966 - Lausanne (Suíça) - 2º Salão Internacional da Galerie Pilotes de Lausanne
1967 - Amsterdã (Holanda) - Kunstenaars van nu uit Brazile, no Bols Taverne
1967 - Belo Horizonte MG - 21º Salão Municipal de Belas Artes
1967 - Ouro Preto MG - 1º Salão de Ouro Preto - sala especial
1967 - Rio de Janeiro RJ e Florianópolis SC - 5º Resumo de Arte do Jornal do Brasil, no MAM/RJ e no Masc
1967 - Vitória ES - 2º Salão Nacional de Artes Plásticas
1968 - Paris (França) - Primi Premi per la Grafia alla Biennale Internazionale di Venezia de 1946 a 1966 Galena Rive Gauche
1968 - Roma (Itália) - Primi Premi per la Grafia alla Biennale Internazionale di Venezia de 1946 a 1966 Galena Rive Gauche
1968 - São Paulo SP - 19 Pintores, na Tema Galeria de Arte
1968 - São Paulo SP - Exposição Internacional de Gravura, na Faap
1968 - São Paulo SP - Primeira Feira Paulista de Opinião, no Teatro Ruth Escobar 
1968 - São Paulo SP - Retrospectiva Didática dos 19 Pintores, na Tema Galeria de Arte
1969 - Fortaleza CE - Coletiva, no Mini Museu Firmesa
1969 - São Paulo SP - 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1969 - São Paulo SP - Coletiva, no Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro
1970 - Fortaleza CE - 20º Salão Municipal de Abril
1970 - São Paulo SP - 2º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1970 - São Paulo SP - Coletiva, na A Hebraica
1970 - São Paulo SP - Futebol Arte, no Paço das Artes
1970 - São Paulo SP - Pinacoteca do Estado de São Paulo 1970, na Pinacoteca do Estado
1971 - Barcelona (Espanha) - 3ª Bienal Internacional del Deporte en las Bellas Artes
1971 - São Paulo SP - 11ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1972 - São Paulo SP - 2ª Exposição Internacional de Gravura, no MAM/SP
1972 - São Paulo SP - Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio
1973 - Atami - 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1973 - Brasília DF - 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1973 - Osaka (Japão) - 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1973 - Recife PE - Franciscana, a Figura de São Francisco Interpretada por 13 Artistas Nordestinos, na Ranulpho Galeria de Arte
1973 - São Paulo SP - 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1973 - Tóquio - 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1974 - Rio de Janeiro RJ - O Mar, na Galeria Ibeu Copacabana
1975 - Penápolis SP - 1º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis
1975 - Rio de Janeiro RJ - Arte e Pensamento Ecológico, no Palácio da Cultura
1975 - Rio de Janeiro RJ - Carybé e Aldemir Martins, na Mini Gallery
1975 - São Paulo SP - 13ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1975 - São Paulo SP - 2ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo
1975 - São Paulo SP - Arte e Pensamento Ecológico, na Câmara Municipal de São Paulo/Palácio Anchieta e na Cetesb
1976 - Penápolis SP - 2º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis
1976 - São Paulo SP - 10ª Arte e Pensamento Ecológico, no Viaduto Jacareí
1976 - São Paulo SP - 2º Mestres da Pintura Brasileira, na A Galeria
1976 - São Paulo SP - Coletiva, na Fundação Educacional de Penápolis
1976 - São Paulo SP - O Desenho Jovem dos Anos 40, na Pinacoteca do Estado
1977 - Atami (Japão) - 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1977 - Kyoto (Japão) - 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1977 - Rio de Janeiro RJ - 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1977 - São Paulo SP - 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1977 - Tóquio (Japão) - 3ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1978 - Penápolis SP - 3ª Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis
1978 - Rio de Janeiro RJ - 18º Arte e Pensamento Ecológico, na Biblioteca Euclides da Cunha
1978 - São Paulo SP - 16º Arte e Pensamento Ecológico, na Cetesb
1978 - São Paulo SP - 19 Pintores, no MAM/SP
1979 - São Paulo SP - Artistas Figurativos, na Itaúgaleria
1979 - São Paulo SP - 15ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1979 - São Paulo SP - 4ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1979 - São Paulo SP - 4ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1980 - Bonn (Alemanha) - Quatro Artistas Brasileiros, na Kultur-Forum Bonn Center
1980 - Lisboa (Portugal) - Quatro Artistas Brasileiros, no Museu Gulbenkian da Fundação Calouste Gulbenkian
1980 - Penápolis SP - 4º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na  Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis
1980 - Presidente Prudente SP - 3º Salão de Artes Plásticas de Presidente Prudente, no Palácio da Cultura Dr. Pedro Furquim
1980 - Porto (Portugal) - Quatro Artistas Brasileiros, na Junta Comercial
1980 - Santiago (Chile) - Coletiva, no Museu de Bellas Artes de Santiago
1980 - São Paulo SP - 48 Artistas, na Pinacoteca do Estado
1980 - São Paulo SP - 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1980 - São Paulo SP - Coletiva, no MAM/SP
1980 - São Paulo SP - Coletiva de Inauguração, na Galeria Grossmann
1981 - São Paulo SP - 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1981 - São Paulo SP - A Arte de Playboy, no Masp
1981 - Rio de Janeiro RJ - A Arte de Playboy, no Palace Hotel
1982 - Estocolmo (Suécia) - Feira de Arte de Estocolmo - sala especial
1982 - Lisboa (Portugal) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
1982 - Londres (Reino Unido) - Brasil 60 Anos de Arte Moderna: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Barbican Art Gallery
1982 - Penápolis SP - 5º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis
1982 - Rio de Janeiro RJ - Futebol: interpretações, na Galeria de Arte Banerj
1982 - Rio de Janeiro RJ - Universo do Futebol, no MAM/RJ
1982 - Salvador BA - A Arte Brasileira da Coleção Odorico Tavares, no Museu Carlos Costa Pinto
1982 - São Paulo SP - Do Modernismo à Bienal, no MAM/SP
1983 - Atami (Japão) - 6ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1983 - Kyoto (Japão) - 6ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1983 - Olinda PE - Exposição da Coleção Abelardo Rodrigues de Artes Plásticas, no MAC/PE
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, no Mnba
1983 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1983 - São Paulo SP - 14º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1983 - São Paulo SP - 6ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, no Masp
1983 - São Paulo SP - Arte na Rua
1983 - São Paulo SP - Palmeira, na Galeria Alberto Bonfiglioli
1983 - Tóquio (Japão) - 6ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1984 - Haia (Holanda) - A Cor e o Desenho do Brasil
1984 - Madri (Espanha) - A Cor e o Desenho do Brasil
1984 - Paris (França) - A Cor e o Desenho do Brasil
1984 - Lisboa (Portugal) - A Cor e o Desenho do Brasil
1984 - Roma (Itália) - A Cor e o Desenho do Brasil
1984 - Itu SP - 3ª Exposição de Arte. Várias Tendências, na Casa da Cultura
1984 - Ourinhos SP - Homenagem a Arte da Gravura no Brasil, na Itaugaleria
1984 - Ribeirão Preto SP - Gravadores Brasileiros Anos 50/60, na Galeria Campus USP - Banespa
1984 - Rio Claro SP - 2º Salão de Artes Plásticas de Rio Claro
1984 - Rio de Janeiro RJ - Pintura Brasileira Atuante, no Espaço Petrobrás
1984 - São Paulo SP - 15º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1984 - São Paulo SP - A Cor e o Desenho do Brasil, no MAM/SP
1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal
1984 - Teresina PI - 7º Salão Nacional de Artes Plásticas
1985 - Atami (Japão) - 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1985 - Brasília DF - Pintura Brasileira Atuante, na Fundação Cultural do Distrito Federal
1985 - Fortaleza CE - Aldemir Martins, Floriano Texeira, Pietrina Checcacci, Sérgio Lima e Sérvulo Esmeraldo, na Galeria Ignez Fiuza
1985 - Kyoto (Japão) - 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1985 - Ottawa (Canadá) - Trois Peintres Brésiliens
1985 - Penápolis SP - 6º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis
1985 - Rio de Janeiro RJ - 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, na Fundação Brasil-Japão
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1985 - São Paulo SP - 100 Obras Itaú, no Masp
1985 - São Paulo SP - 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, na Fundação Brasil-Japão
1985 - São Paulo SP - Aldemir Martins, Rapoport, Satyro, Scliar, Virgolino, na Ranulpho Galeria de Arte
1985 - São Paulo SP - As Mães e a Flor na Visão de 33 Pintores, na Ranulpho Galeria de Arte
1985 - Tóquio (Japão) - 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão
1986 - Belgrado (Iugoslávia) - Coletiva de Desenhos e Gravuras, no Diplomatic Club Belgrade
1986 - Londres (Inglaterra) - The 3th Internacional Art Contemporary Fair
1986 - Madri (Espanha) - Arco
1986 - São Paulo SP - 17º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1987 - Salvador BA - Doze Artistas Brasileiros, na Anarte Galeria
1987 - Salvador BA - Inauguração da Fundação Casa de Jorge Amado
1987 - São Paulo SP - As Bienais no Acervo do MAC: 1951 a 1985, no MAC/USP
1987 - São Paulo SP - O Ofício da Arte: pintura, no Sesc
1988 - Fortaleza CE - Comemoração de 30 Anos da Fundação da Scae, Sociedade de Artistas Plásticos de Fortaleza
1988 - Paris (França) - Exposição de Pinturas Ecológicas Fiac, no Grand Palais de Paris
1988 - Pequim (China) - 1ª Exposição Brasil-China, na Galeria de Belas Artes da China
1988 - Rio de Janeiro RJ - Hedonismo: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Galeria Edifício Gilberto Chateaubriand
1988 - Salvador BA - Os Ilustradores de Jorge Amado, na Fundação Casa de Jorge Amado
1988 - Salvador BA - Os Ilustradores de Jorge Amado, na Fundação Casa de Jorge Amado
1988 - São Paulo SP - 15 Anos de Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, na Fundação Mokiti Okada M.O.A.
1988 - São Paulo SP - Brasiliana: o homem e a terra, na Pinacoteca do Estado
1988 - São Paulo SP - Juréia, na Galeria Sadala
1988 - São Paulo SP - Os Muros de Maison Vogue, no Masp
1988 - São Paulo SP - Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea, no Sesc/Pompéia
1989 - Copenhague (Dinamarca) - Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea, no Museu Charlottenborg
1989 - São Paulo SP - As Mesas, na Ranulpho Galeria de Arte
1989 - São Paulo SP - Trinta e Três Maneiras de Ver o Mundo, na Ranulpho Galeria de Arte
1990 - Brasília DF - Pantanal: sete visões, na Visual Galeria de Arte
1990 - São Paulo SP - Frutas, Flores e Cores, na Ranulpho Galeria de Arte
1990 - São Paulo SP - Gatos Pintados, na Ranulpho Galeria de Arte
1991 - Curitiba PR - Museu Municipal de Arte: acervo, no Museu Municipal de Arte
1991 - Fortaleza CE - Scap: 50 anos, no Imperial Othon Palace Hotel
1991 - Paris (França) - Coletiva, no Grand Palais de Paris
1991 - São Paulo SP - A Música na Pintura, na Ranulpho Galeria de Arte
1991 - São Paulo SP - Chico e os Bichos, na Ranulpho Galeria de Arte
1991 - São Paulo SP - Registro Gráfico: litografias originais, na Kramer Galeria de Arte
1992 - Rio de Janeiro RJ - Eco Art, na Museu de Arte Moderna
1992 - Santo André SP - Litogravura: métodos e conceitos, no Paço Municipal
1992 - São Paulo SP - 7º Salão Brasileiro de Arte, na Fundação Mokiti Okada M.O.A.
1992 - São Paulo SP - O Olhar de Sérgio sobre a Arte Brasileira: desenhos e pinturas, na Biblioteca Municipal Mário de Andrade
1993 - João Pessoa PB - Xilogravura: do cordel à galeria, na Funesc
1993 - Rio de Janeiro RJ - Arte Erótica, no MAM/RJ
1993 - Rio de Janeiro RJ - O Mac e as Bienais, no EAV/Parque Lage
1993 - Santo André SP - 21º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, no Paço Municipal
1993 - São Paulo SP - 100 Obras-Primas da Coleção Mário de Andrade: pintura e escultura, no IEB/USP
1993 - São Paulo SP - Exposição Luso-Nipo-Brasileira, no MAB/Faap
1993 - São Paulo SP - Obras para Ilustração do Suplemento Literário: 1956 - 1967, no MAM/SP
1994 - Rio de Janeiro RJ - Trincheiras: arte e política no Brasil, no MAM/SP
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal
1994 - São Paulo SP - Gravuras: sutilezas e mistérios, t&ea

O nosso Abstracionista

08 de Agosto de 2017 . Por Eduardo Oliveira

"O nosso Abstracionista"

 

 

Antônio Bandeira 

O artista, pintor, desenhista e gravador cearense Antônio Bandeira trilhou um caminho único na arte brasileira. Com aversão ao academicismo, abandonou a arte figurativa de seus anos iniciais e tornou-se pioneiro do abstracionismo do país. A partir de 10 de agosto, o Espaço Cultural Unifor, localizado no campus da Universidade de Fortaleza, apresenta um pouco da trajetória deste artista ímpar na exposição Antônio Bandeira: um abstracionista amigo da vida. Com a realização da Fundação Edson Queiroz e organização da Base7 Projetos Culturais, a mostra tem curadoria de Regina Teixeira de Barros e Giancarlo Hannud.

A exposição reúne um conjunto de 91 obras que abarca diferentes momentos de sua produção artística, das primeiras pinturas figurativas, de caráter social, às grandes telas com densas tramas, tão comuns em seus últimos anos. "Os delicados guaches e aquarelas, nos quais a sutileza e a poesia imperam, pontuam a trajetória do artista e se contrapõem, na década de 1960, aos trabalhos mais experimentais, realizados com materiais não tradicionais como miçangas, fitas adesivas e tinta automotiva", aponta Regina. “Bandeira permaneceu sempre à margem de escolas e estilos, jamais emprestando seu nome às declarações de fé estética tão em voga naquele momento”, completa Giancarlo, que também coordenou todo o levantamento de obras do artista e a pesquisa para o catálogo raisonné parcial.



“Seguindo sua missão de apoiar e difundir a produção de artistas cearenses, a Fundação Edson Queiroz realiza uma exposição inédita de Antônio Bandeira, que reúne alguns de seus trabalhos mais importantes. Um marco da mostra será o lançamento do catálogo raisonné de Bandeira, patrocinado pela Fundação Edson Queiroz, a ser lançado no Espaço Cultural Unifor. Ao apresentar exposições e ao mesmo tempo apoiar publicações da relevância de um catálogo raisonné, a exemplo do que realizou com Leonilson no primeiro semestre deste ano, a Universidade de Fortaleza, mantida pela Fundação Edson Queiroz, cumpre seu papel de aliar arte e educação como forma de promover o conhecimento, alcançando não só sua comunidade acadêmica, mas toda a sociedade”, afirma o vice-reitor de extensão da Unifor, prof. Randal Pompeu.

Definido por seus pares como um artista sério, lacônico e metódico, Bandeira deixou como legado uma produção surpreendente pela qualidade e sensibilidade de suas obras. Parte das obras apresentadas nesta exposição é pouco conhecida do público e até mesmo pelo circuito da arte, pois muitas foram localizadas graças às pesquisas para o catálogo raisonné parcial do artista.

 

 

O artista é expoente de uma vertente abstrata que privilegia a gestualidade e a expressão da experiência poética. Em seus trabalhos, traços, cores, tramas, manchas e respingos, todos aparentemente abstratos, na verdade estampam o mundo interior que o artista abrigava dentro de si. Por meio deles, Bandeira sugere a seu espectador uma infinidade de lembranças e emoções. Não por acaso, os títulos de suas obras evocam paisagens urbanas e cenas do cotidiano, abrindo caminho para interpretação lírica dessas composições.

Nas palavras do próprio artista, seus traços retratam “paisagens, marinhas, árvores, portos marítimos, cidades, enfim, apontamentos de viagem. Parto do realismo e, depois, vou aparando a ramaria até chegar ao ponto que minha sensibilidade exige. A natureza foi e será, sempre, o meu celeiro”, dizia. Esse compromisso alegre com a vida pautou sua aproximação e assimilação da linguagem internacional da arte abstrata.

 

O artista

 
Antonio Bandeira nasceu em Fortaleza, em 1922. Iniciou-se na pintura com a professora Mundica, bastante conhecida na cidade de Fortaleza, cujo método de ensino era a cópia. Em 1941, participou da criação do Centro Cultural de Belas Artes, entidade que nos anos seguintes deu origem à Sociedade Cearense de Artes Plásticas.
Em 1945, mudou-se para o Rio de Janeiro, cidade que recebeu sua primeira exposição individual. Contemplado pelo governo francês com bolsa de estudos, mudou-se para Paris em 1946, onde frequentou a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts e a Académie de la Grande Chaumière.

Em Paris, o jovem artista entrou em contato com o abstracionismo lírico. A partir dessa aproximação, a gestualidade, já reconhecida nas suas primeiras figurações expressionistas, ganhou destaque ainda maior quando ele passou a se dedicar à abstração.

Bandeira participou das duas primeiras edições da Bienal de São Paulo, em 1951, ano que retornou ao Brasil, e em 1953. A segunda edição lhe rendeu um Prêmio Fiat, motivo que o levou novamente à Europa em 1954. Lá, permaneceu até 1959, passando pela Itália e Inglaterra.

Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a uma atividade artística intensa, participando de importantes exposições, no Brasil e no exterior. Bandeira voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte, dois anos depois.

 

 

 

Eduardo Oliveira

Critico de arte

arteduoliveira@hotmail.com

O cearense descobre o mercado de arte

31 de Julho de 2017 . Por Eduardo Oliveira

 

  “O cearense descobre o mercado de arte”

 

O Ceará está se tornando um dos estados com maior número de colecionadores do país. Essa prática está sendo realizada em sua maioria, por pessoas relativamente jovens que procuram uma forma de associar um investimento econômico ao desenvolvimento intelectual.

   

      Raimundo Cela, rendeira, óleo sobre madeira, 1931.

 

 

   

     Raimundo Cela, menino pescador, óleo sobre madeira, 1941.

 

   Raimundo Cela, cabeça de homem, óleo sobre madeira, 1931.

 

Apesar do grande número de colecionadores no Estado do Ceará, a procura tem se voltado essencialmente para obras de arte de artistas de outros estados e mesmo de outros países e muito pouco para a produção cearense. Isso se deve a vários fatores, mas um dos mais importantes é que uma boa parte de artistas cearenses produzem suas obras orientados pelo mercado de decoração, proposta que era seguida no período medieval.

 O diálogo entre o artista, a obra e o expectador é fundamental no reconhecimento como arte, se o produtor está simplesmente “antenado” a decoração, esse diálogo não existirá. O colecionador compra arte quando a mesma é reconhecida, ou seja, tenha recebido avaliação crítica e esteja inserida em importantes galerias. A obra de arte deve dialogar com a decoração e não submeter-se a ela.

 

    Antônio Bandeira, óleo sobre tela, 1965.


   Antônio Bandeira, óleo sobre tela, 1954.

 

   Antônio Bandeira, óleo sobre tela, 1961.

 

As obras dos principais artistas cearenses, são indicadas para quem está começando montar seu primeiro acervo, para investimentos em pequeno e longo prazo, são sugeridas as obras dos pintores, Antônio Bandeira, Aldemir Martins, Raimundo Cela, Sérvulo Esmeraldo, Vicente Leite, todos com reconhecimento nacional e os que ainda são somente reconhecidos no Ceará como Barrica, Afonso Lopes, Estrigas, Mario Barata, dentre outros. 

 


    Aldemir Martins, cangaceiro, acrilica sobre tela, 1988.

 

  Aldemir Martins, violeiro, acrilica sobre tela, 1987

 

O investimento em obras de arte é uma tarefa complexa que exige conhecimentos técnicos e experiência. Uma pesquisa detalhada da obra do seu autor é necessária para avaliação inicial. Dessa forma, dados como a biografia do artista, incluindo sua formação, títulos e premiações, assim como um mapeamento das galerias onde suas obras se inserem são passos fundamentais que o colecionador deve seguir para realizar um investimento seguro.

   

Eduardo Oliveira

 Crítico de arte