Cotidiano

Coprolalia

26 de Maio de 2018 . Por Totonho Laprovitera

Georges Gilles de la Tourette (1857-1904), epónimo do síndrome.

A coprolalia é um sintoma de uma doença chamada Síndrome de Tourette. 

Além da compulsão por falar obscenidades, a síndrome pode causar tiques nervosos, como piscar os olhos, lamber as mãos ou pegar nos genitais. 

A síndrome foi identificada pela primeira vez em 1885, quando o neurologista francês Gilles de la Tourette diagnosticou os sintomas em uma nobre dama parisiense. 

Agora, não é todo mundo que fala palavrão sofre dessa doença, não. Na maioria das vezes, trata-se apenas de falta de educação. 

(Imagem: Google)

Folga

25 de Maio de 2018 . Por Totonho Laprovitera


Ao falar que havia tirado outra vez uma licença-prêmio da repartição, assim interrompendo o trabalho para descansar e dar um tempo para o repouso, Arquelau foi prontamente interpelado por Mourinha: - ?Quer dizer que o colega agora tá com mais folga do que direção de jipe?!?

Cachorros

24 de Maio de 2018 . Por Totonho Laprovitera


Existe o cachorro-quente, que é um alimento tradicional norte-americano, em que se consiste de uma salsicha montada dentro de um pão sovado (de hot dog), previamente partido.

Já, o cachorro-frio, é uma boia típica da periferia fortalezense, em que se mete uma banana bem no meio de um pão d´água, no seco.

Para o cachorro-quente, o molho ideal é o ketchup. Para o cachorro-frio, é o de uma bisnagada de açucarado leite condensado, quando tem.

No cachorro-quente, além do ketchup, ainda se põe maionese, mostarda e batata palha. No cachorro-frio, quando muito, uma passada de mão nos beiços.

Refrigerante gelado acompanha o cachorro-quente. Um copo d´água bem cheio, o cachorro-frio.

Comparando qual dos dois é o alimento mais saudável, não se tem a menor dúvida que o cachorro-frio ganha do cachorro-quente de lavagem e com direito à olé!

Póstumo tributo

23 de Maio de 2018 . Por Totonho Laprovitera


?Minuto de Silêncio? é um gesto de respeito e luto com aqueles que morreram recentemente. 

Sobre o assunto, duas breves e curiosas histórias. 

A primeira conta que, uma vez, quando do início de um solene evento na cidade de Sobral, ao citarem o falecimento de um ilustre e querido cidadão da cidade, um emocionado senhor pediu formalmente ?meia hora de silêncio? para reverenciar a memória do morto! Ora, ora, não durou mais do que dois minutos, para a impaciência imperar e deixar todo mundo inquieto e doido pra quebrar o silêncio. 

A segunda conta que, em um jogo entre Ceará e Fortaleza, em 1984, foi instituído um minuto de silêncio, pela morte da mãe do juiz. Mas para avacalhar o preito, logo aos 5 minutos do primeiro tempo, o árbitro anulou um gol e a torcida enfurecida tacou a gritar: - "Órfão da puta! Órfão da puta!"... 

Pois é, cumprindo ou não exatamente o tempo, em distintas situações um minuto de silêncio fala muito mais do que palavras e pode expressar muito mais do que o próprio silêncio.

Subversivos por engano

22 de Maio de 2018 . Por Totonho Laprovitera

Tarcísio Tavares (1933-2011).

Uma das coisas que eu dou o maior valor é bater papo, mesmo ao telefone, com o amigo Paulo Limaverde. Comumente, aos sábados, passamos um bom tempo falando de episódios da vida e das pessoas que marcaram época. 

Pois bem, conversa vai, conversa vem, chegamos ao grande boa-praça Tarcísio Tavares, o saudoso TT. Aí, Paulo me perguntou se eu sabia da razão do TT ter deixado de dirigir automóveis, eu disse que não, e ele me contou. 

No ano de 1964, acompanhado do amigo Mário Monteiro, TT retornava de uma brincadeira no Clube Somda, de uma fábrica de pastilhas cerâmicas situada na Parangaba. No trajeto, seguiam pela Avenida João Pessoa ? com direito a uma rápida parada no Bar Avião ? quando em sua extensão da Avenida da Universidade, desenvolvendo velocidade acima dos 40 Km/h limitados, o ás do volante TT foi surpreendido por Mário com a ordem de dobrar à direita para pegar a Avenida 13 de Maio. Para não sobrar na curva e se livrar da colisão com a belíssima ?Fonte dos Cavalinhos? ? a mesma que era da Praça da Lagoinha ? TT enrolou o giro de uma vez e fez foi invadir os jardins da Reitoria da Universidade Federal do Ceará! Aí, a audaz dupla se apavorou e por um triz não atropelou centenas de estudantes que realizavam uma acalorada manifestação antirrevolucionária. 

Para piorar o deus-nos-acuda, justamente naquele exato instante, chegou um enérgico batalhão de policiais militares e hipotéticos agentes federais para reprimir o movimento qualificado como ?político e social contrário ao regime do poder?. No bolo, a apavorada dupla TT e Mário foi detida, quando, entre a cruz e a espada, cada um deles jurava de pés juntos que não era nem de um lado, nem de um outro. 

Prestando esclarecimentos no Dops (Departamento de Ordem Política e Social), foi fogo para convencerem as autoridades que não eram subversivos ou coisa parecida. Pense numa aflição medonha! 

E assim, liberados, TT tomou a irrevogável determinação de nunca mais na vida dirigir qualquer que fosse veículo motorizado.